segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

PREVENÇÃO DE PARASITOSES INTESTINAIS

  A prevenção e o controle das verminoses podem ser feitos a partir da adoção de medidas simprles no cotidiano familiar e domiciliar, com o hábito de lavar as mãos frequentemente, higienizar adequadamente os alimentos antes do consumo e evitar andar descalço.
Embora sejam mais comuns em regiões carentes de saneamento básico, as parasitoses atingem todas as camadas socioeconômicas da população, em diversas faixas etárias. Portanto, a prevenção vale para todos!

- Saneamento básico:
      - tratamento e fornecimento de água potável;
      - eliminação de focos de contaminação( lixo e esgoto a céu aberto);
      - coleta de lixo
      - implantação de sistemas de tratamento de esgoto;
      - educação da população sobre prevenção.

- Higiene Pessoal:
      - Lavar bem as mãos, com água e sabão,antes das refeições e ao usar o banheiro;
      - manter as unhas aparadas e evitar colocar as mãos na boca;
      - tome banho diariamente;
      - lave bem as roupas íntimas e de cama;
      - ande sempre calçado, principalmente, nas áreas onde não há rede de esgoto;
      - evite brejos e água parada.

- Higiene Doméstica:
      - Manter a casa e o terreno em volta sempre limpos;
      - manter os cestos de lixo e a caixa d'água sempre bem fechados;
      - não deixe as crianças brincarem em terrenos baldios, com lixo ou água poluída;
      - evite animais dentro de casa. Quando os tiver, cuide da higiene deles.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

O QUE SÃO SINÉQUIAS VULVARES?


Sinéquias vulvares também são conhecidas como aderências de pequenos lábios e caracterizam-se pela fusão parcial ou total dos lábios internos da vulva por meio de uma membrana fibrosa. É um problema relativamente comum nas meninas, com pico de incidência entre os dois meses e os dois anos de idade.

Acredita-se que esse problema seja causado pelos baixos níveis hormonais naturais da infância, que fazem com que o revestimento dos tecidos da vulva da criança seja mais suscetível a processos inflamatórios crônicos, os quais lesionam o epitélio das mucosas dos lábios internos e favorecem que estes cicatrizem de forma inadequada, com a formação de membranas fibrosas (ou sinéquias).

 A maioria dos casos não apresenta sintomas e se resolve espontaneamente. Algumas vezes, entretanto, podem aparecer sintomas como incontinência urinária, gotejamento pós-micção, infecções do trato urinário, sangue na urina e aumento da frequência das micções. 
O diagnóstico é realizado por meio do exame direto da genitália, sem necessidade de nenhum outro exame adicional.

O tratamento vai depender da intensidade e gravidade dos sintomas. Pacientes assintomáticas podem ficar sem tratamento, uma vez que em até 80% dos casos as sinéquias vulvares se resolvem espontaneamente com o aumento dos níveis hormonais da adolescência. Já os casos sintomáticos podem ser tratados com cremes a base de hormônios ou corticoides, enquanto um pequeno número de casos resistentes ao tratamento clínico ou com aderências muito espessas possam necessitar de tratamento cirúrgico. A separação manual das sinéquias tem alto risco de recorrência e de espessamento das aderências. Casos que evoluam com infecção podem precisar de antibióticos.

Devem ser orientados cuidados de higiene para evitar a recorrência do problema. Troca de fraldas sempre que necessário para evitar inflamações por atrito ou pelo acúmulo de urina e atenção a processos alérgicos a produtos habitualmente utilizados para a limpeza e tratamento precoce de inflamações são recomendáveis.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

ALEITAMENTO MATERNO E VACINAS - Segunda Parte

O aleitamento pode transmitir infecções para a criança?

Sim, pode. O HIV é um exemplo. Por isso, gestantes devem fazer teste de HIV no pré-natal e mulheres que estão amamentando devem saber que podem se infectar após a gestação e transmitir o vírus ao seu bebê. Uma medida preventiva importante é evitar o aleitamento cruzado (aquele que não é ofertado pela mãe do bebê). Outro tipo de infecção possível de ser transmitido dessa forma é a hepatite B, cujo vírus pode atingir a criança por meio do leite materno. Nesse caso, como prevenção, todos os lactentes devem ser imunizados contra a doença logo ao nascer, ainda na maternidade. Caso a mãe seja portadora do vírus, o bebê deve receber a vacina e também a imunoglobulina específica contra a hepatite B.

A mulher que amamenta e tomou vacina para febre amarela pode amamentar?

Ela deve ficar atenta às orientações do pediatra e das autoridades sanitária. Com a vacina febre amarela existe o risco de transmissão do vírus vacinal para o bebê pelo leite materno, caso a mãe receba a vacina durante o período de aleitamento até o sexto mês de vida da criança. Por isso, caso seja necessário a mãe receber a vacina nesse período, recomenda-se que o aleitamento seja suspendo pro 10 dias.

O aleitamento pode interferir nas vacinas orais, como poliomielite e rotavírus?

