sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

FEBRE É DOENÇA??

 
Febre não é uma doença e sim um sinal de que algum agravo está ocorrendo no organismo da criança.
O controle da temperatura corporal ocorre no cérebro, por neurônios sensíveis ao frio e ao calor, localizados no hipotálamo. Durante a febre haverá a perda temporária desta capacidade de regulação.

A temperatura normal do nosso corpo oscila entre 35,5 a 37 ºC, com média de 36 a 36,5 ºC.
É considerado febre quando a temperatura estiver acima de 37,5 ºC. O local certo para medir a temperatura é na axila deixando o termômetro por 3 minutos, com a criança com pouca roupa. O termômetro de mercúrio é o mais fidedigno, mas há risco de quebrar e vazar o metal tóxico. 
Os termômetros digitais são mais práticos e seguros, porém menos precisos.

A febre tem efeitos benéficos ajudando a combater infecções por aumentar a produção de anticorpos protetores e inibe a multiplicação de diversos de micro-organismos (vírus e bactérias) invasores. Por isso não há necessidade dos pais terem medo da febre.
O antitérmico deverá ser administrado quando a temperatura atingir 37,8ºC e tem a capacidade de reduzir a temperatura em 1- 1,5ºC. Se a temperatura estiver acima de 39 ºC, um banho morno pode ajudar a diminuir a temperatura enquanto o medicamento esta sendo absorvido, o que demorará de 30 a 40 minutos.

Após a medicação ser dada, demora em média 20 minutos para iniciar a sua ação, portanto neste tempo você deve manter a calma, desagasalhar a criança, podendo dar um banho morno, ou fazer compressas com água na temperatura da torneira na testa, axilas e virilhas.
O Paracetamol, a dipirona ou o Ibuprofeno gotas devem ser dados diluídos em um pouquinho de líquido (água ou suco), dependendo da idade da criança, pois o seu gosto pode, as vezes, causar vômitos.

Ofereça bastante água, pois o líquido auxiliará na regulação térmica do organismo e diminuirá o risco de desidratação.

Mais importante do que o grau em que a temperatura está, é observar o estado geral do seu filho, no momento da febre ele ficará prostrado, quieto e molinho, após abaixar à temperatura a criança deverá ficar esperta e reativa.

O risco de convulsão em decorrência da febre surge quando a temperatura sobe rapidamente, naquelas crianças de 6 meses a 5 anos e com histórico familiar de convulsão febril. Este costuma ser um quadro benigno, com duração de 1 a 2 minutos e de boa evolução.


As crianças que deverão ser avaliadas pelo médico são: os recém-nascidos e lactentes com até três meses de vida, por terem um sistema imunológico mais susceptível a infecções graves. A criança molinha, pálida e gemente, independente do grau da temperatura; e os quadros de febre que tiverem uma duração maior que três dias.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

INFECÇÃO URINÁRIA - O QUE OS PAIS DEVEM SABER!


Trata-se de um quadro infeccioso, causado por bactérias, comum entre crianças e adolescentes. Quanto mais jovem a criança, maior o risco de evoluir para uma infecção mais séria. O que se deve considerar, além da idade, é se a infecção urinária aconteceu uma única vez (sem outras causas) ou se acontece várias vezes. Isso porque infecções de urina repetidas podem estar associadas a outras doenças e levar a prejuízo do funcionamento do rim em longo prazo.

Em relação aos sintomas, eles variam conforme a idade.

               Em recém-nascidos: quadro mais sério que vai desde ganho de peso inadequado, vômitos, falta de apetite, irritabilidade, até uma infecção generalizada
               
               Em lactentes: a febre é a principal manifestação. Não se espera observar nessa idade mudança do aspecto da urina e nem dor para urinar.
               
                Em pré-escolares e escolares: comumente há febre associada à dor ao urinar, mudança da cor e odor da urina. Se houver febre e dor abdominal ou nas costas, pode-se pensar em um quadro infeccioso mais sérico, com comprometimento do rim.
               
                 Em adolescentes: febre é pouco freqüente, só aparece nos quadros mais avançados e o mais comum é se observar dor ao urinar, mudança do aspecto da urina, urgência para urinar e sangramento na urina.


** Frente a suspeita de uma infecção urinária deve-se proceder a coleta de exames para análise da urina e cultura da mesma para se observar se cresce alguma bactéria. Dependendo dos resultados das características da urina e da presença de colônias de bactérias, pode-se confirmar o diagnóstico.

* O exame de cultura da urina não apenas identifica se há, mas também consegue dizer qual o nome e sobrenome da bactéria que está causando o quadro, o que ajuda muito a escolher qual o antibiótico adequado para cada situação.

** Se for confirmado o diagnóstico de infecção de urina, alguns exames podem ser feitos, dependendo da idade da criança podem ser mais simples ou mais complexos, para se procurar a causa da infecção urinária. É comum haver alterações da formação da bexiga, dos ureteres, do próprio rim como causa de infecção urinária.


* O importante é evitar que ela aconteça outras vezes, para preservar o adequado funcionamento do sistema de produção, armazenamento e liberação da urina.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

DICAS IMPORTANTES NA ALIMENTAÇÃO DO PRÉ - ESCOLAR

            A não aceitação de novos alimentos nessa fase é esperada. Não é por isso que novos alimentos não devem ser oferecidos, em média de 8 a 10 vezes, mesmo se houver recusa inicial. É um momento de formação de hábitos.
- O apetite, nesse momento, é extremamente variável e depende de diversos fatores (atividade, humor, temperatura, ambiente), variando de refeição para refeição e dia após dia.
- Os alimentos mais doces e calóricos podem ser mais facilmente aceitos, entretanto, seu consumo não deve ser estimulado.
 - Comportamentos como recompensas, chantagem, suborno ou castigos não devem ser utilizados, podendo, em curto prazo, reforçar comportamentos de recusa alimentar
- Horários: as refeições e os lanches devem seguir uma rotina de horários, com intervalo suficiente para que a criança sinta fome.
- Número de refeições: pode ser de cinco a seis refeições diárias, com horários regulares e intervalo de cerca de três horas entre uma e outra. Café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.
- A refeição, mesmo a principal, deve ter um tempo máximo de duração. Não adianta prolongar demais o tempo para ver se a criança aceita mais e, muito menos, oferecer alimentos preferidos se ela comeu pouco.
- O tamanho das porções oferecidas deve estar de acordo com a idade e apetite da criança. Não forçar a criança a comer se ela não está com fome.
- Não utilizar a sobremesa como recompensa.
- Controlar a quantidade de líquidos ingerida durante a refeição. Se possível não oferecer líquidos durante as refeições principais.
- Não há alimentos proibidos, mesmo guloseimas podem ser consumidas desde que com moderação em relação a freqüência e quantidade
- A criança deve ser estimulada a fazer as refeições na mesa com a família, sem televisão ligada.
- Oferecer alimentos e preparações variadas para estimular hábitos alimentares saudáveis e evitar a monotonia.
- A ingestão de leite é importante (cerca de 500 ml/dia no máximo), mas não deve substituir refeições principais.
- Limitar a ingestão de alimentos ricos em sal, açúcar e gordura. O consumo destes alimentos predispõe ao desenvolvimento de obesidade e doenças no futuro (pressão alta, diabetes, aumento de colesterol).
- Oferecer alimentos saudáveis, mesmo que haja recusa inicial, para estimular hábitos alimentares saudáveis em curto e longo prazo: frutas, hortaliças, carnes magras.


domingo, 30 de outubro de 2016

IMPORTÂNCIA DA ROTINA NA VIDA DO BEBÊ

 
Com certeza é o ambiente em que a criança vive, o que a torna mais desenvolvida e feliz.
Particularmente um ambiente onde exista a aceitação, a compreensão e a rotina.

