terça-feira, 23 de junho de 2020

O QUE FAZER QUANDO ALGUÉM DA FAMÍLIA ESTIVER COM CORONAVÍRUS















* As pessoas que estão com doença leve devem ficar isoladas em casa;

* Separar o membro da família com COVID-19 dos outros, tanto quanto possível;

* A pessoa com o vírus deve ficar em um quarto separado e longe de outras pessoas da casa, sempre que possível;

* Idealmente, deve usar um banheiro separado, se disponível. Caso não seja possível, separar toalhas e higienizar o banheiro após o uso da pessoa infectada;

* Não esquecer de manter os ambientes bem ventilados com janelas abertas; • Limitar as visitas em casa;

 * Evitar o contato com animais de estimação. Isso inclui acariciar, aconchegar, ser beijado ou lambido;

* Telefonar antes para programar consultas médicas, quando necessárias. Isso ajudará os serviços a tomarem medidas para impedir que outras pessoas sejam infectadas ou expostas;

* As pessoas com sintomas de COVID-19 devem usar máscaras quando tiverem contato com outras pessoas;

 * Evitar compartilhar itens domésticos pessoais. Não compartilhar pratos, copos, xícaras, utensílios de cozinha, toalhas ou roupas de cama. Depois de usar esses itens, eles devem ser lavados cuidadosamente com água e sabão;

* Limpeza extra para todas as superfícies de alto toque. Inclui balcões, mesas, maçanetas, louças, banheiros, telefones, teclados, tablets e mesas de cabeceira;

* Limpar também todas as superfícies que possam ter sangue, fezes ou fluidos corporais;

* Monitorar os sintomas e contactar imediatamente o médico se a doença piorar. Conversando com crianças sobre o SARS-CoV-2

segunda-feira, 22 de junho de 2020

PREVENÇÃO DO CORONAVÍRUS NA CRIANÇA

Este é um bom momento para ensinar as crianças a fazerem as mesmas coisas que todos devem fazer para se manterem saudáveis:

* Higienizar as mãos com frequência usando água e sabão em quantidade suficiente e de maneira adequada (40 a 60 segundos, entre os dedos, palma e dorso das mãos, esfregar as unhas, estendendo a lavação até os punhos) ou, caso não seja possível lavar as mãos em algumas situações, utilizar preparações alcoólicas a 70%;
* Limpar e desinfetar diariamente as superfícies de toque frequente nas áreas comuns da casa (por exemplo, mesas, cadeiras de encosto alto, maçanetas, interruptores de luz, controles remotos, banheiros, pias, etc.);
* Limpar e desinfetar com frequência as telas, em especial de telefones celulares, tablets e computadores;
 * Lavar objetos e brinquedos, incluindo os de pelúcia laváveis;
 *Evitar contato com pessoas doentes (que estejam com algum sintoma como tosse, espirros ou febre);
*Manter distância de outras pessoas;
* Permanecer em casa o máximo possível, evitando locais públicos onde é provável o contato próximo;
* Manter os ambientes bem ventilados com janelas abertas;
* Ensinar as crianças a tossirem e espirrarem em um lenço de papel (o qual deve ser jogado fora após cada uso e as mãos lavadas de maneira adequada);
* Caso na hora da tosse ou espirro não tiver disponível um lenço de papel, tossir e espirrar no braço ou cotovelo, não nas mãos;
* Orientar as crianças a evitarem tocar o rosto;
* Evitar viagens.
* Uso de máscaras para a criança acima de dois anos de idade.

sábado, 20 de junho de 2020

CONVERSANDO COM CRIANÇAS SOBRE O CORONAVÍRUS

 * Orientar a não acreditar em tudo que ouvem ou recebem pelas redes sociais;

 * Filtrar as informações e conversar com as crianças de uma maneira que elas possam entender; 

*Tranquilizá-las;

 * Lembrar que os pesquisadores e médicos estão aprendendo o máximo que podem e o mais rápido possível sobre o vírus e estão tomando medidas para manter todos em segurança;

* É um ótimo momento para lembrar às crianças o que elas podem fazer para ajudar, adotando as medidas de prevenção citadas anteriormente;

