segunda-feira, 7 de setembro de 2020

SETEMBRO DOURADO, CÂNCER INFANTO-JUVENIL

 


O câncer infanto-juvenil consiste em um conjunto de doenças que apresentam características próprias, em relação à histologia e ao seu comportamento clínico. Na maioria das populações, esse tipo de câncer corresponde a 1-4% de todas as neoplasias malignas.

No Brasil, conforme dados publicados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa de casos novos de câncer infanto-juvenil para o ano de 2020 é de 8.460, sendo 4.310 para o sexo masculino e 4.150 para o sexo feminino. A taxa bruta brasileira estimada de casos novos por milhão de crianças e adolescentes até 19 anos é de 138,44.

Nas últimas décadas, vêm ocorrendo no Brasil mudanças nas causas de mortalidade e morbidade, em conjunto com outras transformações demográficas, sociais e econômicas. Assim, como nos países desenvolvidos, no Brasil o câncer representa a primeira causa de óbito por doença (8% do total), entre as crianças e adolescentes de 1 a 19 anos de idade. De acordo com Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) o número de mortes por câncer foi de 2.565 no ano de 2018, sendo 1.412 para o sexo masculino e 1.153 para o sexo feminino. Infelizmente, com base nos dados dos registros de câncer atualmente consolidados, muitos pacientes em nosso país ainda são encaminhados aos centros de tratamento com a doença avançada. 

Neste contexto, é importante reduzir as desigualdades no acesso ao diagnóstico e na qualidade do tratamento e, assim, melhorar os resultados terapêuticos para todas as crianças, especialmente aquelas que vivem em países com recursos limitados. 

SETEMBRO foi o mês escolhido para intensificar a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infanto-juvenil, representado mundialmente pelo símbolo do LAÇO DOURADO.

As neoplasias malignas mais frequentes na criança e no adolescente diferem daquelas típicas do adulto do ponto de vista topográfico, histológico e clínico evolutivo. As neoplasias malignas na criança tendem a apresentar menores períodos de latência, crescem quase sempre rapidamente, são geralmente invasivas e respondem melhor à quimioterapia. O câncer infanto-juvenil geralmente afeta as células do sistema hematopoiético e os tecidos de sustentação, enquanto que no adulto, afeta as células do epitélio que recobrem os diferentes órgãos. Os tipos histológicos mais frequentes na criança e no adolescente são as leucemias, os tumores do sistema nervoso central e os linfomas.

 O que aumenta o risco de câncer infanto-juvenil?

 Não há evidências científicas, até o momento, que fatores de risco relacionados ao estilo de vida (ambientais) tenham associação com câncer infanto-juvenil. Alterações genéticas que propiciem ao desenvolvimento de um determinado tipo de câncer na criança são muito raras. Assim, é fundamental a orientação para o diagnóstico precoce do câncer, visando melhor chance de cura, de sobrevida e de qualidade de vida para estas crianças e adolescentes. 

A prevenção do câncer pediátrico raramente é possível, porém a orientação em relação aos fatores de risco para a ocorrência do câncer na vida adulta pode e deve ser realizada pelo pediatra. As orientações devem envolver a proibição do hábito de fumar, a utilização de alimentação adequada (amamentação, alimentos pobres em gordura, ricos em fibras, isentos de aflatoxinas, nitritos, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos), a manutenção de peso adequado, a redução das infecções com agentes carcinogênicos (bactéria helicobacter, vírus da hepatite B, vírus de Epstein Barr, HPV tipo 16 e 18, HIV e HTLV1, entre outros), os cuidados com o meio ambiente (evitar exposição excessiva ao sol, exposição a radiações), além de evitar o sedentarismo, ingestão de bebidas alcoólicas, higiene precária e exposições ocupacionais (benzeno, amianto, agrotóxicos e outras). 

Em relação à orientação alimentar, o aleitamento materno é a primeira ação de alimentação saudável, protegendo as mães contra o câncer de mama e as crianças contra obesidade infantil. O câncer na faixa etária pediátrica é raramente hereditário e na maioria dos casos não apresenta história familiar e/ou associações com alterações genéticas ou congênitas. No entanto, o retinoblastoma (tumor maligno intra-ocular) em 40% dos casos pode ser de origem genética, sendo neste caso, importante o aconselhamento genético.

Sinais e sintomas de alerta para o câncer infanto-juvenil:

 • Leucocoria(pupila branca)

 • Estrabismo, nistagmos que surgem repentinamente 

• Exoftalmia, equimose palpebral, heterocromia, anisocromia 

• Aumento de volume em qualquer região do corpo, principalmente indolor e sem febre, podendo estar associado ou não a sinais de inflamação

 • Equimoses pelo corpo em regiões pouco frequentes, sobretudo quando não associadas a algum tipo de traumatismo 

• Dores persistentes nos ossos, nas articulações e nas costas, especialmente se desperta a criança à noite, associada ou não a edema, massa ou limitação funcional

 • Fraturas, sem trauma 

• Sinais precoces de puberdade: acne, voz grave, ganho excessivo de peso, pelos pubianos ou aumento do volume mamário nas meninas com menos de 8 anos de idade e nos meninos com menos de 9 anos de idade

• Cefaleia persistente e progressiva, associada ou não a vômitos, diabetes insipidus, neurofibromatose, alterações na marcha, no equilíbrio e na fala, além de perda de habilidades desenvolvidas e alterações comportamentais 

• Febre prolongada, perda de peso, palidez ou fadiga persistente e inexplicadas

 • Prurido/sudorese noturna 

• Aumento inexplicado de volume testicular 

• Dor abdominal/massa abdominal 

• Hematúria, hipertensão arterial inexplicadas por outras causas 

• Hepatoesplenomegalia 

• Dor nas costas, que piora na posição supina, com ou sem sinais de compressão medular 

• Nevos com modificação de características prévias em áreas de exposição solar ou de atrito

 • Obstrução nasal, sangramentos inexplicados 

• Otalgia crônica e/ou otorreia crônica, especialmente se associada a dermatite seborreica

• Sangramento vaginal; 

• Tosse seca e persistente, edema de face e turgência da jugular inexplicadas 

• Linfonodomegalia cervical baixa em adolescente 

• “Dor de dente” rebelde ao tratamento 

Como é realizado o tratamento do câncer infanto-juvenil? 

O diagnóstico definitivo do câncer é fornecido pelo exame citológico ou histopatológico de uma O tratamento se inicia com o diagnóstico correto. Neste contexto, é fundamental que o diagnóstico e tratamento sejam realizados em centro especializado em oncologia pediátrica, por equipe multiprofissional e individualizado para cada tipo histológico específico e de acordo com o estadiamento clínico da doença. 