E o amor?

O amor em si não é suficiente, principalmente se for superprotetor.

 O bebê precisa se desenvolver em um ambiente que tenha uma rotina em que sejam incluídas a firmeza, a delicadeza e a satisfação das suas necessidades.
A rotina é um fator organizador do psiquismo infantil. Manter uma rotina saudável, com horários estabelecidos para os cuidados com o seu bebê, fará com ele internalize um clima afetivo de ternura, paz, segurança satisfação e alegria. Embora nem sempre seja possível manter uma rotina e embora ter flexibilidade também seja importante, é necessário que um mínimo de esforço seja feito para que se cumprir uma rotina saudável para você e o seu bebê. Portanto, não se comprometa com horários ou atividades que você sabe que não poderá cumprir.
Em um primeiro momento, você tem de se adaptar aos horários e necessidades do bebê (livre demanda), mas depois que a sua criança estiver adaptada ao ambiente, você vai estabelecendo os horários, até mesmo para que possa organizar a sua própria vida. O mal de muitos pais é preocupar-se mais em educar, estabelecer horários e regras, do que em compreender o que o seu bebê possa estar sentindo. Cuidado!...

A hora da mamada é sagrada e deve ter um ritual. Fique sozinha com o bebê e procure se acalmar antes de amamentá-lo. Crie uma rotina para que você esteja calma: Pare com as suas preocupações, tome um copo d água, relaxe um pouco. Tire o seu bebê do berço e converse com ele: “Mamãe chegou! Você deve estar com fominha! Vamos mamar o leitinho gostoso da mamãe! Assim você o estará acalmando e lhe dará um “seio bom”.

 A hora do banho costuma assustar o bebê. Experimente enrolá-lo em uma fralda ou toalha antes de colocá-lo na água. Assim que ele estiver molhado e calmo retire a coberta. Isso o fará sentir-se mais seguro. A hora de dormir também deve ter os seus rituais rotineiros. Ex: Saber que no fim do banho ele brincará livremente antes de ser retirado da água, saber que você conversará com ele ao vesti-lo, que depois disso irá mamar e que depois de uma cantiga irá dormir.

Nada de deixá-lo chorar para que se acalme sozinho. Ele terá uma forte sensação de abandono.
Esses rituais e a rotina acalmam a ansiedade da criança e ela vai adquirindo a noção do tempo, a noção do depois e da antecipação dos fatos.  Isso gera segurança e confiança.
Conforme o seu filho vai crescendo, você terá de ir modificando a rotina dele. Deixando de fazer alguns rituais, alterando alguns horários, para que ele possa se desenvolver de acordo com as necessidades da nova etapa de desenvolvimento em que ele se encontra. Já me disseram que filho é igual videogame: Cada etapa que você vence, vem uma mais difícil. Rsrsrs...


Ajuda muito criar rotinas combinadas com a criança. A hora do banho, da TV, da lição de casa, de dormir, de comer, pois para tudo a criança cria uma briga. Tendo os horários discutidos com ela, você poderá dizer-lhe que “Combinados devem ser cumpridos”. Mães falam muito! Fale menos e movimente-se mais. O movimento é sempre a expressão de uma existência. E rotina deve ter movimento.

ALIMENTOS INTEGRAIS NA GESTAÇÃO

Durante a gestação ocorre uma série de alterações metabólicas no organismo materno que pode gerar desconforto e preocupação para a mulher que passa por esse lindo e delicado momento de sua vida. A alimentação balanceada, rica em nutrientes e fibras, exerce importante papel na saúde da mulher e do bebê em formação.

O que são alimentos integrais?

Alimentos integrais são cereais (trigo, arroz, aveia, centeio, cevada, quinua, amaranto, painço e milho) ou alimentos feitos a partir desses grãos utilizados em sua forma íntegra, ou seja, com preservação da casca, também conhecida como farelo, do endosperma, a parte central e mais abundante do grão, além do gérmen.
Os cereais integrais são ricos em vitamina E, vitaminas do complexo B e minerais como o selênio, zinco, cobre, ferro, magnésio e fósforo. Também são ricos em carboidratos complexos e fibras. No farelo há grande concentração de fibras, enquanto no endosperma estão concentrados os carboidratos, importantes para o fornecimento de energia para o organismo. O gérmen possui alta quantidade de minerais, vitaminas e fitoquímicos.
O que diferencia os alimentos refinados dos integrais é que, durante o processo de moagem e refinamento, há perda do farelo e do gérmen, permanecendo apenas o endosperma. Como consequência há grande perda de nutrientes e fibras.

Quais os benefícios dos alimentos integrais para as gestantes?

Uma das grandes queixas da maioria das grávidas é a constipação intestinal. Tem intestino preso quem apresenta dois ou mais dos seguintes sintomas: ritmo intestinal com menos de três evacuações por semana, sensação de dificuldade para evacuar, fezes pequenas e endurecidas e sensação de evacuação incompleta.
Uma das explicações para esses sintomas é que durante a gravidez a progesterona reduz a produção de motilina, uma substância produzida pelas células do intestino que atua na motilidade intestinal. Como consequência, o tempo que o bolo alimentar fica no intestino é aumentado, as fezes perdem água e reduzem de volume, contribuindo para a constipação.
O consumo de alimentos integrais contribui para a redução dos sintomas da constipação devido ao seu alto teor de fibras, que aumenta a quantidade de água do bolo alimentar fazendo com que haja aumento de volume e melhoria da passagem pelo intestino.
Outro grande benefício dos alimentos integrais diz respeito à absorção mais lenta de carboidratos. A gestação é um estado em que a quantidade de insulina, hormônio que atua na entrada da glicose do sangue para a célula, está naturalmente mais alta, caracterizado por uma diminuição da sensibilidade deste hormônio, parcialmente explicada pela presença de hormônios diabetogênicos, tais como a progesterona, o cortisol, a prolactina e o hormônio lactogênico placentário. As taxas de açúcar do sangue, quando em jejum, tendem a ser mais baixas na gestante, contudo, os valores após as refeições são mais altos.
Evidências experimentais têm demonstrado que a ingestão de fibras, presentes nos alimentos integrais, diminui a absorção de glicose, beneficiando diretamente a glicemia após as refeições. Com uma absorção de glicose mais lenta, o organismo dá conta de produzir quantidade necessária de insulina para que o açúcar seja absorvido corretamente.
O controle do ganho de peso também pode sofrer influência positiva dos alimentos integrais. As refeições ricas em fibras estão ligadas ao esvaziamento do estômago mais lento, o que promove saciedade mais prolongada. Além disso, alimentos integrais são mais volumosos e contém menor teor de calorias por grama, quando comparado ao alimento refinado, o que limita a ingestão energética.
O bebê também ganha com consumo de alimentos integrais.
Quando falamos de alimentos integrais, as fibras ganham destaque devido as suas inúmeras funções benéficas para o organismo, mas não podemos nos esquecer que grãos integrais são muito mais do que fibras.