* Prestar atenção nos sinais de ansiedade. As crianças podem não ter palavras para expressar sua preocupação, mas você pode ver sinais disso;

* Manter a segurança e tentar manter suas rotinas normais;

* Monitorar a mídia, mantendo as crianças afastadas de imagens assustadoras que possam ver na TV, mídia social, computadores etc;

* Conversar sobre o que estão ouvindo no noticiário e corrigir qualquer informação incorreta ou boato;

* Ser um bom exemplo para as crianças.

domingo, 7 de junho de 2020

COVID 19 - ORIENTAÇÕES PARA O USO DE MÁSCARAS NA INFÂNCIA

Orientar pais e responsáveis sobre o uso adequado de máscaras por crianças e adolescentes. Essa é a proposta da nota de alerta divulgada nesta semana pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em função da pandemia de COVID-19. Na publicação, elaborada em conjunto pelos Departamentos Científicos de Adolescência e Desenvolvimento e Comportamento da entidade, os pediatras fornecem dicas valiosas a respeito de como usar o equipamento em cada faixa etária, como colocar e retirar, quanto tempo utilizar, entre outras orientações.
Baseado em conhecimentos técnicos atualizados, o uso de máscaras está recomendado para todos acima de dois anos de idade. Conforme explica o texto da SBP, o item é capaz de reter grande parte das gotículas expelidas no espirro, tosse e fala. Por isso, diminui significativamente os riscos de transmissão do novo coronavírus.
MÁSCARAS CASEIRAS – Devido à necessidade de reduzir o uso de máscaras cirúrgicas, N95 ou PFF2 por pessoas que não sejam profissionais da saúde, o Ministério da Saúde aconselhou o uso de máscaras caseiras pela população. Segundo a nota de alerta da SBP, o utensílio fabricado em casa, no entanto, também pode ser eficiente, desde que seja feito com pelo menos duas camadas de tecido e cubra totalmente a boca e o nariz, sempre bem ajustado ao rosto e sem deixar espaço nas laterais.
Uma vez utilizada, as máscaras têm um limite de tempo que não pode ser ultrapassado. O utensílio não deve ficar úmido e caso isso aconteça, em até duas horas, no máximo, precisa ser trocado. Em caso de qualquer danificação, também deve ser substituído o mais rápido possível.
USO DO EQUIPAMENTO – De acordo com o documento da SBP, as máscaras têm tamanho único para os indivíduos adultos, mas para as crianças e os adolescentes elas precisam ser adaptadas. Além disso, nesse momento, o ideal é que a população pediátrica fique em casa, uma vez que não é tão simples manter essa proteção por muitos minutos na face dos pequenos.
“Nas idas ao médico, ao supermercado e a outros locais onde há circulação de pessoas, é necessário o uso do acessório, com a ressalva de que ele deve ser usado com cuidado e sob a supervisão constante dos pais. É fundamental que a família explique, de acordo com a capacidade de entendimento da faixa etária do filho, que ele terá que usar o “o paninho” sobre a boca e o nariz até voltar para casa e que não poderá encostar na proteção”, pontuam os pediatras.
Os pais devem colocar a máscara na criança sempre com as mãos limpas, higienizadas e a retirada precisa ser feita pelas alças laterais ou laço posterior. A nota de alerta da SBP destaca ainda que a máscara não invalida a necessidade de cumprimento das regras de higiene e afastamento social.
FAIXAS ETÁRIAS – Crianças menores de dois anos de idade não devem usar máscaras, porque a salivação intensa, as vias aéreas de pequeno calibre e a imaturidade motora elevam o risco de sufocação. Entre os dois e cinco anos, existe necessidade de supervisão constante. Possivelmente, a criança se sentirá incomodada com a necessidade de ajustes frequentes por parte dos pais. O benefício poderá não compensar o risco e, por isso, é indicado avaliar individualmente a possibilidade do uso, conforme o grau de maturidade de cada criança.
De seis a dez anos, as mesmas recomendações realizadas para faixa etária dos pré-escolares devem ser mantidas para os escolares, acrescentando que, durante as atividades pedagógicas realizadas nas escolas ou outras instituições que exigem aproximação, como trabalhos em grupo, é indispensável o uso da proteção. Nesta idade, a criança já poderá auxiliar no procedimento de uso, sob monitoração.
Por volta dos 12 anos, já é possível compreender todas as instruções necessárias para o uso, retirada, higienização e descarte das máscaras. O indivíduo já tem maturidade, sendo inclusive indicado desenvolver a disciplina adequada para seguir os cuidados pessoais. Recomenda-se o uso de máscaras de proteção em todo o período que estiver fora de casa, respeitando o protocolo de higiene e de distanciamento social.
O texto da SBP esclarece ainda que crianças e adolescentes que apresentam atrasos no desenvolvimento e condições específicas, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiência intelectual, transtornos do comportamento, podem ter mais resistência ao uso da máscara. Nessas situações, cabe tentar um treinamento e avaliar a adesão, de acordo com a resposta individual.
RECOMENDAÇÕES GERAIS – Há ocasiões ou lugares onde as crianças ou adolescentes não precisam usar uma cobertura de tecido para o rosto, como em locais fora de casa (parques e pátios), desde que fiquem pelo menos a dois metros de distância de outras pessoas e evitem tocar nas superfícies. No entanto, ficar em casa mantendo o distanciamento social ainda é a melhor maneira de se proteger da COVID-19. Entre as recomendações gerais da SBP sobre o uso de máscaras por crianças e adolescentes, constam:
  • Adquirir máscaras de acordo com o tamanho do rosto da criança ou adolescente e certificar que está confortável;
  • Lavar com água e sabão abundantes e/ou deixar de molho em solução de água sanitária (1 colher de sopa para 500ml de água) por 30 minutos;
  • Após a secagem, passar ferro quente, de ambos os lados, armazenando em saco plástico limpo;
  • Lembrar que as crianças vão aprender mais facilmente com a repetição e com ensinamentos e exemplos fornecidos de forma alegre e natural. Tenha paciência para ensiná-las a usar as máscaras com carinho e responsabilidade;
  • Crianças podem se beneficiar do uso de uma máscara em ambientes em que encontrem outras pessoas a menos de 2 metros de distância (supermercados, farmácias, serviços médicos, ou qualquer ambiente fora de casa ou onde possa haver aglomeração de pessoas);
  • Caso a máscara caia no chão durante o uso, ela deverá ser substituída por outra limpa, imediatamente;
  • Ensinar as crianças a tossir e espirrar em um lenço de papel ou no braço e cotovelo, nunca nas mãos.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