Compreendem diversas modalidades terapêuticas, como quimioterapia, radioterapia, cirurgia, imunoterapia, transplante de medula óssea ou de órgãos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

BENEFÍCIOS DO LEITE MATERNO NO SISTEMA IMUNOLÓGICO DO BEBÊ

O leite humano oferece praticamente todas as proteínas, açúcar e gordura que seu bebê necessita para ser saudável e também contém muitas substâncias que beneficiam seu sistema imunológico,  incluindo anticorpos, fatores imunes, enzimas e células brancas do sangue. Estas substâncias protegem seu bebê contra uma grande variedade de doenças e infecções não só enquanto ele está mamando, mas em alguns casos, muito tempo depois de ele ter desmamado.
Fórmula infantil não pode oferecer esta proteção.
Se você desenvolver um resfriado durante a amamentação, por exemplo, é provável que você passe os vírus para o seu bebé, mas os anticorpos que seu corpo produz para combater esse frio também serão transmitidos através do leite. Estes anticorpos irão ajudar o seu bebê a desenvolver sua imunidade mais rapidamente e eficazmente e, possivelmente, evitar o desenvolvimento de outras viroses do mesmo tipo. Esta defesa contra doenças diminui significativamente as chances de que o seu bebê sofra de infecções nos ouvidos, vómitos, diarreia, pneumonia, infecções do trato urinário e ainda certos tipos de meningite.
 Crianças com menos de um ano de idade que foram exclusivamente amamentadas por pelo menos quatro meses, por exemplo, eram menos propensas a serem hospitalizados por uma infecção do trato respiratório inferior, como coqueluche, bronquiolite ou pneumonia, do que foram os seus homólogos alimentados com fórmula. Mesmo as crianças em programas de cuidados infantis de grupo, que tendem a pegar mais germes devido à sua proximidade, são menos propensos a ficar doentes, se forem amamentados ou alimentados com leite de suas mães mesmo que seja numa mamadeira com leite materno.
Todos os seres humanos têm um grande número de bactérias que normalmente residem no intestino. Algumas das bactérias têm funções normais e saudáveis, e alguns podem causar doenças, tais como diarreia.
O leite humano estimula o crescimento de bactérias saudáveis no trato intestinal do bebê amamentado. Ele faz isso através da promoção de um ambiente saudável em geral e, em parte, através de substâncias chamadas probióticos, que são encontrados no leite humano. Uma vez que o leite humano estimula o crescimento destas estirpes “amigáveis” de bactérias, outras bactérias, tais como E. coli, que são mais propensos a causar a doença, são inibidas de crescer, se multiplicar e fixar ao revestimento do intestino, onde pode causar a infecção. Tem sido bem estabelecido que crianças alimentadas com fórmula têm taxas muito mais elevadas de doenças diarreicas que podem exigir visitas ao médico ou às vezes ao hospital para fluidos intravenosos.
O aleitamento materno é recomendado por muitas razões. No que diz respeito à prevenção de alergia, há alguma evidência de que a amamentação protege bebês nascidos de famílias com histórico de alergias, em comparação com os bebês que são alimentados com fórmula à base de leite de vaca padrão ou uma fórmula de soja. Nestas famílias, os bebés amamentados geralmente tinham um menor risco de alergia ao leite, dermatite atópica (vulgarmente conhecida como eczema), e chiado no início da vida, se fossem exclusivamente amamentados durante pelo menos quatro meses. Presume-se que os componentes do sistema imunológico no leite materno proporcionam proteção contra estas doenças alérgicas. Embora os benefícios de longo prazo da amamentação sobre alergias permaneçam pouco claros e estudos não avaliaram cuidadosamente o impacto sobre as famílias sem história de alergia.
 A amamentação exclusiva é recomendada como a alimentação de escolha para todas as crianças. Transferência dos anticorpos de leite humano e outras substâncias imunológicas também podem explicar por que as crianças que amamentam por mais de seis meses são menos propensas a desenvolver leucemia aguda infância e linfoma do que aqueles que recebem fórmula. Além disso, estudos têm demonstrado uma redução de 36% (alguns estudos mostram que esta redução ser tão alta quanto 50%), em risco de síndrome da morte súbita infantil (SIDS) entre os bebês que amamentam em comparação com aqueles que não o fizeram, embora as razões para isso não sejam completamente compreendidas. Uma pesquisa recente indica que até mesmo crianças amamentadas são menos propensas a serem obesas na adolescência e na idade adulta. Eles também são menos vulneráveis a desenvolver diabetes de tipo 1 e tipo 2.

domingo, 12 de julho de 2020

ATENDIMENTO AMBULATORIAL PEDIÁTRICO NA PANDEMIA DE COVID 19

 Com o agravamento da pandemia de COVID-19 no Brasil, a partir do mês de março de 2020, e com alta taxa de letalidade e de contagiosidade, foi necessária a adoção de medidas de distanciamento social e restrição à circulação de pessoas, para tentar minimizar a transmissão comunitária do vírus.  Estratégias mais rígidas de isolamento foram recomendadas para pessoas acima de 60 anos e que têm doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade, com maior
A prevenção da doença, com lavagem ou higienização frequente das mãos, distanciamento social, restrição de circulação das pessoas, uso de máscaras faciais, isolamento dos doentes com formas leves e contatos sãos, até então, as medidas mais seguras no enfrentamento da pandemia do COVID-19. Não há medicação específica nem vacina disponível para imunização no Brasil e no mundo.

Apesar dessas mudanças, radicais na rotina da população e dos serviços de saúde, o acompanhamento de crianças em ambulatório deve e precisa continuar, diante das situações de alerta que demandam vigilância por parte do pediatra e demais profissionais de saúde. As mães precisam ser avaliadas quanto à sua saúde e precisam ser orientadas para a amamentação e processo fisiológico do estabelecimento da lactação, orientações iniciadas na maternidade.  Os recém-nascidos, lactentes, pré-escolares e escolares precisam receber suas vacinas conforme calendário pré-estabelecido, e podem adoecer ou ter intercorrências. As orientações dadas pelos pediatras continuam a ser necessárias, acrescidas pela situação de estresse e sobrecarga familiar com toda a situação envolvendo as medidas para o combate ao COVID-19 neste momento.
A consulta do pediatra é muito importante nesse momento de pandemia, pois mesmo à distância, por via telefônica, em aplicativos de celular ou via telemedicina, conforme já autorizados pelo CFM e Ministério da Saúde, permite a avaliação clínica geral, do crescimento e desenvolvimento, orientar vacinação, acompanhar a evolução e instituir tratamentos quando necessários.
A consulta pediátrica e de puericultura presencial deve ser priorizada e realizada com agendamento prévio, com todos os cuidados de higiene e prevenção, evitando aglomerações de crianças e acompanhantes na sala de espera no mesmo horário e prevenindo dessa forma também a busca por atendimento nas emergências pediátricas hospitalares onde o risco de contaminação pelo COVID-19 é grande.
Em relação à consulta ambulatorial de recém-nascidos, esse atendimento prevê por parte do pediatra, entre outras ações, a orientação e estímulo ao aleitamento materno mesmo quando as mães desenvolveram a doença por COVID-19. Em consulta aos documentos e notas técnicas oficiais elaboradas pela Sociedade Brasileira de Pediatria, Ministério da Saúde, Academia Americana de Pediatria e o CDC não há recomendação explícita para restrição da presença do segundo acompanhante em consultas pediátricas ou neonatais durante o período da pandemia do COVID-19. A presença dos pais ou responsáveis ou cuidadores é de suma importância na consulta ambulatorial de recém-nascidos e nos atendimentos de puericultura, pela necessidade de apoio à mãe, estímulo e promoção do aleitamento materno exclusivo além do suporte nos cuidados ao recém-nascido e na realização de todas as ações necessárias para garantir a saúde integral desses pacientes. O compartilhamento favorece harmonia além de tranquilizar a família e incentivar a interação entre pais e filhos.
De fundamental importância é a oportunidade que a participação dos cuidadores traz para a observação de fatores que podem estar associados a situações de estresse tóxico e ou violência, em suas várias formas, pelo qual a criança pode estar sendo submetida. Porém, diante da situação emergencial que vivemos, o modelo de atendimento pediátrico em consultórios médicos e ambulatórios deve ser adaptado, respeitando- -se as normas e orientações sobre planejamento e organização do agendamento das consultas, distanciamento entre as pessoas, uso de máscaras, higienização das mãos e oferta de álcool em gel 70%, evitando aglomerações, mantendo ambientes arejados, além do uso obrigatório de equipamentos de proteção individual por parte dos profissionais que realizam o atendimento.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