A grande variedade de vitaminas e minerais presentes nos alimentos integrais garante maior aporte de nutrientes para o bebê, permitindo que a gravidez flua na sua integralidade e que o bebê em formação se desenvolva plenamente.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

BRINCADEIRAS QUE ESTIMULAM O DESENVOLVIMENTO DO BEBÊ DE 7 A 9 MESES

 Com 7 meses

 -Fazer o bebê brincar com uma caixa de papelão grande para que ele possa entrar e sair dela.
- Quando o bebê estiver brincando, pedir para ele dar um brinquedo a alguém.
- Fazer caretas para o bebê imitar.
- Dar dois brinquedos e ensinar o bebê a bater um no outro.
- Durante a refeição, deixar que ele coma alguns alimentos diretamente com a mão.


Com 8 meses:

- Com o bebê deitado, ajudá-lo a movimentar-se para que se sente sozinho.
- Incentivar o bebê a se arrastar e colocar brinquedos longe dele para que tente alcançá-los.
- Dar ao bebê brinquedos que façam barulho, como tambores, chocalhos e guizos.
- Brincar de imitar sons e movimentos.
- Deixar uma caixa de brinquedos bem grande e cheia para que ele escolha o que quiser.

Com 9 meses:

- Deixar o bebê no chão para que se arraste e engatinhe.
- Brincar de bola com ele.
- Estimular o bebê a se levantar (com apoio) para ficar de pé.
- Dar brinquedos com furinhos para que ele os “cutuque” com o dedo indicador.
- Ajudar o bebê a colocar tampas em potinhos.

- Dar ao bebê objetos de texturas diferentes para que ele os toque (espuma, madeira, toalha, metal, borracha etc.).

domingo, 7 de agosto de 2016

O QUE É BRONQUIOLITE?

A bronquiolite é uma doença respiratória aguda, que provoca chiado no peito em crianças menores de 2 anos de idade. Os principais causadores da bronquiolite são os vírus respiratórios, que atacam principalmente nos meses de outono e inverno.
Junto com o chiado no peito, podem vir a tosse e a dificuldade para respirar. Em muitos casos, os bebês melhoram espontaneamente entre 5 ou 7 dias. Porém, em casos mais graves, quando a dificuldade respiratória é muito intensa, pode ser necessária internação hospitalar. São mais sensíveis ao quadro mais grave da doença os bebês prematuros, com baixo peso, com doença cardíaca congênita ou algumas outras doenças crônicas como Síndrome de Down e Doença Pulmonar da Prematuridade.
Como se dá a contaminação
A bronquiolite é a causa mais frequente de internação hospitalar no primeiro ano de vida. Os vírus respiratórios são transmitidos por contato direto com secreções respiratórias, ou mesmo pelo contato com as mãos de pessoas contaminadas ou objetos. Muitos vírus respiratórios têm a facilidade de viajar pelo ar a partir de saliva e de espirros. Ou seja, onde circula uma pessoa doente, espirrando e tossindo, muitos locais podem estar contaminados, como, por exemplo,maçanetas, mesas, teclados, etc.
Dependendo do tipo de vírus, a bronquiolite pode vir junto com faringites, amigdalites, conjuntivite viral ou laringite aguda.
Em casos especiais, é possível usar uma medicação preventiva, indicada especialmente em bebês que nasceram com menos de 28 semanas de gestação. Este medicamento, o Palivizumabe, já é fornecido em alguns estados brasileiros, desde que exista indicação correta.
É importante lembrar que os bebês que apresentam várias crises de chiado no peito e as crianças maiores de 2 anos não devem ser tratados como bronquiolite, pois a chance de apresentarem outros problemas como asma e refluxo gastro- esofágico aumenta. Se seu filho tem este quadro, procure seu pediatra para uma avaliação especializada.
Alguns cuidados para reduzir o risco de bronquiolite:
• Evite ambientes fechados e aglomerações;
• Evite creches e escolinhas para bebês menores de um ano;
• Lave as mãos com frequência;
• Sempre lave as mãos ao chegar em casa;
• Sempre lave as mãos antes de ter contato com bebês pequenos ou prematuros;
• Evite contato de pessoas resfriadas ou gripadas com bebês menores de 2 anos;
• Faça a vacina da gripe (Influenza) anualmente;
• Se seu bebê é prematuro e nasceu com menos de 28 semanas de gestação, informe-se sobre a imunização (prevenção) com Palivizumabe.

sábado, 30 de julho de 2016

MEU FILHO CHUPA O DEDO! O QUE FAZER?

 Chupar o dedo é um comportamento instintivo e natural no bebê, que coloca os dedinhos na boca quando ainda está no útero materno. Ele faz isso para fortalecer a musculatura responsável pelos movimentos da sucção, preparando-se para mamar.
Apesar de natural, chupar o dedo pode gerar problemas fisiológicos, estéticos, emocionais e até de convivência em sociedade.
A sensação de conforto acalma a criança, que passa a relacionar a sucção com um estado de segurança e aconchego. O hábito pode durar certo tempo, e os problemas só aparecem quando este gesto se torna frequente e se estende para além do primeiro ano de idade.
Quando chupar o dedo se torna uma mania, um gesto automático, pode-se substituir o dedo por outra forma de conforto emocional, dependendo da dinâmica familiar e das preferências da criança.
Já nos casos de um comportamento ansioso, antes de retirar o hábito de chupar o dedo, deve-se diagnosticar e solucionar a causa da ansiedade.
Chupar o dedo pode ser sintoma de dificuldade para enfrentar uma situação nova. É comum, por exemplo, que uma criança que não chupava mais o dedo, retome o gesto com o nascimento de um irmão.
A criança maior, que ainda chupa o dedo, também pode ser excluída do grupo pelo comportamento infantilizado, já que o gesto de chupar o dedo pode ser caracterizado como uma “atitude de bebês”.

