terça-feira, 14 de março de 2017

O QUE É DIARRÉIA?

Diarréia é definida como o aumento do número de evacuações e redução da consistência das fezes. Se o quadro acontecer de forma brusca, é chamado de diarréia aguda e, na grande maioria das vezes, a causa é infecciosa.
 A sua duração é autolimitada, no máximo 14 dias. O aleitamento materno é o principal fator de proteção para a ocorrência de diarréia entre os lactentes.A criança pode adquirir um vírus, agente etiológico mais comum, ou uma bactéria na água ou algum alimento ingerido, que coloniza o trato gastrintestinal levando a um processo inflamatório com má-absorção de água e eletrólitos. Associado ao quadro pode haver dor abdominal, vômitos, febre, fezes com muco e sangue.
Não há nenhum tratamento específico para diarréia aguda.

Na grande maioria dos casos, orienta-se:

Manter a criança hidratada – oferecer a alimentação que ela está acostumada, sem excessos. 
Oferecer água ou soro de reidratação oral em pequenas quantidades durante o dia e após as evacuações. O soro oferece água e eletrólitos que são perdidos nas evacuações.
Controlar os sintomas como febre, vômitos e dor abdominal, e medicar conforme a orientação do pediatra
Nos casos em que não está ingerindo nada ou a diarréia é muito intensa, pode precisar de hidratação intravenosa.

Hoje em dia com a melhora das condições higiênico sanitárias em geral e a vacinação contra o rotavírus houve uma redução importante da prevalência de diarréia aguda em nosso meio.
A diarréia crônica é caracterizada como aquela que se estende por período superior a 30 dias ou pela frequência de 3 ou mais episódios de curta duração em intervalo de tempo inferior a 2 meses. 
Nessa situação, pode-se observar comprometimento do crescimento da criança e várias causas devem ser investigadas para o adequado tratamento.


sábado, 4 de março de 2017

ÁGUA E SUA IMPORTÂNCIA PARA BEBÊS E CRIANÇAS!

O conteúdo total de água no corpo de um adulto corresponde a 60 - 65 % do peso corpóreo.

Nas crianças possuem cerca de 80% do peso corpóreo constituído de água (nos recém - nascidos, essa porcentagem pode ser ainda maior); e os idosos apresentam de 40 a 50% do peso corpóreo constituído por água.

Normalmente as pessoas bebem pouca água no dia a dia, isso inclui as mamães e futuras mamães.

Como consequência deste mau hábito, as mamães e/ou cuidadores das crianças acabam não oferecendo água suficiente para seus filhos, ignorando a importância da hidratação diária das crianças.

Um bebê que é amamentado não necessita de água, chá ou suco. O leite materno oferece ao bebê até os seis meses de idade quantidades de água suficiente para sua hidratação, já que sua composição é de aproximadamente 88% de água.

Por isso, no período da amamentação, quem precisa de muita água para garantir quantidade de nutrientes suficiente para o leite materno é a mãe. Nos dias mais quentes, o que ocorre é que aumenta a necessidade do bebê mamar mais vezes (e, como consequência, a mãe precisa ingerir uma quantidade a mais de água).

Para as crianças a água exerce um papel importante no crescimento e funcionamento do organismo, melhora as funções dos rins, bexiga e intestinos.

Sempre ofereça água às crianças, pois elas são menos sensíveis a sentir sede durante uma atividade e podem não perceber a necessidade de água requerida pelo organismo.

Caso a criança perca muita água através de transpiração excessiva ou pelo trato gastrointestinal, como febre, diarréia ou vômito, consulte seu pediatra e verifique a necessidade de se aumentar a ingestão de água para garantir a perfeita hidratação do seu filho.

Quantidade de água requerida conforme a faixa etária de acordo com a DRI (Dietary Reference Intakes):

 0 a 6 meses - 700 ml
Incluindo leite materno ou fórmula infantil


 7 a 12 meses -  800 ml
 Incluindo leite materno, fórmula infantil e alimentação complementar


 1 a 3 anos - 1300 ml
 900 ml como sucos, outras bebidas e água


 4 a 8 anos -1700 ml
 1200 ml como bebidas e água


 9 a 13 anos - 2400 ml – meninos 
                       2100 ml - meninas
 (meninos, 1800 ml como bebidas e água) e (meninas, 1600 ml como bebidas e água)


 14 a 18 anos - 3300 ml – meninos 
                         2300 ml - meninas
 (meninos, 2600 ml como bebidas e água) e (meninas, 1800 ml como bebidas e água)










quarta-feira, 1 de março de 2017

QUANDO E COMO INICIAR A ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR ??