ATIVIDADES FÍSICAS PARA CRIANÇAS E COVID 19

Os benefícios das atividades físicas em todos os ciclos da vida estão na literatura, com grande potencial para prevenção/tratamento de doenças crônicas não transmissíveis e diminuição da morbimortalidade. No momento atual, tem-se dado atenção especial à relação da prática de atividades físicas e sistema imunológico.
Em geral, evidências robustas demonstram efeitos positivos da atividade física sobre o sistema imunológico com importante ação anti-inflamatória. Contudo, é preciso estar atento ao tempo de duração e, especialmente, à intensidade da atividade, pois são moduladores dessa relação.   Exercícios com intensidade moderada aumentam as defesas do organismo, ao passo que exercícios muito intensos podem causar imunossupressão. Estudo demonstrou que as infecções do trato respiratório superior podem diminuir em até 50% para indivíduos que realizam atividades físicas regulares de intensidade moderada e aumentar em até seis vezes para aqueles que realizam atividades muito intensas, ambos quando comparados com indivíduos sedentários.
A atividade física regular e de intensidade moderada com duração entre 30 e 60 minutos por sessão está associada à diminuição da mortalidade e das taxas de incidência de influenza e pneumonia, reforçando a importância da adoção/manutenção de modos de vida mais ativos neste momento de pandemia de COVID-19.
Nos últimos meses o mundo tem observado duas pandemias, a da COVID-19 e a da diminuição considerável da prática de atividades físicas e aumento dos comportamentos sedentários entre pessoas de todas as etnias, condições socioeconômicas e faixas etárias.
 A pandemia da COVID-19 criou uma situação de isolamento social extremo gerando assim o chamado estresse tóxico, em que famílias foram obrigadas a adotar novos modelos de convivência, tais como: trabalhar em casa, estudar diariamente com os filhos, utilizar mídias digitais/plataformas de ensino, assumir os trabalhos domésticos (alimentação, limpeza, compras de supermercados e higiene dos produtos recebidos, entre outras tarefas). O espaço doméstico, muitas vezes bastante limitado, teve que ser adaptado para atividades físicas mínimas e, consequentemente, se tornando um fator obesogênico. Ainda que as tarefas domésticas (ex.: varrer, passar, limpar a casa/faxinar, subir e descer escadas, etc) representem um dos quatro domínios da atividade física, o gasto energético e o estímulo fisiológico envolvido é geralmente reduzido, especialmente entre a população pediátrica. Idealmente, as crianças e adolescentes deveriam acumular 60 minutos de atividade física de intensidade moderada a vigorosa por dia, incluindo modalidades que estimulem ossos, músculos, mobilidade articular e exercícios envolvidos no desenvolvimento motor e de habilidades como equilíbrio e coordenação.
Nesse período de isolamento domiciliar, atender às recomendações de prática de atividades físicas tem sido um desafio também para os jovens. Neste sentido, visando aumentar o nível de atividade física, crianças e adolescentes podem praticar atividades físicas em casa de forma lúdica brincando de bambolê, cabra cega, amarelinha, pular corda, caminhar sobre corda no chão e cabo de guerra. As ideias de atividades incluem jogos tradicionais de recreio em ambientes fechados (esconder e procurar, marcar, pular) e criatividade (construir uma pista de obstáculos, jogar vôlei de balão ou aprender a fazer malabarismos).Além da diminuição da prática de atividades físicas, o confinamento social também demonstrou aumento expressivo da utilização das telas e dispositivos digitais, uma das  ferramentas encontradas pelos pais para “entreter” crianças e adolescentes, modificando consideravelmente o comportamento individual e familiar. As tecnologias digitais, embora muito úteis para a sociedade contemporânea, precisam ser orientadas pelos pais e responsáveis para promover uma utilização harmoniosa dos jovens.
O que os pais devem fazer para auxiliarem seus filhos nesse período?

• Enfatizar as medidas de isolamento e mínimo contato, principalmente em áreas comuns como parques, pracinhas e condomínios. É importante que pais e cuidadores aumentem a vigilância visual para garantir o distanciamento físico, especialmente entre crianças.
• Atentar para a segurança das crianças principalmente no trânsito (travessia de ruas, espaços muito amplos com pouca supervisão), pois o grande período de confinamento pode gerar excesso de energia positiva para atividades físicas ao ar livre.
• Reforçar todas as medidas de prevenção que deverão persistir mesmo após a volta à “normalidade”, tais como: lavagem constante de mãos com sabão, uso do álcool em gel, manter o distanciamento e mínimo contato físico com outras pessoas e evitar grandes aglomerações.
 • Promover a limpeza constante de brinquedos de uso frequente, em especial aqueles utilizados fora do domicílio e que tenham sido compartilhados com outras crianças.
• Ter sempre álcool em gel disponível para todas as atividades, principalmente naquelas em que há contato frequente de mãos e pernas nos parques infantis (balanço, escorrega, carrossel, redes para escalar, etc).
 • Estimular uso de máscaras faciais de pano adequadas nas atividades ao ar livre, levando em consideração a idade da criança/adolescente e o nível de compreensão da faixa etária envolvida. Os adolescentes possuem capacidade cognitiva para utilizar as máscaras de barreira de maneira correta, assegurando maior proteção individual e de grupo. Deve ser lembrado que o uso de máscaras em atividades aeróbias como corridas, jogar futebol/basquete e andar de bicicleta requer um período de adaptação ao novo modo de respirar “dentro da máscara”.
• Dar preferência a atividades ao ar livre em espaços amplos como pátios e parques, se possível, priorizando contato com a natureza: árvores, galhos soltos, terra, água, grama. Pular, correr, rolar são exemplos de atividades a serem desenvolvidas nessas áreas.
 • Reservar tempo nos fins de semana para praticar alguma atividade física com seus filhos: andar de bicicleta, brincar de bola, fazer castelo de areia, estimulando modos de vida saudável.
 • Os pais podem acessar as mídias digitais para procurar atividades físicas virtuais como jogos interativos, danças e aulas aeróbicas de acordo com a faixa etária dos filhos.
 • Dividir atividades domésticas com os filhos pode ser importante tanto para aumentar o nível de atividade física quanto para estreitar os laços e aumentar a cumplicidade familiar.
• Evitar que seus filhos pratiquem atividades físicas em caso de apresentarem sintomas gripais/respiratórios.
• Estimular o retorno gradativo às técnicas de esporte-terapia para crianças com necessidades especiais através do contato com educadores físicos e horas programadas para realização dos exercícios.