QUANDO PARAR
Não existe uma idade certa para a criança parar de chupar o dedo, mas o ideal é que persista apenas até o primeiro ano de vida. Quando vai muito além desta idade, pode provocar atrasos e alterações de fala, atraso do desenvolvimento e amadurecimento da mastigação e deglutição e de posição dos lábios, causando respiração oral ou mista, e até mesmo problemas na aceitação de determinados alimentos. Neste caso, é necessário o auxílio de psicólogo, fonoaudiólogo e dentista.
Para os dentistas, o período de sucção não nutritiva é tolerado até os 4 anos de idade, quando é possível constatar má oclusões (desvio do fechamento normal da boca).
A má oclusão pode interferir nas funções de respiração, deglutição, mastigação e fala, casos em que a fonoaudióloga poderá intervir.
Os fonoaudiólogos dizem que a dedicação dos pais e cuidadores é fundamental para a criança parar de chupar o dedo. Normalmente, são recomendadas manobras para fazer em casa, como envolver o dedo com materiais como fita adesiva, fita crepe, ou esparadrapo/micropore; desenhar personagens na pontinha do dedo ou na unha da criança; nas meninas apelar para a vaidade, pintando as unhas.
É possível também substituir o dedo por outro objeto, mas nunca utilizar métodos agressivos e inócuos como passar pimenta no dedo, ou outras substâncias de sabores odiosos.

QUEM PODE AJUDAR
Chupar o dedo pode ser um elemento de transição, da sucção para mastigação.
O trabalho na terapia fonoaudiológica envolve a conscientização da criança e a mudança de posturas e formas de respirar, mastigar, deglutir e falar.
O tempo do tratamento depende de cada criança e do seu núcleo familiar, e também do diagnóstico que estabeleça o possível motivo do hábito. Em casos que envolvam o emocional, é importante contar também com um psicólogo que poderá trabalhar simultaneamente com os demais profissionais. Inclusive com um ortodontista, caso a criança já esteja com problemas no posicionamento das arcadas dentárias.
Caso seu filho tenha mais de um ano e dificuldades para deixar de chupar o dedo, é importante procurar seu pediatra para fazer uma análise de todo quadro emocional e familiar e receber as orientações e, se necessário, ele irá acionar uma equipe multidisciplinar.

domingo, 24 de julho de 2016

ENURESE

A enurese é definida como perda involuntária de urina durante o sono em crianças com mais de 5 anos. Fazer xixi na cama é uma situação que acomete mais meninos do que meninas, e gera muitos transtornos tanto para a criança quanto para a família.
A enurese pode ser classificada como primária ou secundária. No primeiro grupo colocamos as crianças que nunca conseguiram deixar de usar fraldas durante a noite, e no segundo grupo estão aquelas que pararam de usar fraldas, mas depois de algum tempo voltaram a fazer xixi na cama.
Antigamente, a enurese era considerada uma alteração de comportamento da criança, que muitas vezes eram submetidas a castigos e punições. Atualmente, sabe-se que fazer xixi na cama não é “culpa” da criança. São alterações orgânicas e hormonais que justificam esse problema. Crianças que têm pais ou parentes próximos que foram enuréticos têm mais probabilidade de fazer xixi na cama, o que caracteriza, em muitos casos, a origem genética do problema.
Outras situações clínicas podem ter a enurese como sua primeira manifestação sintomática. A diabetes, as disfunções miccionais e doença renal crônica são algumas delas. Alterações psicológicas também podem levar ao aparecimento da enurese, como a separação dos pais, perda de parentes próximos ou mesmo troca de escola. Quem não conhece uma criança que voltou a fazer xixi depois do nascimento de um irmãozinho?
A enurese tem tratamento com abordagens diversas, desde o treinamento usando alarmes de cabeceira, até medicações que vão atuar na produção urinária noturna. Só um médico poderá indicar o melhor para cada criança. Fale com seu pediatra.
Nenhuma criança precisa continuar enurética. Atualmente, existem tratamentos adequados que levam ao controle do problema. Inicia-se com a avaliação criteriosa de cada caso e, com a ajuda de um nefrologista pediátrico, poderá ser escolhido o melhor tratamento para cada paciente.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

MEU FILHO ANDA DE BICICLETA!

A bicicleta é um meio de transporte eficiente, barato e que não polui o meio ambiente. É também uma forma agradável de se praticar atividade física, sendo atraente para crianças e adolescentes. Porém, andar de bicicleta envolve riscos de traumas, e deve ser feito com atenção e responsabilidade. Acidentes com bicicleta podem provocar lesões na face, nos dentes e fraturas de pernas e braços. Os traumatismos cranianos são uma grande preocupação, pelo risco de sequelas neurológicas e mortes.
Fique atento para os cuidados ao andar de bicicleta:
A escolha da bicicleta
Recomenda-se que os pais, antes de comprarem a bicicleta para o filho, orientem sobre a segurança no trânsito e adquiram o capacete, as luvas e os protetores de joelhos e cotovelos. Somente após essas medidas é que deverão comprar a bicicleta. Isso é importante para que, desde cedo, o filho se conscientize de que, para andar de bicicleta, é necessário estar preparado.
A criança deverá participar tanto da escolha da bicicleta, quanto da compra dos equipamentos de proteção, em especial do capacete, para que se sinta mais motivada a usá-los.
A bicicleta deve ser do tamanho correto para o ciclista. Não deve ser maior, porque é mais difícil controlar uma bicicleta de tamanho grande. Considera-se adequado o tamanho quando a criança, sentada no selim, segurando o guidão, consiga apoiar completamente os pés no chão. Bicicletas com duas rodas podem ser usadas a partir dos sete anos aproximadamente, mas os pais, independentemente da idade da criança, devem avaliar se o filho tem ou não capacidade para andar de bicicleta.
A bicicleta e o trânsito
A bicicleta deverá ser vista como um veículo, nunca como um brinquedo, e o ciclista é considerado um condutor vulnerável no meio do trânsito. Assim, os pais, além de ensinar os filhos a andar de bicicleta, devem orientá-los e conscientizá-los da necessidade de fazê-lo com segurança.
Enquanto as crianças devem andar de bicicleta somente em áreas protegidas, os locais mais seguros para jovens e adultos andarem de bicicleta são as ciclovias e as áreas destinadas ao ciclismo, por serem reservadas apenas ao trânsito de bicicletas, separando-as de caminhões, carros e ônibus porque, no meio do trânsito, o ciclista está sujeito a acidentes graves.
Se o adolescente necessitar usar a bicicleta como meio de transporte, os pais devem avaliar o trajeto, explicar-lhe a respeito dos riscos em estacionamentos, avenidas, cruzamentos e ruas. Devem também recomendar-lhe muita atenção durante todo o percurso, observando se há, na pista, acúmulo de água, areia, buracos, depressões e quebra-molas que aumentam o risco de acidentes. O jovem ciclista deve evitar morros íngremes, pois é difícil o controle da bicicleta na descida.
Se houver necessidade de o ciclista pedalar no trânsito, o que é perigoso, ele deverá andar sempre pela direita, no mesmo sentido dos demais veículos, nunca na contramão.
É indispensável que o adolescente conheça a sinalização, as normas de segurança e seja capaz de colocá-las em prática.
Cuidados ao andar de bicicleta
Para que o adolescente faça uso adequado da bicicleta com segurança e com comportamento solidário, vale a pena que as seguintes orientações sejam observadas:
1. Andar de bicicleta somente durante o dia, evitar o entardecer e a noite. 
2. Usar roupa que facilite a visualização do ciclista, o que é muito importante.
3. Evitar excesso de velocidade. 
4. Transportar somente uma pessoa por vez em cada bicicleta. 
5. Não andar de bicicleta com os pés descalços; deve-se, também, evitar calçados que possam prender-se na bicicleta. 
6. Não tirar as mãos do guidão nem realizar manobras perigosas; não fazer “acrobacias” com a bicicleta. 
7. Pedalar no sentido do trânsito, nunca na contramão. 
8. Conhecer e respeitar a sinalização do trânsito. 
9. Nunca andar segurando nas traseiras de ônibus ou caminhões. 
10. Evitar o uso de fones de ouvido, pois, além de impedirem a imprescindível atenção aos sons ambientais, levam à distração, aumentando os riscos.
11. Não usar bebida alcoólica e drogas, pois o risco de acidentes aumentará muito. 
12. Fazer revisões periódicas e manutenção das correntes, freios e calibragem adequada dos pneus da bicicleta. Muitos acidentes acontecem quando a bicicleta não está em boas condições para circulação. Por isso, a manutenção da bicicleta é um ponto importante de segurança. 