Não há interferência do aleitamento materno na resposta a nenhuma das duas vacinas. Elas devem ser fornecidas para todas as crianças, independente do aleitamento materno.
A vacina de rotavírus protege contra a infecção gastrointestinal provocada pelos principais tipos deste vírus. Mesmo não conferindo total proteção para os casos de diarreia, ela protege contra as formas mais graves da doença. Sempre é bom lembrar: o aleitamento materno, sozinho, não é suficiente para proteger contra a infecção pelo rotavírus. Por isso, é importante a vacinação como forma de melhor proteger o bebê contra essas infecções gastrointestinais.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

ALEITAMENTO MATERNO E VACINAS - primeira parte

O aleitamento materno é suficiente para proteger a saúde do bebê?

Não. Trata-se de um ato importante e recomendável, mas sozinho não consegue oferecer proteção total contra problemas de saúde. O bebê que se alimenta exclusivamente de leite materno até os seis meses de vida está protegido contra diversas doenças. No entanto, o aleitamento materno sozinho não é suficiente para protegê-lo contra todas elas. Por isso, é fundamental a correta vacinação de seu bebê, seguindo as orientações de seu pediatra e das autoridades sanitárias. E um detalhe que reforça a importância do aleitamento: se a criança mama no peito responderá mais rapidamente ao efeito das vacinas, produzindo anticorpos. 

Como agem o aleitamento materno e as vacinas na proteção do organismo da criança?

A amamentação protege o bebê transferindo fatores imunológicos da mãe. Entre as doenças prevenidas pela amamentação estão as infecções gastrointestinais bacterianas. Além disso, o leite materno também diminui a agressividade do agente infeccioso. Já a vacina leva o bebê a criar anticorpos contra o agente imunizante presente na vacina. Ou seja, cada vacina age contra uma doença específica. Por isso, as duas formas de proteção devem ocorrer conjuntamente. Portanto, todas as crianças devem receber todas as vacinas, independentemente de serem ou não alimentadas com leite materno. Lembre-se: a proteção transmitida pelo leite materno é diferente daquela produzida pelas vacinas.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

RINOSSINUSITE AGUDA EM CRIANÇAS

A rinossinusite aguda é uma infecção das cavidades nasais e dos seios da face que pode ter origem viral ou bacteriana. 
Conhecida também como “resfriado”, a rinossinusite viral (resfriado comum) é extremamente frequente até os sete anos de idade, podendo ocorrer de seis a dez vezes ao ano, nesta faixa etária. Menos de 10% das infecções virais evoluem para uma rinossinusite aguda bacteriana.
Nos primeiros dois ou três dias da rinossinusite viral aguda, os sintomas são obstrução nasal, dor de garganta, espirros, coriza clara e inapetência (falta de apetite), frequentemente associados com febre. Medicamentos podem ser úteis, nesta fase. 
Após o terceiro dia, a febre, a dor de garganta e a inapetência tendem a desaparecer, a secreção nasal fica mais espessa, podendo ficar verde ou amarela; a tosse e a obstrução nasal persistem. Este quadro pode se estender por cerca de dez dias, mas a criança melhora progressivamente.

Para este tipo de rinossinusite, não adianta o uso de antibióticos, porque não agem contra os vírus. As lavagens nasais com soro fisiológico auxiliam a diminuir a obstrução nasal e a tosse decorrentes da secreção .

Alguns sintomas estão relacionados à rinossinusite em sua forma bacteriana. Eles podem ser reunidos em três grupos diferentes. 
Confira, a seguir:
1) Sintomas prolongados: secreção nasal abundante, obstrução nasal e tosse persistente, por mais de 12 dias. Esta forma é a mais frequente e não costuma ser acompanhada de febre.
2) Sintomas severos: desde o primeiro dia, a criança apresenta febre alta e secreção amarela ou verde abundante, ao contrário da secreção aquosa encontrada inicialmente na infecção viral.
3) Recaída: o quadro não melhora após o quinto dia; ao contrário, piora. Na evolução normal de uma infecção viral o quadro se inicia com febre, prostração e secreção aquosa e, após o quarto ou quinto dia, os sintomas costumam melhorar. Se houver uma infecção bacteriana, a febre retorna, o estado geral piora e, frequentemente, a tosse e a secreção nasal aumentam. 

**Converse com o pediatra que acompanha o seu filho, pois o diagnóstico de rinossinusite bacteriana requer receita de antibiótico para seu tratamento. Caberá ao médico decidir também se, além do antibiótico, deverá ser utilizado outro tipo de medicação. Essa possibilidade existe principalmente nos casos em que a rinossinusite insiste em voltar, ou mesmo se a criança já tiver recebido antibiótico recentemente. 

terça-feira, 12 de junho de 2018

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A PAPINHA DO SEU BEBÊ


A introdução de alimentos complementares ao aleitamento materno é uma das fases do bebê que mais geram insegurança aos pais. Dúvidas como quando iniciar as papinhas, o que oferecer, como prepará-las e quanto o bebê deve comer são alguns exemplos dos questionamentos mais comuns.

Quando introduzir a papinha?