terça-feira, 23 de junho de 2020

O QUE FAZER QUANDO ALGUÉM DA FAMÍLIA ESTIVER COM CORONAVÍRUS















* As pessoas que estão com doença leve devem ficar isoladas em casa;

* Separar o membro da família com COVID-19 dos outros, tanto quanto possível;

* A pessoa com o vírus deve ficar em um quarto separado e longe de outras pessoas da casa, sempre que possível;

* Idealmente, deve usar um banheiro separado, se disponível. Caso não seja possível, separar toalhas e higienizar o banheiro após o uso da pessoa infectada;

* Não esquecer de manter os ambientes bem ventilados com janelas abertas; • Limitar as visitas em casa;

 * Evitar o contato com animais de estimação. Isso inclui acariciar, aconchegar, ser beijado ou lambido;

* Telefonar antes para programar consultas médicas, quando necessárias. Isso ajudará os serviços a tomarem medidas para impedir que outras pessoas sejam infectadas ou expostas;

* As pessoas com sintomas de COVID-19 devem usar máscaras quando tiverem contato com outras pessoas;

 * Evitar compartilhar itens domésticos pessoais. Não compartilhar pratos, copos, xícaras, utensílios de cozinha, toalhas ou roupas de cama. Depois de usar esses itens, eles devem ser lavados cuidadosamente com água e sabão;

* Limpeza extra para todas as superfícies de alto toque. Inclui balcões, mesas, maçanetas, louças, banheiros, telefones, teclados, tablets e mesas de cabeceira;

* Limpar também todas as superfícies que possam ter sangue, fezes ou fluidos corporais;

* Monitorar os sintomas e contactar imediatamente o médico se a doença piorar. Conversando com crianças sobre o SARS-CoV-2

segunda-feira, 22 de junho de 2020

PREVENÇÃO DO CORONAVÍRUS NA CRIANÇA

Este é um bom momento para ensinar as crianças a fazerem as mesmas coisas que todos devem fazer para se manterem saudáveis:

* Higienizar as mãos com frequência usando água e sabão em quantidade suficiente e de maneira adequada (40 a 60 segundos, entre os dedos, palma e dorso das mãos, esfregar as unhas, estendendo a lavação até os punhos) ou, caso não seja possível lavar as mãos em algumas situações, utilizar preparações alcoólicas a 70%;
* Limpar e desinfetar diariamente as superfícies de toque frequente nas áreas comuns da casa (por exemplo, mesas, cadeiras de encosto alto, maçanetas, interruptores de luz, controles remotos, banheiros, pias, etc.);
* Limpar e desinfetar com frequência as telas, em especial de telefones celulares, tablets e computadores;
 * Lavar objetos e brinquedos, incluindo os de pelúcia laváveis;
 *Evitar contato com pessoas doentes (que estejam com algum sintoma como tosse, espirros ou febre);
*Manter distância de outras pessoas;
* Permanecer em casa o máximo possível, evitando locais públicos onde é provável o contato próximo;
* Manter os ambientes bem ventilados com janelas abertas;
* Ensinar as crianças a tossirem e espirrarem em um lenço de papel (o qual deve ser jogado fora após cada uso e as mãos lavadas de maneira adequada);
* Caso na hora da tosse ou espirro não tiver disponível um lenço de papel, tossir e espirrar no braço ou cotovelo, não nas mãos;
* Orientar as crianças a evitarem tocar o rosto;
* Evitar viagens.
* Uso de máscaras para a criança acima de dois anos de idade.

sábado, 20 de junho de 2020

CONVERSANDO COM CRIANÇAS SOBRE O CORONAVÍRUS

 * Orientar a não acreditar em tudo que ouvem ou recebem pelas redes sociais;

 * Filtrar as informações e conversar com as crianças de uma maneira que elas possam entender; 

*Tranquilizá-las;

 * Lembrar que os pesquisadores e médicos estão aprendendo o máximo que podem e o mais rápido possível sobre o vírus e estão tomando medidas para manter todos em segurança;

* É um ótimo momento para lembrar às crianças o que elas podem fazer para ajudar, adotando as medidas de prevenção citadas anteriormente;

* Prestar atenção nos sinais de ansiedade. As crianças podem não ter palavras para expressar sua preocupação, mas você pode ver sinais disso;

* Manter a segurança e tentar manter suas rotinas normais;

* Monitorar a mídia, mantendo as crianças afastadas de imagens assustadoras que possam ver na TV, mídia social, computadores etc;

* Conversar sobre o que estão ouvindo no noticiário e corrigir qualquer informação incorreta ou boato;

* Ser um bom exemplo para as crianças.