Equipamentos para ciclistas
O Código de Trânsito Brasileiro, no artigo 105, parágrafo VI, considera os seguintes equipamentos como de uso obrigatório para as bicicletas: “a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo”.

Capacete
Estudos mostram que a maioria das hospitalizações e mortes de ciclistas é devida a traumatismo craniano; ressaltam, também, a importância do uso do capacete para evitar e/ou diminuir a gravidade desses traumatismos, as sequelas neurológicas e a morte. É um equipamento indispensável para se andar de bicicleta; deve ser visto como uma forma de proteção imprescindível para a segurança do ciclista, da qual ele nunca deverá abrir mão. Cabe aos pais educar os filhos para o compromisso de usá-lo.
O capacete deverá ser próprio para ciclista, de tamanho adequado, para que se adapte bem à cabeça (não deve ser apertado nem grande demais), colocado corretamente e ter adesivos refletores para facilitar a
visualização do ciclista.
Como os pais são exemplos para o filho, deverão, também, usar capacete ao andar de bicicleta.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

TRANSPORTE SEGURO DA GESTANTE

Não existe nenhuma legislação específica sobre como a gestante deve se portar no trânsito e o que se vê é que algumas futuras mães recusam-se a usar o cinto de segurança, porque pensam que em uma colisão ele poderá machucá-las e ao seu filho.
As responsabilidades como condutora de veículos e obediência às leis do tráfego são idênticas em gestantes e não gestantes. 

A melhor proteção para a mulher e seu filho é, comprovadamente, o cinto de segurança.

Evitar dirigir nas seguintes situações:
• episódios freqüentes de vômitos, náuseas e câimbras.
• ameaça de abortamento
• após longos períodos de jejum, devido ao risco de hipoglicemia, quando tontura,sonolência, falta de atenção    e até desmaios podem ocorrer.
• em dias muito quentes, pela chance maior, neste período, de pressão baixa.
• edema (inchaço) importante das pernas, impossibilitando o uso de calçados fixos.
• da 36ª semana em diante, devido a proximidade do abdome com a direção.
• se estiver ingerindo algum medicamento, que cause sonolência.
• se sentir qualquer desconforto ou mal estar.
O ideal é sentar no banco traseiro, utilizando SEMPRE o cinto de 3 pontos: 
A faixa diagonal do cinto deve cruzar o meio do ombro, passando entre as mamas, NUNCAsobre o útero e a faixa sub-abdominal deve estar tão baixa e ajustada quanto possível. 
Se a gestante não estiver utilizando o cinto de 3 pontos, no momento de uma colisão ou freada brusca, ao ocorrer compressão do abdome pela direção, pode haver rotura uterina e morte do feto.
Recomendações de segurança ao dirigir:
• afastar o banco para trás, o mais longe possível da direção (sem comprometer a segurança) - a distância        entre o abdome e o volante deve ser de 15 cm, pelo menos.
• o volante deve estar inclinado para cima ou longe do abdome.
• evitar longas distâncias, jejum, calor ou frio excessivo e estradas ruins.
Atenção:
• não há estudos conclusivos se o air-bag é perigoso para a gestante.
• a principal causa de morte de origem não obstétrica na gestante é o trauma.
• a mortalidade do bebê quando ocorre trauma (acidente) é de cerca de 70%.
• mais de 50% dos traumas e acidentes ocorrem no último trimestre, o útero já está volumoso e a agilidade      física fica comprometida.
• neste período, pela ansiedade natural da proximidade do nascimento do bebê, a gestante pode apresentar      julgamento alterado frente a situações de perigo iminente.
 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

QUEDAS! O QUE FAZER?