PREVENÇÃO DE PARASITOSES INTESTINAIS

  A prevenção e o controle das verminoses podem ser feitos a partir da adoção de medidas simprles no cotidiano familiar e domiciliar, com o hábito de lavar as mãos frequentemente, higienizar adequadamente os alimentos antes do consumo e evitar andar descalço.
Embora sejam mais comuns em regiões carentes de saneamento básico, as parasitoses atingem todas as camadas socioeconômicas da população, em diversas faixas etárias. Portanto, a prevenção vale para todos!

- Saneamento básico:
      - tratamento e fornecimento de água potável;
      - eliminação de focos de contaminação( lixo e esgoto a céu aberto);
      - coleta de lixo
      - implantação de sistemas de tratamento de esgoto;
      - educação da população sobre prevenção.

- Higiene Pessoal:
      - Lavar bem as mãos, com água e sabão,antes das refeições e ao usar o banheiro;
      - manter as unhas aparadas e evitar colocar as mãos na boca;
      - tome banho diariamente;
      - lave bem as roupas íntimas e de cama;
      - ande sempre calçado, principalmente, nas áreas onde não há rede de esgoto;
      - evite brejos e água parada.

- Higiene Doméstica:
      - Manter a casa e o terreno em volta sempre limpos;
      - manter os cestos de lixo e a caixa d'água sempre bem fechados;
      - não deixe as crianças brincarem em terrenos baldios, com lixo ou água poluída;
      - evite animais dentro de casa. Quando os tiver, cuide da higiene deles.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

O QUE SÃO SINÉQUIAS VULVARES?