domingo, 7 de junho de 2020

COVID 19 - ORIENTAÇÕES PARA O USO DE MÁSCARAS NA INFÂNCIA

Orientar pais e responsáveis sobre o uso adequado de máscaras por crianças e adolescentes. Essa é a proposta da nota de alerta divulgada nesta semana pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em função da pandemia de COVID-19. Na publicação, elaborada em conjunto pelos Departamentos Científicos de Adolescência e Desenvolvimento e Comportamento da entidade, os pediatras fornecem dicas valiosas a respeito de como usar o equipamento em cada faixa etária, como colocar e retirar, quanto tempo utilizar, entre outras orientações.
Baseado em conhecimentos técnicos atualizados, o uso de máscaras está recomendado para todos acima de dois anos de idade. Conforme explica o texto da SBP, o item é capaz de reter grande parte das gotículas expelidas no espirro, tosse e fala. Por isso, diminui significativamente os riscos de transmissão do novo coronavírus.
MÁSCARAS CASEIRAS – Devido à necessidade de reduzir o uso de máscaras cirúrgicas, N95 ou PFF2 por pessoas que não sejam profissionais da saúde, o Ministério da Saúde aconselhou o uso de máscaras caseiras pela população. Segundo a nota de alerta da SBP, o utensílio fabricado em casa, no entanto, também pode ser eficiente, desde que seja feito com pelo menos duas camadas de tecido e cubra totalmente a boca e o nariz, sempre bem ajustado ao rosto e sem deixar espaço nas laterais.
Uma vez utilizada, as máscaras têm um limite de tempo que não pode ser ultrapassado. O utensílio não deve ficar úmido e caso isso aconteça, em até duas horas, no máximo, precisa ser trocado. Em caso de qualquer danificação, também deve ser substituído o mais rápido possível.
USO DO EQUIPAMENTO – De acordo com o documento da SBP, as máscaras têm tamanho único para os indivíduos adultos, mas para as crianças e os adolescentes elas precisam ser adaptadas. Além disso, nesse momento, o ideal é que a população pediátrica fique em casa, uma vez que não é tão simples manter essa proteção por muitos minutos na face dos pequenos.
“Nas idas ao médico, ao supermercado e a outros locais onde há circulação de pessoas, é necessário o uso do acessório, com a ressalva de que ele deve ser usado com cuidado e sob a supervisão constante dos pais. É fundamental que a família explique, de acordo com a capacidade de entendimento da faixa etária do filho, que ele terá que usar o “o paninho” sobre a boca e o nariz até voltar para casa e que não poderá encostar na proteção”, pontuam os pediatras.
Os pais devem colocar a máscara na criança sempre com as mãos limpas, higienizadas e a retirada precisa ser feita pelas alças laterais ou laço posterior. A nota de alerta da SBP destaca ainda que a máscara não invalida a necessidade de cumprimento das regras de higiene e afastamento social.
FAIXAS ETÁRIAS – Crianças menores de dois anos de idade não devem usar máscaras, porque a salivação intensa, as vias aéreas de pequeno calibre e a imaturidade motora elevam o risco de sufocação. Entre os dois e cinco anos, existe necessidade de supervisão constante. Possivelmente, a criança se sentirá incomodada com a necessidade de ajustes frequentes por parte dos pais. O benefício poderá não compensar o risco e, por isso, é indicado avaliar individualmente a possibilidade do uso, conforme o grau de maturidade de cada criança.
De seis a dez anos, as mesmas recomendações realizadas para faixa etária dos pré-escolares devem ser mantidas para os escolares, acrescentando que, durante as atividades pedagógicas realizadas nas escolas ou outras instituições que exigem aproximação, como trabalhos em grupo, é indispensável o uso da proteção. Nesta idade, a criança já poderá auxiliar no procedimento de uso, sob monitoração.
Por volta dos 12 anos, já é possível compreender todas as instruções necessárias para o uso, retirada, higienização e descarte das máscaras. O indivíduo já tem maturidade, sendo inclusive indicado desenvolver a disciplina adequada para seguir os cuidados pessoais. Recomenda-se o uso de máscaras de proteção em todo o período que estiver fora de casa, respeitando o protocolo de higiene e de distanciamento social.
O texto da SBP esclarece ainda que crianças e adolescentes que apresentam atrasos no desenvolvimento e condições específicas, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiência intelectual, transtornos do comportamento, podem ter mais resistência ao uso da máscara. Nessas situações, cabe tentar um treinamento e avaliar a adesão, de acordo com a resposta individual.
RECOMENDAÇÕES GERAIS – Há ocasiões ou lugares onde as crianças ou adolescentes não precisam usar uma cobertura de tecido para o rosto, como em locais fora de casa (parques e pátios), desde que fiquem pelo menos a dois metros de distância de outras pessoas e evitem tocar nas superfícies. No entanto, ficar em casa mantendo o distanciamento social ainda é a melhor maneira de se proteger da COVID-19. Entre as recomendações gerais da SBP sobre o uso de máscaras por crianças e adolescentes, constam:
  • Adquirir máscaras de acordo com o tamanho do rosto da criança ou adolescente e certificar que está confortável;
  • Lavar com água e sabão abundantes e/ou deixar de molho em solução de água sanitária (1 colher de sopa para 500ml de água) por 30 minutos;
  • Após a secagem, passar ferro quente, de ambos os lados, armazenando em saco plástico limpo;
  • Lembrar que as crianças vão aprender mais facilmente com a repetição e com ensinamentos e exemplos fornecidos de forma alegre e natural. Tenha paciência para ensiná-las a usar as máscaras com carinho e responsabilidade;
  • Crianças podem se beneficiar do uso de uma máscara em ambientes em que encontrem outras pessoas a menos de 2 metros de distância (supermercados, farmácias, serviços médicos, ou qualquer ambiente fora de casa ou onde possa haver aglomeração de pessoas);
  • Caso a máscara caia no chão durante o uso, ela deverá ser substituída por outra limpa, imediatamente;
  • Ensinar as crianças a tossir e espirrar em um lenço de papel ou no braço e cotovelo, nunca nas mãos.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

PREVENÇÃO DE PARASITOSES INTESTINAIS

  A prevenção e o controle das verminoses podem ser feitos a partir da adoção de medidas simprles no cotidiano familiar e domiciliar, com o hábito de lavar as mãos frequentemente, higienizar adequadamente os alimentos antes do consumo e evitar andar descalço.
Embora sejam mais comuns em regiões carentes de saneamento básico, as parasitoses atingem todas as camadas socioeconômicas da população, em diversas faixas etárias. Portanto, a prevenção vale para todos!

- Saneamento básico:
      - tratamento e fornecimento de água potável;
      - eliminação de focos de contaminação( lixo e esgoto a céu aberto);
      - coleta de lixo
      - implantação de sistemas de tratamento de esgoto;
      - educação da população sobre prevenção.

- Higiene Pessoal:
      - Lavar bem as mãos, com água e sabão,antes das refeições e ao usar o banheiro;
      - manter as unhas aparadas e evitar colocar as mãos na boca;
      - tome banho diariamente;
      - lave bem as roupas íntimas e de cama;
      - ande sempre calçado, principalmente, nas áreas onde não há rede de esgoto;
      - evite brejos e água parada.

- Higiene Doméstica:
      - Manter a casa e o terreno em volta sempre limpos;
      - manter os cestos de lixo e a caixa d'água sempre bem fechados;
      - não deixe as crianças brincarem em terrenos baldios, com lixo ou água poluída;
      - evite animais dentro de casa. Quando os tiver, cuide da higiene deles.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

O QUE SÃO SINÉQUIAS VULVARES?


Sinéquias vulvares também são conhecidas como aderências de pequenos lábios e caracterizam-se pela fusão parcial ou total dos lábios internos da vulva por meio de uma membrana fibrosa. É um problema relativamente comum nas meninas, com pico de incidência entre os dois meses e os dois anos de idade.

Acredita-se que esse problema seja causado pelos baixos níveis hormonais naturais da infância, que fazem com que o revestimento dos tecidos da vulva da criança seja mais suscetível a processos inflamatórios crônicos, os quais lesionam o epitélio das mucosas dos lábios internos e favorecem que estes cicatrizem de forma inadequada, com a formação de membranas fibrosas (ou sinéquias).

 A maioria dos casos não apresenta sintomas e se resolve espontaneamente. Algumas vezes, entretanto, podem aparecer sintomas como incontinência urinária, gotejamento pós-micção, infecções do trato urinário, sangue na urina e aumento da frequência das micções. 
O diagnóstico é realizado por meio do exame direto da genitália, sem necessidade de nenhum outro exame adicional.

O tratamento vai depender da intensidade e gravidade dos sintomas. Pacientes assintomáticas podem ficar sem tratamento, uma vez que em até 80% dos casos as sinéquias vulvares se resolvem espontaneamente com o aumento dos níveis hormonais da adolescência. Já os casos sintomáticos podem ser tratados com cremes a base de hormônios ou corticoides, enquanto um pequeno número de casos resistentes ao tratamento clínico ou com aderências muito espessas possam necessitar de tratamento cirúrgico. A separação manual das sinéquias tem alto risco de recorrência e de espessamento das aderências. Casos que evoluam com infecção podem precisar de antibióticos.