Os alimentos complementares devem ser introduzidos com a prescrição do pediatra, podendo variar de criança para criança.
Quando a criança recebeu aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade, as papinhas começam a ser introduzidas nesta idade, fase em que as necessidades nutricionais da criança já não são mais atendidas só com o leite materno. Embora este ainda continue sendo uma importante fonte de calorias e nutrientes, devendo ser mantido até 2 anos ou mais.
A partir desta idade, o bebê apresenta maior maturidade fisiológica e neurológica para receber outros alimentos, como por exemplo, a diminuição progressiva do reflexo de protrusão da língua, o que facilita a ingestão de alimentos semissólidos, a produção de enzimas digestivas em quantidade suficiente para esta fase e o desenvolvimento da habilidade de se sentar, permitindo o uso de colher com mais facilidade.

**A consistência adequada dos alimentos é um importante fator que ajuda a garantir a oferta de energia para criança. Nessa idade, o estômago do bebê tem o tamanho reduzido e a administração de alimentos muito diluídos irá saciar a criança, sem, contudo, oferecer necessariamente quantidade adequada de calorias e nutrientes.
Aos 6 meses os alimentos devem ser amassados com o garfo, sem o uso de liquidificador ou peneiras para que sejam aproveitadas as fibras dos alimentos. Nessa idade os dentes estão próximos das gengivas que, por estarem mais endurecidas, auxiliam a triturar os alimentos.

A consistência da papinha deve aumentar progressivamente, de forma que perto dos 9 meses a criança inicie o consumo de alimentos em pequenos pedaços e aos 12 meses já consuma na mesma consistência com que são consumidos pela família.
É importante lembrar que a educação alimentar se inicia desde os primeiros dias.

**Outro ponto importante, é a oferta de alimentos separadamente e não misturados, pois é uma forma da criança reconhecer o que está sendo consumido e desenvolver aos poucos o paladar e as preferências alimentares.

**O sal é usado para realçar o sabor de forma corriqueira no preparo da refeição da família, mas que deve ser utilizado moderadamente na alimentação do bebê. Isso porque o excesso de sódio, um dos componentes do sal, pode causar hipertensão na criança, o conteúdo de sódio naturalmente presente nos alimentos já é suficiente.
Não podemos nos esquecer da importância de oferecer água potável para crianças a partir da introdução da alimentação complementar. Essa conduta ajuda a preservar a saúde dos rins, sem que haja sobrecarga destes órgãos.


sábado, 19 de maio de 2018

O QUE É CONSTIPAÇÃO?? COMO RESOLVER O PROBLEMA??

Na imensa maioria das vezes a constipação intestinal crônica é tida como um transtorno funcional, ou seja, não há uma doença orgânica detectável. Em muitos casos, tem início no primeiro ano de vida, ainda antes da fase de treinamento evacuatório e retirada das fraldas. Note-se que a constipação intestinal é uma entidade frequente na população pediátrica com prevalência estimada entre 4-30%, sendo que predomina em pré-escolares, sem predileção pelo sexo nessa idade.

A constipação intestinal compreende evacuações em frequência menor do que três vezes por semana, percebendo-se o aumento da consistência das fezes, que tornam-se ressecadas e duras. 
Há casos em que a criança evacua diariamente de forma incompleta, fezes muito ressecadas, em cibalos (“bolinhas duras” como fezes de cabrito), com muito esforço e dor, que são igualmente classificados como constipação intestinal. 
Algumas crianças permanecem muitos dias sem evacuar e eliminam fezes extremamente volumosas e calibrosas denominadas fecalomas, que, por vezes, determinam entupimento do vaso sanitário.

Quando os familiares detectam esse problema em fase inicial devem entrar em contato com o pediatra para que algumas medidas sejam implementadas. Quanto mais se retarda o início do tratamento da constipação, maior é o tempo necessário para restituir um hábito intestinal normal.
 O aleitamento natural nos primeiros meses exerce papel preventivo quanto a ocorrência de constipação intestinal. De forma complementar, orienta-se para crianças pequenas a ingestão de fórmula láctea ou leite de vaca em quantidade limitada às necessidades diárias, evitando-se o excesso de mamadeiras. Dessa forma, as crianças ficam mais propensas a aceitar uma dieta mais diversificada, com maior teor de fibras, o que inclui frutas, grãos, leguminosas, hortaliças e cereais. Alguns farelos como de trigo ou aveia podem ser adicionados como auxiliares. 
Para crianças maiores, sugere-se evitar a ingestão de sucos coados, refrigerantes, produtos com altos teores de açúcares e baixo teor de fibras, bem como de guloseimas e alguns tipos de bolachas. Já as crianças que já adquiriram o controle esfincteriano devem ser estimuladas a evacuar 1-2 vezes ao dia, após alguma refeição.

Quanto ao uso de medicamentos, a definição é de responsabilidade do médico. A critério do pediatra poderá ser necessário utilizar, por algum tempo, tratamento com laxantes com o objetivo de tornar as fezes mais macias e volumosas, produzindo estímulo adicional para evacuação. Tenta-se, dessa forma, evitar a instalação do ciclo “medo, dor e retenção”.

O que é importante destacar é que o sucesso do tratamento da constipação requer tempo, perseverança e contato afinado entre família e pediatra.