terça-feira, 7 de junho de 2016

DOENÇA CELÍACA - O QUE É IMPORTANTE SABER

 A Doença Celíaca acontece quando uma criança, que tem predisposição genética, entra em contato e não tolera o glúten da dieta. O glúten é uma proteína que está contida no Trigo, Aveia, Centeio e Cevada.

   O que é importante saber?

               
                               Só tem doença celíaca quem tem predisposição genética. Por isso é comum que uma mesma família tenha vários membros, de diferentes gerações, comprometidos.
               
                               Na doença celíaca há achatamento da vilosidade intestinal, com prejuízo da absorção dos nutrientes. É como se o intestino ficasse inflamado, o que prejudica seu funcionamento normal.
               
                               A Doença Celíaca não tem cura. Entretanto, é possível ter vida normal se os alimentos que contém glúten não forem ingeridos
               
                               A Doença Celíaca, na sua forma mais clássica, começa na infância e tem como sintomas diarréia e desnutrição, entretanto, formas não tão clássicas podem acontecer com apresentação clínica diferente. 

Por exemplo:


                             -  Crianças – comprometimento do crescimento (altura), anemia, hipoproteinemia* e irritabilidade.
                             -  Adultos – osteoporose, constipação e esterilidade ( dificuldade em ter filhos )
               
               
                O tratamento da doença celíaca é a total exclusão do glúten da alimentação durante toda a vida.
                Deve-se evitar alimentos que contenham trigo, aveia, centeio e cevada.
               
                Para fazer o diagnóstico de doença celíaca é necessária a avaliação médica cuidadosa, exames complementares como de sangue (anticorpos contra doença celíaca) e endoscopia digestiva com biópsias de intestino.
                 
                Para verificar os alimentos proibidos e permitidos, acesse o site www.acelbra.org.br
                   
                * hipoproteinemia-redução da quantidade de proteína circulante no sangue que pode levar a inchaço no co
rpo.
                 



segunda-feira, 6 de junho de 2016

BRINCADEIRAS QUE ESTIMULAM O DESENVOLVIMENTO DO BEBÊ DE 7 A 9 MESES

Com 7 meses:
- Fazer o bebê brincar com uma caixa de papelão grande para que ele possa entrar e sair dela.
- Quando o bebê estiver brincando, pedir para ele dar um brinquedo a alguém.
- Fazer caretas para o bebê imitar.
- Dar dois brinquedos e ensinar o bebê a bater um no outro
.- Durante a refeição, deixar que ele coma alguns alimentos diretamente com a mão.

Com 8 meses:
- Com o bebê deitado, ajudá-lo a movimentar-se para que se sente sozinho.
- Incentivar o bebê a se arrastar e colocar brinquedos longe dele para que tente alcançá-los.
- Dar ao bebê brinquedos que façam barulho, como tambores, chocalhos e guizos.
- Brincar de imitar sons e movimentos.
- Deixar uma caixa de brinquedos bem grande e cheia para que ele escolha o que quiser.

Com 9 meses:
- Deixar o bebê no chão para que se arraste e engatinhe.
- Brincar de bola com ele.
- Estimular o bebê a se levantar (com apoio) para ficar de pé.
- Dar brinquedos com furinhos para que ele os “cutuque” com o dedo indicador.
- Ajudar o bebê a colocar tampas em potinhos.
- Dar ao bebê objetos de texturas diferentes para que ele os toque (espuma, madeira, toalha, metal, borracha etc.).

domingo, 5 de junho de 2016

O USO DA CADEIRINHA PARA CRIANÇAS EM AUTOMÓVEIS

O uso da cadeirinha de carro é obrigatório no Brasil. De acordo com a OMS o uso correto da cadeirinha pode diminuir em 70% as chances de morte da criança em um acidente de trânsito grave.O corpo das crianças é frágil, e as cadeirinhas são projetadas para segurá-las nos pontos mais resistentes do organismo, de modo a causar o mínimo de ferimentos internos. Por isso, usar cadeirinha de carro para crianças deve ser um procedimento automático, como usar o cinto de segurança é para os adultos.

Existem três tipos principais de poltronas para crianças. Mais que a idade, o que interessa é o peso e a altura do seu filho.

Bebê-conforto

São cadeirinhas adequadas para bebês recém-nascidos até cerca de 9 kg, mais reclinadas, e que devem ser colocadas de costas para o banco da frente do carro com inclinação sugerida de 45° ou conforme instruções do fabricante. Muitas vezes esses modelos possuem uma base que fica acoplada ao cinto de segurança, o que facilita a retirada da cadeirinha. 
Dicas importantes:     • As tiras da cadeirinha devem ficar abaixo do ombro.    • Ajuste as tiras da cadeirinha para que fiquem confortáveis e ajustadas ao corpo da criança com uma folga de, no máximo um dedo, e posicione o clipe peitoral (se houver) na altura das axilas.