Devem ser orientados cuidados de higiene para evitar a recorrência do problema. Troca de fraldas sempre que necessário para evitar inflamações por atrito ou pelo acúmulo de urina e atenção a processos alérgicos a produtos habitualmente utilizados para a limpeza e tratamento precoce de inflamações são recomendáveis.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

ALEITAMENTO MATERNO E VACINAS - Segunda Parte

O aleitamento pode transmitir infecções para a criança?

Sim, pode. O HIV é um exemplo. Por isso, gestantes devem fazer teste de HIV no pré-natal e mulheres que estão amamentando devem saber que podem se infectar após a gestação e transmitir o vírus ao seu bebê. Uma medida preventiva importante é evitar o aleitamento cruzado (aquele que não é ofertado pela mãe do bebê). Outro tipo de infecção possível de ser transmitido dessa forma é a hepatite B, cujo vírus pode atingir a criança por meio do leite materno. Nesse caso, como prevenção, todos os lactentes devem ser imunizados contra a doença logo ao nascer, ainda na maternidade. Caso a mãe seja portadora do vírus, o bebê deve receber a vacina e também a imunoglobulina específica contra a hepatite B.

A mulher que amamenta e tomou vacina para febre amarela pode amamentar?

Ela deve ficar atenta às orientações do pediatra e das autoridades sanitária. Com a vacina febre amarela existe o risco de transmissão do vírus vacinal para o bebê pelo leite materno, caso a mãe receba a vacina durante o período de aleitamento até o sexto mês de vida da criança. Por isso, caso seja necessário a mãe receber a vacina nesse período, recomenda-se que o aleitamento seja suspendo pro 10 dias.

O aleitamento pode interferir nas vacinas orais, como poliomielite e rotavírus?

Não há interferência do aleitamento materno na resposta a nenhuma das duas vacinas. Elas devem ser fornecidas para todas as crianças, independente do aleitamento materno.
A vacina de rotavírus protege contra a infecção gastrointestinal provocada pelos principais tipos deste vírus. Mesmo não conferindo total proteção para os casos de diarreia, ela protege contra as formas mais graves da doença. Sempre é bom lembrar: o aleitamento materno, sozinho, não é suficiente para proteger contra a infecção pelo rotavírus. Por isso, é importante a vacinação como forma de melhor proteger o bebê contra essas infecções gastrointestinais.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

ALEITAMENTO MATERNO E VACINAS - primeira parte

O aleitamento materno é suficiente para proteger a saúde do bebê?

Não. Trata-se de um ato importante e recomendável, mas sozinho não consegue oferecer proteção total contra problemas de saúde. O bebê que se alimenta exclusivamente de leite materno até os seis meses de vida está protegido contra diversas doenças. No entanto, o aleitamento materno sozinho não é suficiente para protegê-lo contra todas elas. Por isso, é fundamental a correta vacinação de seu bebê, seguindo as orientações de seu pediatra e das autoridades sanitárias. E um detalhe que reforça a importância do aleitamento: se a criança mama no peito responderá mais rapidamente ao efeito das vacinas, produzindo anticorpos. 

Como agem o aleitamento materno e as vacinas na proteção do organismo da criança?

A amamentação protege o bebê transferindo fatores imunológicos da mãe. Entre as doenças prevenidas pela amamentação estão as infecções gastrointestinais bacterianas. Além disso, o leite materno também diminui a agressividade do agente infeccioso. Já a vacina leva o bebê a criar anticorpos contra o agente imunizante presente na vacina. Ou seja, cada vacina age contra uma doença específica. Por isso, as duas formas de proteção devem ocorrer conjuntamente. Portanto, todas as crianças devem receber todas as vacinas, independentemente de serem ou não alimentadas com leite materno. Lembre-se: a proteção transmitida pelo leite materno é diferente daquela produzida pelas vacinas.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

RINOSSINUSITE AGUDA EM CRIANÇAS

A rinossinusite aguda é uma infecção das cavidades nasais e dos seios da face que pode ter origem viral ou bacteriana. 
Conhecida também como “resfriado”, a rinossinusite viral (resfriado comum) é extremamente frequente até os sete anos de idade, podendo ocorrer de seis a dez vezes ao ano, nesta faixa etária. Menos de 10% das infecções virais evoluem para uma rinossinusite aguda bacteriana.
Nos primeiros dois ou três dias da rinossinusite viral aguda, os sintomas são obstrução nasal, dor de garganta, espirros, coriza clara e inapetência (falta de apetite), frequentemente associados com febre. Medicamentos podem ser úteis, nesta fase. 
Após o terceiro dia, a febre, a dor de garganta e a inapetência tendem a desaparecer, a secreção nasal fica mais espessa, podendo ficar verde ou amarela; a tosse e a obstrução nasal persistem. Este quadro pode se estender por cerca de dez dias, mas a criança melhora progressivamente.

Para este tipo de rinossinusite, não adianta o uso de antibióticos, porque não agem contra os vírus. As lavagens nasais com soro fisiológico auxiliam a diminuir a obstrução nasal e a tosse decorrentes da secreção .

Alguns sintomas estão relacionados à rinossinusite em sua forma bacteriana. Eles podem ser reunidos em três grupos diferentes. 
Confira, a seguir:
1) Sintomas prolongados: secreção nasal abundante, obstrução nasal e tosse persistente, por mais de 12 dias. Esta forma é a mais frequente e não costuma ser acompanhada de febre.
2) Sintomas severos: desde o primeiro dia, a criança apresenta febre alta e secreção amarela ou verde abundante, ao contrário da secreção aquosa encontrada inicialmente na infecção viral.
3) Recaída: o quadro não melhora após o quinto dia; ao contrário, piora. Na evolução normal de uma infecção viral o quadro se inicia com febre, prostração e secreção aquosa e, após o quarto ou quinto dia, os sintomas costumam melhorar. Se houver uma infecção bacteriana, a febre retorna, o estado geral piora e, frequentemente, a tosse e a secreção nasal aumentam. 

**Converse com o pediatra que acompanha o seu filho, pois o diagnóstico de rinossinusite bacteriana requer receita de antibiótico para seu tratamento. Caberá ao médico decidir também se, além do antibiótico, deverá ser utilizado outro tipo de medicação. Essa possibilidade existe principalmente nos casos em que a rinossinusite insiste em voltar, ou mesmo se a criança já tiver recebido antibiótico recentemente. 

terça-feira, 12 de junho de 2018

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A PAPINHA DO SEU BEBÊ


A introdução de alimentos complementares ao aleitamento materno é uma das fases do bebê que mais geram insegurança aos pais. Dúvidas como quando iniciar as papinhas, o que oferecer, como prepará-las e quanto o bebê deve comer são alguns exemplos dos questionamentos mais comuns.

Quando introduzir a papinha?