A partir dos 6 meses, o bebê deve começar a ingerir outros alimentos, introduzidos na dieta dele de forma lenta e gradual, inicialmente sem rigidez. 
Deve-se lembrar que a recusa inicial não significa que ele não goste; geralmente só não está acostumado com a textura, o odor e o sabor. Por isso é importante ter paciência e muito carinho na hora de iniciar a chamada “alimentação complementar”. 
É muito importante oferecer uma alimentação complementar variada desde o início para que o bebê entre em contato com diferentes “sabores” e “texturas”, o que estimula hábitos alimentares saudáveis pelo resto da vida.
De forma sucinta, é possível descrever “Dez Passos” que estimulam uma alimentação saudável para crianças menores de 2 anos, sendo o primeiro ano de vida o mais importante nesse processo.

 Esses passos são:

1. Dar somente leite materno até os 6 meses sem oferecer água, chás nem nenhum outro alimento.

2. A partir dos 6 meses, introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno, se possível, até 2 anos ou mais.

3. A partir dos 6 meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) por volta de 3 vezes ao dia.        
 a. No 6º mês, oferecer 2 refeições com frutas amassadas e 1 papa de carne com legumes.       
 b. No 7º mês, oferecer 2 refeições de papa de carne com legumes e 1 de frutas.

4. Oferecer a refeição, no início, sem rigidez de horário, respeitando a vontade da criança.

5. A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher. Começar com consistência pastosa (purê) e, gradativamente, aumentar até chegar à consistência da alimentação da família.      
  a. Do 6º ao 9º mês, oferecer alimentos bem cozidos, amassados com garfo, para que se atinja a consistência pastosa.       
  b. A partir do 9º mês, os alimentos ainda devem estar cozidos, mas já podem ser menos amassados e até cortados em pedaços pequenos.      
  c. Com 12 meses de idade (1 ano), a criança já pode receber alimentos de consistência igual à da alimentação da família.

6. Oferecer à criança diferentes alimentos todo dia; uma alimentação variada é uma alimentação colorida. Há crianças que aceitam mais ou menos facilmente alguns alimentos, então continue a oferecê-los mesmo se houver recusa inicial.    
Os alimentos devem ser testados aos poucos, sendo necessário experimentar de 8 a 10 vezes o mesmo prato para que se possa avaliar sua aceitação.

7. Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições. Os hábitos alimentares saudáveis são formados desde muito cedo.

8. Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Sal com moderação.    
  a. O açúcar só deve ser introduzido após 1 ano de idade.    
  b. Para temperar os alimentos, usar cebola, alho, óleo, salsinha e cebolinha.

9. Deve-se cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos e garantir seu armazenamento e sua conservação adequados.

10. Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo a alimentação habitual e seus alimentos preferidos e respeitando sua aceitação.Não esquecer de oferecer água quando a alimentação complementar se iniciar.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

CONJUNTIVITES

Conjuntivite é toda a inflamação da mucosa conjuntiva*, caracterizada por vermelhidão, edema (inchaço) e saída de secreção do olho (exsudação). 
Pode ou não ter comprometimento da córnea (ceratoconjuntivite).

Os principais fatores de risco relacionados ao aparecimento de conjuntivite são uso de lente de contato, trauma, infecções virais e bacterianas.
               
As conjuntivites podem ser:

               
                               Hiperaguda: início e término em 24 horas
               
                               Agudas: início em horas e dias e duram até 3 semanas
               
                               Crônicas: duram mais do que 3 semanas


Os vírus são os principais causadores de conjuntivites em crianças – conjuntivite viral. 
Trata-se de um processo autolimitado que, geralmente, acompanha alguma infecção de vias aéreas superiores. Cursa com vermelhidão importante nos olhos, com saída de secreção clara (acúmulo durante a noite) e dilatação dos vasos sanguíneos da conjuntiva*. 
O processo dura por volta de 3 a 7 dias. Não é necessário, na maioria das vezes, nenhum tratamento específico.

A conjuntivite bacteriana apesar de menos comum é mais séria, mesmo assim é um processo autolimitado, cura espontânea em até 3 semanas e além da vermelhidão ocular, há saída de secreção mais espessa amarela e esverdeada. 
Algumas vezes pode ser necessário o uso de antibiótico tópico, sempre sob orientação médica, que pode reduzir a duração do quadro – especialmente quando o processo se estende por mais do que três semanas.

As conjuntivites alérgicas são comuns em crianças e adolescentes com outras doenças alérgicas. É comum associar-se ao quadro de rinite alérgica - rinoconjuntivite. Os fatores desencadeantes ou de piora do quadro são os mesmos para as outras doenças alérgicas – poeira (ácaros), fungos, poluição, animais de estimação e produtos químicos. Quando há piora do quadro alérgico o olho também tende a piorar, o inverso também acontece. 
O tratamento é afastar as causas que desencadeiam o processo (controle ambiental) e podem ser necessários medicamentos antialérgicos de uso local (colírios) ou por via oral, sempre sob orientação médica.