Queda é a maior causa de visita à unidade de emergência. Ocorre em qualquer idade e as lesões decorrentes podem ser extremamente graves, envolvendo membros (feridas abertas e fraturas), crânio (traumatismo crânio-encefálico) e abdômen (lesões de órgãos internos).
A maioria das quedas ocorre em casa, acomete crianças de 0 a 5 anos, e estão associadas à ausência de algum cuidador.
Com a supervisão de adultos, modificações do ambiente onde a criança vive, brinca e estuda, e informações claras em produtos de uso infantil, o risco e as lesões decorrentes de quedas podem ter uma redução significativa.
Alguns alertas de prevenção deste tipo de acidente:
Em lactentes:
1. Nunca deixe bebês sozinhos em qualquer local da casa, particularmente em camas, sofás, trocadores, beliches, mesmo que a criança ainda não tenha adquirido a capacidade de rolar.
2. Tenha certeza que colocou grades de proteção em qualquer móvel utilizado para a criança dormir.
3. Cuidado na escolha de cadeiras para oferecer a alimentação. Devem ter base alargada, trava e cinto. Sempre supervisionar a criança, mesmo que ela esteja contida na cadeira com dispositivos de segurança.
4. No berço, observe se a altura da base é suficiente para evitar que a criança caia por cima da grade. Se o limite superior for menor que ¾ da altura da criança, o berço não pode mais ser usado. Estas orientações devem ser seguidas a partir do momento em que a criança consegue ficar em pé com apoio.
5. Nunca coloque brinquedos ou travesseiros dentro do berço. Estes objetos podem cair para fora e a criança tentando alcançá-lo, pode cair.
6. Quando a criança passar para a cama, instale grade protetora dos dois lados.
7. Nunca use andador. É muito comum a queda do andador em escadas, e as lesões decorrentes desta queda sempre são graves, com trauma de crânio e hospitalização.
Em pré-escolares e escolares:
Em casa
1. Disponha os móveis de maneira que a supervisão de seu filho possa ser constante e direta.
2. Trave portas e bloqueie o acesso às áreas perigosas da casa, como lavanderia, cozinha e área externa.
3. Remova tapetes e utilize material de borracha em banheiros.
4. Remova brinquedos e roupas do chão, que possam provocar tropeços, deslizes e quedas.
5. Instale grades protetoras em escadas e áreas de risco da casa, e oriente os familiares para sempre fechá-las após o uso.
6. Instale redes ou grades de proteção em todas as janelas dos apartamentos ou casas do tipo sobrado.
7. Mantenha os móveis afastados das janelas.
Em área externa a casa
1. Proíba atividades em áreas elevadas, como balcões, lajes e telhados.
2. Prefira triciclos a bicicletas.
3. A utilização de equipamentos de proteção como capacetes, cotoveleiras e joelheiras em atividades com bicicleta, diminui a gravidade, mas não evita as lesões decorrentes das quedas. Estas atividades devem sempre ser supervisionadas por um adulto e realizada em áreas fechadas, sem trânsito urbano.
Saiba mais: Crianças e Adolescentes Seguros. Guia Completo para Prevenção de Acidentes e Violências. Sociedade Brasileira de Pediatria. Coordenadores: Renata D. Waksman, Regina M. C. Gikas e Wilson Maciel. Editora: Publifolha, 2005.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

POR QUE IR NA CONSULTA PRÉ-NATAL COM O PEDIATRA?

A consulta pré-natal com o pediatra é muito importante tanto para a gestante de alto risco quanto para a gestante de baixo risco. É o momento de discutir os problemas, as doenças ocorridas, os medicamentos usados na gestação e as expectativas dos pais. Essa consulta deve ser realizada no terceiro trimestre da gravidez.
Ela permite um conhecimento prévio entre a mãe e o pediatra, que poderá esclarecer e orientar quanto à assistência em sala de parto e o pós-parto imediato.
Ali serão esclarecidos também os procedimentos nas primeiras consultas do bebê e como será o acompanhamento da criança no primeiro ano de vida; as primeiras vacinas, os primeiros testes laboratoriais, o teste auditivo, oftalmológico e o teste do coraçãozinho que deve ser feito ainda na maternidade.
O pediatra também pode orientar a futura mamãe sobre o aleitamento materno, o cuidado e preparo das mamas durante a gestação, no pós-parto imediato e durante toda a lactação. É muito interessante que os pais saibam da importância do leite materno para o bebê e o que ele pode prevenir. O leite materno é considerado definitivamente precursor de uma vida saudável. Nesta consulta pré-natal com o pediatra, a mãe receberá também orientações quanto à higienização do bebê, de suas roupinhas e do ambiente.
O parto deverá ocorrer em ambiente hospitalar, com a presença obrigatória de um pediatra habilitado em reanimação neonatal, que dará assistência ao recém-nascido. Logo após o nascimento, o bebê que estiver bem deverá ficar com a mãe, iniciando a amamentação ainda na sala de parto e permanecendo em alojamento conjunto até a alta do hospital. 
Os bebês que necessitarem de assistência logo após o nascimento, depois de estabilizados, deverão ser encaminhados ao berçário de alto risco ou à UTI neonatal. Partos prematuros ou de risco deverão ocorrer em hospitais com UTI neonatal e UTI para adultos.
O melhor transporte para o recém-nascido é o útero materno.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

DENGUE

 A dengue é considerada um grave problema de saúde pública, principalmente em regiões subtropicais e tropicais. É uma doença febril aguda, causada por um dos quatro tipos do vírus Dengue (1, 2, 3 e 4), e que se manifesta desde quadros leves, sintomas clássicos, até formas graves, que podem evoluir para o óbito. Acomete principalmente crianças pequenas (lactentes), escolares e adultos.
Como a dengue pode ser transmitida?
A transmissão ocorre pela picada da fêmea do mosquito da gênero Aedes aegypti que esteja infectada pelo vírus da dengue. Esta fêmea do mosquito permanece infectada por toda sua vida (de 6 a 8 semanas), mantendo o ciclo de infecção homem-mosquito-homem.
Quais os sintomas da dengue?
Em geral, após 4 a 10 dias da picada surge a primeira manifestação da forma clássica da doença, que é a febre alta (39 a 40 °C) de início súbito, com duração de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça (cefaleia), dores no corpo (mialgia) e articulações (artralgias), prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele (exantema) e coceira (prurido cutâneo), além da diarreia, enjoos (náuseas) e vômitos. Na criança, a fase febril inicial da doença pode ser confundida com outras doenças febris (como gripe, sarampo, rubéola, etc.), e, portanto, sempre que possível ela deve ser avaliada e acompanhada por um pediatra.
Como reconhecer a forma grave da doença?
No período de diminuição ou desaparecimento da febre, geralmente entre o 3º e 7º dia da doença, a maioria dos casos irá evoluir para a cura. No entanto, cerca de 10% dos casos podem apresentar sinais de alarme, que indicam evolução para a forma grave da doença, que são:
– dor abdominal intensa e contínua;
– vômitos persistentes;
– acúmulo de líquidos no abdômen, pulmões e coração (ascite, derrame pleural e derrame pericárdico);
– sangramento de mucosas (nariz, gengivas);
– sonolência ou irritabilidade;
– sensação de desmaio, tonturas.
O que fazer na suspeita de dengue?
Procurar o atendimento médico para a avaliação clínica, que norteará a solicitação dos exames (de sangue ou de imagem – RX de tórax, ultrassonografia) e orientação das medidas gerais, como a ingestão aumentada de líquidos (água, sucos, soro ou água de coco) e os medicamentos sintomáticos. Na presença de sinais de alarme, procurar imediatamente atendimento em unidade de urgência e emergência, ou hospital.
Existe medicamento específico para combater ou prevenir a doença?
Não existem medicamentos específicos ou vacinas para prevenir a doença. É importante seguir as recomendações médicas, evitando a automedicação, principalmente os medicamentos à base de ácido acetil salicílico (AAS), e de outros anti-inflamatórios.
Quais as medidas de controle da dengue?
Como o período de maior transmissão coincide com o verão e o início do período de chuvas, época em que os fatores climáticos favorecem a proliferação do mosquito, as medidas de controle da doença se baseiam na redução da quantidade de mosquitos. Para isso, é preciso manter o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros, ou seja, os locais que acumulam água, pois o mosquito precisa de um ambiente com água para se reproduzir. É muito importante que cada um faça sua parte, evitando que a água fique acumulada em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.
FONTE: 
Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Dengue/SVS/MS.
Rede de Ações Integradas de Atenção à Saúde no Controle da Dengue/ Fiocruz.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

COSMÉTICOS INFANTIS - QUAIS OS MELHORES PRODUTOS?