Os alimentos complementares devem ser introduzidos com a prescrição do pediatra, podendo variar de criança para criança.
Quando a criança recebeu aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade, as papinhas começam a ser introduzidas nesta idade, fase em que as necessidades nutricionais da criança já não são mais atendidas só com o leite materno. Embora este ainda continue sendo uma importante fonte de calorias e nutrientes, devendo ser mantido até 2 anos ou mais.
A partir desta idade, o bebê apresenta maior maturidade fisiológica e neurológica para receber outros alimentos, como por exemplo, a diminuição progressiva do reflexo de protrusão da língua, o que facilita a ingestão de alimentos semissólidos, a produção de enzimas digestivas em quantidade suficiente para esta fase e o desenvolvimento da habilidade de se sentar, permitindo o uso de colher com mais facilidade.

**A consistência adequada dos alimentos é um importante fator que ajuda a garantir a oferta de energia para criança. Nessa idade, o estômago do bebê tem o tamanho reduzido e a administração de alimentos muito diluídos irá saciar a criança, sem, contudo, oferecer necessariamente quantidade adequada de calorias e nutrientes.
Aos 6 meses os alimentos devem ser amassados com o garfo, sem o uso de liquidificador ou peneiras para que sejam aproveitadas as fibras dos alimentos. Nessa idade os dentes estão próximos das gengivas que, por estarem mais endurecidas, auxiliam a triturar os alimentos.

A consistência da papinha deve aumentar progressivamente, de forma que perto dos 9 meses a criança inicie o consumo de alimentos em pequenos pedaços e aos 12 meses já consuma na mesma consistência com que são consumidos pela família.
É importante lembrar que a educação alimentar se inicia desde os primeiros dias.

**Outro ponto importante, é a oferta de alimentos separadamente e não misturados, pois é uma forma da criança reconhecer o que está sendo consumido e desenvolver aos poucos o paladar e as preferências alimentares.

**O sal é usado para realçar o sabor de forma corriqueira no preparo da refeição da família, mas que deve ser utilizado moderadamente na alimentação do bebê. Isso porque o excesso de sódio, um dos componentes do sal, pode causar hipertensão na criança, o conteúdo de sódio naturalmente presente nos alimentos já é suficiente.
Não podemos nos esquecer da importância de oferecer água potável para crianças a partir da introdução da alimentação complementar. Essa conduta ajuda a preservar a saúde dos rins, sem que haja sobrecarga destes órgãos.


sábado, 19 de maio de 2018

O QUE É CONSTIPAÇÃO?? COMO RESOLVER O PROBLEMA??

Na imensa maioria das vezes a constipação intestinal crônica é tida como um transtorno funcional, ou seja, não há uma doença orgânica detectável. Em muitos casos, tem início no primeiro ano de vida, ainda antes da fase de treinamento evacuatório e retirada das fraldas. Note-se que a constipação intestinal é uma entidade frequente na população pediátrica com prevalência estimada entre 4-30%, sendo que predomina em pré-escolares, sem predileção pelo sexo nessa idade.

A constipação intestinal compreende evacuações em frequência menor do que três vezes por semana, percebendo-se o aumento da consistência das fezes, que tornam-se ressecadas e duras. 
Há casos em que a criança evacua diariamente de forma incompleta, fezes muito ressecadas, em cibalos (“bolinhas duras” como fezes de cabrito), com muito esforço e dor, que são igualmente classificados como constipação intestinal. 
Algumas crianças permanecem muitos dias sem evacuar e eliminam fezes extremamente volumosas e calibrosas denominadas fecalomas, que, por vezes, determinam entupimento do vaso sanitário.

Quando os familiares detectam esse problema em fase inicial devem entrar em contato com o pediatra para que algumas medidas sejam implementadas. Quanto mais se retarda o início do tratamento da constipação, maior é o tempo necessário para restituir um hábito intestinal normal.
 O aleitamento natural nos primeiros meses exerce papel preventivo quanto a ocorrência de constipação intestinal. De forma complementar, orienta-se para crianças pequenas a ingestão de fórmula láctea ou leite de vaca em quantidade limitada às necessidades diárias, evitando-se o excesso de mamadeiras. Dessa forma, as crianças ficam mais propensas a aceitar uma dieta mais diversificada, com maior teor de fibras, o que inclui frutas, grãos, leguminosas, hortaliças e cereais. Alguns farelos como de trigo ou aveia podem ser adicionados como auxiliares. 
Para crianças maiores, sugere-se evitar a ingestão de sucos coados, refrigerantes, produtos com altos teores de açúcares e baixo teor de fibras, bem como de guloseimas e alguns tipos de bolachas. Já as crianças que já adquiriram o controle esfincteriano devem ser estimuladas a evacuar 1-2 vezes ao dia, após alguma refeição.

Quanto ao uso de medicamentos, a definição é de responsabilidade do médico. A critério do pediatra poderá ser necessário utilizar, por algum tempo, tratamento com laxantes com o objetivo de tornar as fezes mais macias e volumosas, produzindo estímulo adicional para evacuação. Tenta-se, dessa forma, evitar a instalação do ciclo “medo, dor e retenção”.

O que é importante destacar é que o sucesso do tratamento da constipação requer tempo, perseverança e contato afinado entre família e pediatra. 

segunda-feira, 9 de abril de 2018

O SONO DO ADOLESCENTE

É muito importante para crianças e adolescentes organizarem seus horários fora da escola para melhorar o seu aproveitamento. Atividades extras, esportes, lições de casa, refeições, lazer, passeios, brincadeiras, jogos e tempo para descanso devem seguir também rotinas adequadas para a saúde e bem-estar, bem como também o horário de dormir. Muitas atividades extras acumulam cansaço e atrasam o horário de dormir. A rotina para dormir bem inclui um período para descanso e desligamento de pensamentos, principalmente problemas e preocupações.
Atividade esportiva à noite também deve ser evitada, pelo menos até 3 horas antes da hora de dormir.
O adolescente além de precisar de mais horas de sono noturno, fisiologicamente dorme mais tarde e acorda mais tarde. Na maioria das vezes, o adolescente precisa acordar cedo para suas atividades escolares. Nesses casos, deverá ir para a cama quando estiver sonolento e deverá acordar cada vez mais cedo pela manhã. Isso fará com que sinta sono cada vez mais cedo à noite. Essa rotina deve ser implementada paulatinamente até alcançar o horário desejado com a quantidade de sono necessária.
Nos fins de semana e feriados, o adolescente pode acordar no máximo duas horas mais tarde do que o horário estipulado para os dias de semana, seja qual for o horário em que ele for dormir. O adolescente deve evitar cochilos, mas se for extremamente necessário, deve durar no máximo trinta minutos. Limitar horários para televisão, computador, vídeo game, filmes violentos, atividades esportivas, celular e lição de casa deverá ser encorajado. Não deverá manter no quarto itens que cujo adolescente não consiga controlar em usar, os quais o deixem acordado e despertem sua atenção. Atividades relaxantes antes de dormir são importantes para o adolescente aprender a “desligar” seus pensamentos. Um ambiente tranquilo e acolhedor é fundamental, além de leitura que, na maioria das vezes, induz o sono. Não se deve deixar adormecer na sala vendo televisão ou jogando. Bebidas com estimulantes como cafeína, refrigerante ou chocolate devem ser ingeridas até quatro horas antes do horário de dormir. O uso de cigarro e bebidas alcoólicas deve ser desencorajado. Deve-se estimular o adolescente com ambientes com luz solar pela manhã e evitar luz intensa no final da tarde e à noite.
O conhecimento do sono da criança e do adolescente, sua fisiologia, aléms de hábitos e costumes de cada família, é importante para se ter e se realizar uma boa higiene do sono em toda a família.

quinta-feira, 22 de março de 2018

LESÃO MÃO, BOCA, PÉ, - COMO DIAGNOSTICAR?