Processos que não melhoram com o passar dos dias, cursam com dor intensa, saída de secreção abundante, prejuízo da visão, aparecimento de lesões oculares (embaçamento, membranas, etc) precisam ser avaliados com atenção. Procure sempre o seu médico.



*membrana que recobre a parte branca do olho.

Clínica Socorrito/ Clínica de Olhos Dr. Henrique Adam/ Oftalmoclínica Dr. Jander Fávaro

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

BRINCADEIRAS QUE ESTIMULAM O DESENVOLVIMENTO DO BEBÊ DE 10 A 12 MESES

Com 10 meses

- Estimular e deixar o bebê engatinhar pela casa toda.
- Ensinar movimentos como tchau, sim, não e vem.
- Perguntar por pessoas e objetos para que ele aponte ou balbucie algo.
- Estender a mão e pedir algo para que ele se movimente até você e entregue.





Com 11 meses

- Colocar o bebê próximo a sofás, camas e mesas baixas para que ele tente se apoiar e andar em volta. Fique próximo dele.
- Dar um carrinho (grande) para que ele empurre.
- Dar potinhos ou caixinhas para empilhar.
- Nas refeições oferecer a colher para que ele tente comer.
- Colocar brinquedos na banheira na hora do banho e deixar o bebê brincar.
- Quando estiver trocando o bebê, explique os movimentos e peça para ele ajudar.
- Brincar de bola com ele.

Com 12 meses

- Ajudar o bebê a caminhar segurando-o pelas mãos.
- Dar um pote grande com brinquedos dentro e com tampa de rosca para ele tentar abrir.
- Dar papel, jornal e revistas para o bebê manusear.
- Dar brinquedos com cordinhas para que ele faça “movimento de pinça” para segurar a corda.
- Estimular o bebê a tirar seus próprios sapatos.
- Mostrar livros e revistas e contar histórias curtas para que ele reconheça objetos, animais e partes do corpo.

Todas essas atividades devem ser prazerosas para a criança e para você. Quando ela não conseguir fazer uma das brincadeiras propostas, não desanime, repita em outra ocasião. 
Evite brincadeiras agitadas antes do horário de dormir, isso pode deixá-lo inquieto.



COMO SABER SE O BEBÊ JÁ ESTÁ SATISFEITO?

- O bebê deve mamar sem rigidez de horário, na hora e na quantidade que quiser.

- Deixe o bebê mamar até o momento em que ele soltar o peito. Para isso não há regra: cada criança tem o próprio ritmo.

- Quando o bebê estiver satisfeito, coloque-o sentado no colo, com o peito de frente para o seu, para que ele “arrote”.

- Lembre-se de que a composição do leite varia no decorrer da mesma mamada. Por isso é importante que o bebê esvazie a mama toda. 


Observe que:  
       
 - O leite inicial é mais claro, mais rico em água e proteínas.         
 - O leite final é branco e espesso, rico em gordura.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O DESENVOLVIMENTO E APRENDIZADO DA CRIANÇA NA FASE ESCOLAR

Nessa fase há um importante avanço intelectual e de socialização, com aprimoramento do raciocínio crítico e lógico. 
A criança se torna mais independente e adota sua posição frente à família, escola e sociedade. 
Passa a compreender tendências e diferenças culturais e religiosas, por exemplo. 
O conhecimento aumenta de forma exponencial, especialmente, pela aquisição da leitura e escrita, que abre janelas infinitas para que a criança explore o mundo. 
As habilidades motoras ficam refinadas, e por isso é um momento interessante para a prática de alguma modalidade esportiva.
 Entre 6 e 7 anos, a criança tem amadurecimento neurológico para aprender uma língua escrita. É freqüente a inversão de letras e números, sem significar anormalidade. 
A adequação da escrita em geral ocorre espontaneamente no momento oportuno.
Entre 8 e 10 anos, há um amadurecimento progressivo da leitura e escrita, que se tornam mais elaborados e complexos. 
O raciocínio matemático também é expandido nesse momento.
As noções de tempo, história, geografia ganham significado o que aumenta o interesse da criança pelos temas abordados na escola. 
Surge uma identificação com o grupo, é um momento interessante para o desenvolvimento de trabalhos e atividades em conjunto. 

* Distúrbios do aprendizado são cada vez mais freqüentes entre as crianças e tem etiologia multifatorial. 

* Fique atento à evolução do seu filho na escola. Participe das reuniões de pais e tire todas as suas dúvidas.