O uso de produtos cosméticos em crianças é cada vez mais frequente. Em parte, devido ao apelo das indústrias que oferecem uma ampla gama de produtos; em parte pela vontade dos pais em proporcionar o que há de melhor para os seus filhos. Entretanto, algumas dúvidas são comuns aos pais:
– Quais os melhores produtos?
– Devemos mesmo usar estes produtos cosméticos?
– A partir de que idade a saúde da criança não será prejudicada?
Todos os produtos infantis como xampu, creme hidratante e gel para cabelo, entre outros, devem passar por testes que medem a segurança do consumidor – medindo, por exemplo, seu potencial de irritar da pele e de provocar alergias. A Anvisa possui regras rigorosas para a liberação de produtos destinados às crianças.
Como a pele das crianças é mais fina, mais sensível, e possui distribuição mais densa de glândulas, os produtos para elas devem conter menos substâncias químicas capazes de causar irritação e futuras reações alérgicas. O pH da pele é ácido, em torno de 5,5, e este " manto ácido" é o responsável pela proteção e pelo equilíbrio da flora normal da pele.
No sabonete, por exemplo, devemos cuidar com o pH. A pele possui uma proteção natural que é o seu pH de 5,5, ou seja, levemente ácido. O uso de sabonetes com pH muito alcalino pode levar a uma alteração do pH da pele e deixá-la mais suscetível a infecções e irritações.
A maioria dos sabonetes infantis não informa o pH no rótulo. Além disso, o pH da maioria dos sabonetes em barra é mais alcalino que os líquidos e, portanto, são mais irritantes e ressecam mais a pele.Nem sempre o fato de um produto se dizer “infantil” ou “neutro” indica que ele é bom ou que não vai irritar a pele.
Como regra geral, são recomendados os sabonetes líquidos, com fragrâncias suaves, que tenham sido dermatologicamente testados. Os sabonetes antissépticos ou antibacterianos não devem ser utilizados como rotina.
Outros produtos como maquiagens, esmaltes, pinturas ou tatuagens podem causar sérias irritações na pele das crianças. A utilização cada vez mais precoce desses produtos faz com a pele da criança seja sensibilizada muito cedo, aumentando a chance de reações alérgicas. Os esmaltes são causas frequentes de alergias no rosto e ao redor dos olhos nas meninas. O uso de produtos perfumados, roupas e calçados sintéticos, materiais desportivos contendo borracha (óculos de natação, caneleiras) e produtos de higiene ou de limpeza podem ser sérios candidatos a provocar reações na pele das crianças.
Antes de comprar qualquer produto para o bebê ou a criança, os pais devem observar se ele é liberado pela Anvisa. Verificar ainda se ele vem de um fabricante confiável e se é adequado à idade da criança. É importante, também, buscar orientação com o pediatra. Além disso, quanto mais precoce a exposição a diferentes produtos, maior a chance de sensibilização.
As tatuagens de “henna” são frequentemente combinadas com uma substância química chamada parafenilenodiamina, que deixa a cor escura, mais parecida com uma tatuagem de verdade. Várias reações alérgicas a essa substância tem sido descritas em crianças, muitas vezes com formação de bolhas e cicatrizes. A criança que apresentou alguma reação alérgica a esta substância não pode mais entrar em contato com a mesma.
A utilização cada vez mais precoce de maquiagens e esmaltes tem aumentado consideravelmente a ocorrência de dermatites de contato, principalmente nas meninas.
Como não é possível prever se a criança é ou não alérgica a determinado produto, deve-se ter bom senso. Não há uma idade “segura” para indicar a introdução de produtos cosméticos, mas quanto menor for a sensibilização na infância, melhor. Infelizmente, muitas vezes, somente depois de várias exposições à substância alergênica é que ocorrem as reações.
A SBP tem se empenhado junto à Anvisa para discutir este assunto e garantir uma maior segurança no consumo destes produtos por crianças.

domingo, 26 de junho de 2016

QUANTAS HORAS MEU FILHO DEVE DORMIR?

Durante a infância, a criança vivencia constantes modificações no sono que refletem o grau de maturidade e desenvolvimento do sistema nervoso central.
Do nascimento até o 6º mês de vida, o sono vem em ciclos de 3 a 4 horas no primeiro mês de vida, independente de ser noite ou dia. Entre o primeiro e o quarto mês, o bebê vai se adaptando progressivamente à luz e fazendo um sono mais longo quando é noite.
O primeiro indício de que o bebê está adequando seu ritmo biológico ao dia de 24 horas é entre a 3ª e a 4ª semana de vida. O bebê fica mais agitado e chorando, geralmente no final da tarde ou início da noite (entre as 17 e 22h). É a chamada “hora da cólica”.
Em torno do 6º mês de vida, os períodos de sono já chegam a 6 horas, geralmente com dois períodos noturnos separados pelo despertar para mamar. A consolidação do sono noturno ocorre gradualmente a partir daí.
Entre 2 e 3 anos, o sono noturno deve estar consolidado. Os períodos de sesta durante o dia tendem a diminuir e até acabar. A dificuldade de separação dos pais se reflete na ansiedade, na dificuldade de dormir e nos medos noturnos. Nesta fase é fundamental manter as rotinas para dormir. Os distúrbios do sono são comuns entre 20 e 30% das crianças nesta faixa etária.
Se seu filho está na pré-escola, procure evitar a sesta no final da tarde. Ela pode interferir no sono noturno. Nesta faixa, cerca de 15 a 30% das crianças ainda têm distúrbios de sono.
A transição para o padrão adulto de sono inicia a partir dos 5 anos e vai até os 12. O horário de acordar é fixo nos dias de escola. São frequentes, nesta faixa, os pesadelos e as parassonias (movimentos anormais que resultam na interrupção do sono).
Na adolescência, ocorre aumento fisiológico de sonolência diurna, pela privação de sono. Em dois anos, o tempo total de sono diminui cerca de três horas (de 10 para 7 horas), provocando um débito de sono. Ocorrem diferenças entre dias de semana e fins de semana, quando o jovem dorme mais. É frequente, nesta idade, o sono demorar para chegar, podendo atrasar de uma a 3 horas.
A tabela abaixo evidencia as modificações principais no tempo de sono do nascimento a adolescência. 
 