A doença mão-pé-boca (HFMD, sigla em inglês) é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade.
São sinais característicos da doença mão-pé-boca:
  • febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
  • aparecimento na boca, amídalas e faringe de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas;
  • erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital.
A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas.
Não existe vacina contra a doença.
Sintomas
O período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum. Quando a sintomatologia típica da doença mão-pé-boca se instala, a erupção das lesões na orofaringe é antecedida por um período de febre alta e gânglios aumentados, seguido de mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia. Por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação. Por isso, é preciso redobrar os cuidados para mantê-la bem hidratada e recebendo alimentação adequada.
 Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, localização e aparência das lesões. Em alguns casos, os exames de fezes e a sorologia (exame de sangue) podem ajudar a identificar o tipo de vírus causador da infecção.
Tratamento
Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, o tratamento é sintomático com antitérmicos e anti-inflamatórios.  Os medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves.
O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta. 
Recomendações
* Nem sempre a infecção pelo vírus Coxsackie provoca todos os sintomas clássicos da síndrome.  Há casos em que surgem lesões parecidas com aftas na boca ou as erupções cutâneas; em outros, a febre e a dor de garganta são os sintomas predominantes. Fique atento, portanto;
* Alimentos pastosos, como purês e mingaus, assim como gelatina e sorvete, são mais fáceis de engolir; já os alimentos ácidos, muito quentes e condimentados são mais dificeis;
* Bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para manter a boa hidratação do organismo, uma vez que podem ser ingeridos em pequenos goles;
* Crianças devem ficar em casa, em repouso, enquanto durar a infecção;
* Lembre sempre de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

CHEGA DE MANHA!!!

Mamãe, você já percebeu que a manha faz parte da vida das crianças e, com certeza, aprendeu a diferenciar esse dengo do seu filho de um “choro de verdade”, certo?
               
                Esse chororô normalmente acontece após os seis meses de idade, quando o bebê percebe que, ao chorar, atrai a atenção das pessoas ao seu redor, principalmente de seus pais.
               
                Para encarar essa manha sem se descabelar ou estressar, enumeramos cinco dicas infalíveis para você contornar a situação e ainda dividir momentos de alegria com seu filhote. Confira.
               
                1. Boas e velhas cócegas. Faça uma palhaçadinha para seu filho e depois use a famosa “técnica” que nossas avós usavam: o sopro na barriga seguido por cócegas, não há criança que resista. As gargalhadas do seu filho vão arrancar grandes sorrisos seus, pode apostar.
               
                2. Caras, bocas e sons. Fazer caretas engraçadas para seu pequeno irá, a princípio, chamar a atenção dele e depois se tornar motivo de muitas risadas, ainda mais se as caretas forem acompanhadas por sons inusitados.
               
                3. Quem canta... Isso mesmo, como diz o ditado: “Quem canta seus males espanta”! Então, que tal interromper o momento manhoso do seu filhote convidando-o para cantar e dançar com você? Isso vai terminar numa deliciosa brincadeira.
               
                4. Acredite no poder do banho. A água quente ajuda a relaxar e ainda proporcionará um momento de diversão para vocês.
               

                5. Cafuné. Sejamos francas, quem resiste a um bom cafuné? Na hora que seu filho começar com o dengo, faça um cafuné bem gostoso na cabecinha dele, você vai ver o quão relaxado ele vai ficar.

domingo, 21 de janeiro de 2018

BULLYNG


A palavra Bullying é de origem inglesa que vem de Bully que significa valentão, brigão e não tem tradução exata para o português, mas, é um termo utilizado para qualificar comportamentos agressivos, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.
O Bullying é uma forma de violência gratuita e cruel e ocorre por meio de maus tratos intencionais e repetitivos de forma verbal, moral, sexual, social, físico, material e até mesmo virtual.
O alvo do Bullying costuma ser uma criança com baixa autoestima e retraída tanto na escola como em casa. A criança que sofre Bullying na escola  principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom para se integrar em um grupo e apresenta baixo rendimento escolar.

Nestes casos, a escola pode ajudar a evitar o Bullying tomando algumas atitudes como:

               -  Conversar com os alunos e escutar atentamente reclamações ou sugestões;
               -  Estimular os estudantes a informar os casos que acontecem na escola;
               -  Reconhecer e valorizar as atitudes dos alunos no combate ao problema;
               -  Criar com os alunos regras de disciplina para a classe em coerência com o regimento escolar;
               -  Estimular lideranças positivas entre alunos, prevenindo futuros casos;
               -  Interferir diretamente no grupo o quanto antes, para quebrar a dinâmica do Bullying;

Muitas pessoas acham que Bullying é só quando alguém ofende alguém de alguma forma, participando ativamente do ato, mas, especialistas alertam para um personagem que quase ninguém o reconhece como responsável tanto quanto quem pratica, é o espectador. Aquele que só assiste alguém cometendo Bullying com o outro e simplesmente não faz nada é tão responsável quanto aquele que pratica o Bullying.

Tipos de Bullying:

               - Chamar por apelidos ofensivos;
               - Lançar calúnia ou tirar barato da característica do outro ( Gordo, baleia, zaroio - vesgo, 4 olhos – usa óculos, vareta – por se muito magro);
               - Puxar, dar pontapés, bater, beliscar, ou outro tipo de violência física;
               - Atacar o emocional como excluir a pessoa do grupo, atormentar, ameaçar, manipular, amedrontar, chantagear, ridicularizar, ignorar;
               - Toda a ofensa que resulte na cor, étnicas e/ou religião;


Características de alguém que está sofrendo bullying:

               - Estar sempre assustada e se recusar ir para a escola ou para o lugar que esteja sofrendo o Bullying;
               - Apresentar notas baixas;
               - Isolar-se;
               - Começar a gaguejar;
               - Mostrar sentir angústia;
               - Deixar de comer;
               - Tornar-se agressivo;
               - Ter pesadelos constantemente;
               - Tentar fugir;
               - Tentar o suicídio;


O que não é Bullying?

 Discussões ou brigas pontuais não são Bullying. Conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor, mãe e filho, irmão com irmã também não é considerado Bullying se ocorrer de vez em quando. É necessário que a agressão ocorra em grupos, colegas de classe por exemplo. 
Todo Bullying é considerada uma agressão, mas, nem toda agressão é considerada Bullying.
Todos os pais, familiares e professores devem estar sempre atentos as suas crianças, pois uma mínima mudança de comportamento pode significar efeitos devastadores.

A escola não dever ser apenas um lugar de ensino formal que se ensina fórmulas e conceitos, mas, principalmente de formação de cidadãos, com direitos e deveres, de amizade, cooperação e solidariedade. Ter uma atitude contra o Bullying é uma forma eficiente de diminuir a violência entre alunos e a violência na sociedade.