Sinéquias vulvares também são conhecidas como aderências de pequenos lábios e caracterizam-se pela fusão parcial ou total dos lábios internos da vulva por meio de uma membrana fibrosa. É um problema relativamente comum nas meninas, com pico de incidência entre os dois meses e os dois anos de idade.

Acredita-se que esse problema seja causado pelos baixos níveis hormonais naturais da infância, que fazem com que o revestimento dos tecidos da vulva da criança seja mais suscetível a processos inflamatórios crônicos, os quais lesionam o epitélio das mucosas dos lábios internos e favorecem que estes cicatrizem de forma inadequada, com a formação de membranas fibrosas (ou sinéquias).

 A maioria dos casos não apresenta sintomas e se resolve espontaneamente. Algumas vezes, entretanto, podem aparecer sintomas como incontinência urinária, gotejamento pós-micção, infecções do trato urinário, sangue na urina e aumento da frequência das micções. 
O diagnóstico é realizado por meio do exame direto da genitália, sem necessidade de nenhum outro exame adicional.

O tratamento vai depender da intensidade e gravidade dos sintomas. Pacientes assintomáticas podem ficar sem tratamento, uma vez que em até 80% dos casos as sinéquias vulvares se resolvem espontaneamente com o aumento dos níveis hormonais da adolescência. Já os casos sintomáticos podem ser tratados com cremes a base de hormônios ou corticoides, enquanto um pequeno número de casos resistentes ao tratamento clínico ou com aderências muito espessas possam necessitar de tratamento cirúrgico. A separação manual das sinéquias tem alto risco de recorrência e de espessamento das aderências. Casos que evoluam com infecção podem precisar de antibióticos.

Devem ser orientados cuidados de higiene para evitar a recorrência do problema. Troca de fraldas sempre que necessário para evitar inflamações por atrito ou pelo acúmulo de urina e atenção a processos alérgicos a produtos habitualmente utilizados para a limpeza e tratamento precoce de inflamações são recomendáveis.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

ALEITAMENTO MATERNO E VACINAS - Segunda Parte

O aleitamento pode transmitir infecções para a criança?

Sim, pode. O HIV é um exemplo. Por isso, gestantes devem fazer teste de HIV no pré-natal e mulheres que estão amamentando devem saber que podem se infectar após a gestação e transmitir o vírus ao seu bebê. Uma medida preventiva importante é evitar o aleitamento cruzado (aquele que não é ofertado pela mãe do bebê). Outro tipo de infecção possível de ser transmitido dessa forma é a hepatite B, cujo vírus pode atingir a criança por meio do leite materno. Nesse caso, como prevenção, todos os lactentes devem ser imunizados contra a doença logo ao nascer, ainda na maternidade. Caso a mãe seja portadora do vírus, o bebê deve receber a vacina e também a imunoglobulina específica contra a hepatite B.

A mulher que amamenta e tomou vacina para febre amarela pode amamentar?

Ela deve ficar atenta às orientações do pediatra e das autoridades sanitária. Com a vacina febre amarela existe o risco de transmissão do vírus vacinal para o bebê pelo leite materno, caso a mãe receba a vacina durante o período de aleitamento até o sexto mês de vida da criança. Por isso, caso seja necessário a mãe receber a vacina nesse período, recomenda-se que o aleitamento seja suspendo pro 10 dias.

O aleitamento pode interferir nas vacinas orais, como poliomielite e rotavírus?

Não há interferência do aleitamento materno na resposta a nenhuma das duas vacinas. Elas devem ser fornecidas para todas as crianças, independente do aleitamento materno.
A vacina de rotavírus protege contra a infecção gastrointestinal provocada pelos principais tipos deste vírus. Mesmo não conferindo total proteção para os casos de diarreia, ela protege contra as formas mais graves da doença. Sempre é bom lembrar: o aleitamento materno, sozinho, não é suficiente para proteger contra a infecção pelo rotavírus. Por isso, é importante a vacinação como forma de melhor proteger o bebê contra essas infecções gastrointestinais.