IdadeMédia de horas de sonoCaracterísticas do sono
 Recém-nascidos (0 a 30 dias de vida) 16 a 20 horas Ciclos de sono com 1 a 4 horas de duração, intercalados por período de vigília de 1 a 2 horas, independente de ser noite ou dia.
 Lactentes 
(1 a 12 meses)
 14 a 15 horas (em torno do 4º mês de vida) e 13 a 14 horas (em torno do 6º mês de vida) Entre 6 semanas e 3 meses começa a ocorrer diferenciação dos ciclos de sono diurnos e noturnos, que ficam mais longos. Após os 6 meses, observa-se sestas diurnas (em torno de duas por dia) que podem durar de 2 a 4 horas.
 1 a 3 anos 12 horas Sono noturno consolidado e uma sesta por dia (1,5 a 3,5 horas).
 3 a 6 anos 11 a 12 horas Redução das sestas. Em torno de 4 a 5 anos não ocorrem mais sestas diurnas.
 6 a 12 anos 10 a 11 horas Observa-se diferença em relação à duração do sono noturno em dias de semana e fins de semana.
 Adolescentes (> 12 anos) Ideal = 9 horas 
Real = 7 horas
 Esquema de horários irregular, atraso do sono.
 Modificado de: Mindell JA, Owens J. A Clinical Guide to Pediatric Sleep. Editora Lippincott, Williams & Wilkins, 2003.

sábado, 25 de junho de 2016

ESTIMULANDO PRECOCEMENTE O PREMATURO

 O bebê que nasce antes de 37 semanas de gestação é considerado prematuro. No entanto, aqueles que nascem muito mais apressadinhos, bem antes do tempo, apresentam maior risco de atraso no desenvolvimento neurológico. A estimulação precoce é uma estratégia para vencer as dificuldades apresentadas pelo bebê e constatadas nas avaliações clínicas periódicas realizadas pelo pediatra.
Uma destas dificuldades é a fala. Função normalmente realizada pelo lado esquerdo do cérebro, a fala pode ser comandada pelo lado direito do cérebro, a partir da estimulação precoce.
Esse processo é conhecido como plasticidade neural, ou seja, a capacidade que o cérebro da criança tem de fazer com que a parte saudável assuma funções adicionais para compensar uma parte que não está bem.
O trabalho intenso e direcionado de estímulos à criança pode reverter situações difíceis como o distúrbio da fala, viabilizando condições essenciais como a alfabetização da criança.
Outras dificuldades que podem aparecer também em bebês muito prematuros são os problemas motores e psicológicos ou psiquiátricos.
O pediatra reconhecerá essas dificuldades durante as consultas e fará os encaminhamentos necessários para a área específica, atento acada etapa evolutiva da criança, para que a intervenção se dê no momento certo. A estimulação muito precoce gera estresse na família e na criança, e não é produtiva; já a estimulação tardia é só parcialmente eficaz.
A participação da família neste processo é imprescindível. Muitos dos exercícios complementares devem ser realizados aos poucos e em casa,como parte de brincadeiras, para que a criança vivencie o processo com satisfação. As dificuldades matemáticas podem ser antecipadas, ao avaliar a criança aos três anos, idade em que já deverá ter noção de quantidade e como representá-la, embora não graficamente, mas em brincadeiras e jogos.
A família deve estar atenta, trazendo questões e dúvidas nas consultas, para que seja possível o diagnóstico precoce do problema.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

VOU VIAJAR COM MEUS FILHOS

Levar as crianças para viajar, embora seja um desafio para os pais, é sempre muito divertido, tornando-se lembranças saudáveis da infância.
Porém para que estas lembranças não se tornem pesadelos são necessários alguns cuidados especiais que vão desde a escolha do destino até atenção especial com a saúde.
É importante lembrar que a criança possui necessidades especiais, próprias para sua idade, que devem ser respeitadas. Como por exemplo, estarem mais vulneráveis à desidratação e ao enjôo de movimento.
Antes de viajar: definir o destino com antecedência e com a participação dos filhos é muito importante, sendo uma ótima oportunidade para fortalecer o diálogo entre pais e filhos. Sem criar ansiedade estimular o interesse sobre as características do local a ser visitado (geografia, cultura, lazer...) e estabelecer um roteiro, tempo de permanência e local de hospedagem.
Fazer uma consulta médica (1-2 meses antes) verificando e atualizando, se necessário, as vacinas da infância (algumas regiões do Brasil e do exterior necessitam de vacinas especiais). Também é conveniente uma consulta odontológica. Verificar se as mensalidades de seu seguro saúde estão em dia e a cobertura que lhe é de direito. Em viagens de carro ou ônibus escolher horário de menor trânsito e menos calor.
Preparando as malas: evitar bagagem desnecessária. Não se esquecer dos documentos das crianças e do cartão de seu seguro saúde. Menores desacompanhados dos pais necessitam de autorização junto a Vara da Infância e Juventude e, em viagens ao exterior mesmo que acompanhados de um dos pais, também é necessário a autorização por parte do outro. Providenciar uma pequena mala ou mochila e estimular seu filho (a) a ter responsabilidade com a própria bagagem, porém, supervisionar e permitir em sua bagagem algum brinquedo pessoal. Levar roupas adequadas ao clima do local de destino. Sob orientação médica preparar um “KIT” medicação (anti térmico, anti alérgico, anti emético, repelente, protetor solar, curativos adesivados) e não se esquecer das medicações de uso pessoal contínuo.
Durante a viagem: trajetos longos de automóvel necessitam de pequenas paradas para descanso e necessidades fisiológicas, aproveitar para oferecer líquidos e alimentos leves para as crianças. Nestes locais de parada prestar atenção em eventuais riscos de acidentes como atropelamentos no estacionamento e proximidade com a estrada, verificar também as condições de higiene local (lanchonete e restaurante). Providenciar atividades de “passa tempo” como jogos e estórias inventadas (a leitura pode ocasionar enjôos). Não se esquecer das regras de segurança no transporte de crianças. Em viagem de trem, navio ou avião disciplinar as crianças a respeitarem as regras de segurança de bordo.
No destino: aproveitar as férias, mas lembrar-se que a prevenção de acidentes não tem descanso. As atividades das crianças deverão ser supervisionadas por um adulto. Verificar os riscos locais (área rural, praia, metrópole, ecoturismo, esportes radicais) e orientar seus filhos, principalmente adolescentes em relação ao uso de álcool e drogas, ou eventual atividade sexual sem proteção.