Poltronas reversíveis

São cadeirinhas projetadas para carregar desde recém-nascidos até crianças de cerca de 16 kg ou mais, dependendo do modelo. Enquanto o bebê é pequeno, esses modelos são instalados de costas para o banco da frente do carro. Essa é a posição mais segura, porque protege o pescoço do bebê em caso de impacto. Antigamente a orientação era para que a poltrona fosse virada para a frente quando o bebê completasse 1 ano e atingisse 9 kg, mas hoje em dia fabricantes e especialistas recomendam que se mantenha a criança virada para trás pelo máximo de tempo possível (até o limite de peso de cada modelo). Posição: voltada para frente, na posição vertical, no banco de trás.  Dicas importantes:     • Posicione as tiras de segurança da cadeira acima da altura dos ombros. Recomenda-se utilizar o espaço de passagem da tira mais reforçado, geralmente o que se localiza mais no topo da cadeira. Leia as instruções do fabricante.    • Ajuste as tiras da cadeira para que fiquem confortáveis e ajustadas ao corpo da criança com uma folga de, no máximo, um dedo. Posicione o clipe peitoral (se houver) na altura das axilas.     • Nunca coloque nada entre a criança e a cadeira.

Poltronas para o posicionamento do cinto do carro (boosters)

São poltronas ou "banquinhos" que servem para a criança ficar mais alta e dessa forma usar o cinto normal do carro na posição correta. Esse tipo de assento de elevação pode ou não ter encosto. No caso dos sem encosto, é necessário que o carro tenha proteção para a cabeça, que evita o efeito de "chicote" em caso de acidente, um grande causador de lesões na medula espinhal. Os assentos de elevação com encosto têm a vantagem de posicionar melhor a parte superior do cinto e ser ajustáveis à altura da criança. Só podem usar esse tipo de poltrona crianças com mais de 4 anos de idade, segundo a resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito).  
Dicas importantes:    • Use um assento de segurança para que o cinto de três pontos do carro passe confortavelmente pelo meio do ombro, centro do peito e sobre os quadris da criança.    • Nunca permita que seu filho coloque o cinto peitoral embaixo do seu braço ou por trás das costas. Isto pode causar ferimentos sérios.    • A criança deve apoiar as costas no encosto do assento, seja do assento de segurança ou do próprio veículo.    • O assento de segurança deve ser usado somente se houver encosto de cabeça no carro.



***
A legislação brasileira afirma que esse tipo de cadeira é obrigatório para crianças de até 7 anos e meio, mas o ideal é que ela seja usada até a criança ter 1,45 m de altura. A partir daí ela pode passar a utilizar o cinto normal do banco, sem assento.Instalar a cadeirinha do carro não é tarefa fácil. É preciso passar o cinto de segurança do veículo pelos locais indicados no manual de instrução do assento e apertar bem, até que a cadeira praticamente não se mexa.  O melhor lugar para a instalação da cadeirinha (de quem tem um filho só) é no assento do meio do banco traseiro, para diminuir o risco de um impacto no caso de acidentes.Não adianta ter a cadeirinha e não prender seu filho direito. O cinto da cadeirinha precisa ser colocado de forma que apenas um dedo caiba entre o cinto e o corpo da criança, ou seja, o cinto precisa ficar justo. Leia a resolução na íntegra: http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_277.pdfGuia da cadeirinha:www.criancasegura.com.brVeja qual é o tipo de cadeira de segurança mais adequado ao peso e à idade da criança.


FEBRE É DOENÇA??

Febre não é uma doença e sim um sinal de que algum agravo está ocorrendo no organismo da criança.
O controle da temperatura corporal ocorre no cérebro, por neurônios sensíveis ao frio e ao calor, localizados no hipotálamo. Durante a febre haverá a perda temporária desta capacidade de regulação.

A temperatura normal do nosso corpo oscila entre 35,5 a 37 ºC, com média de 36 a 36,5 ºC.
É considerado febre quando a temperatura estiver acima de 37,5 ºC. O local certo para medir a temperatura é na axila deixando o termômetro por 3 minutos, com a criança com pouca roupa. O termômetro de mercúrio é o mais fidedigno, mas há risco de quebrar e vazar o metal tóxico. Os termômetros digitais são mais práticos e seguros, porém menos precisos.

A febre tem efeitos benéficos ajudando a combater infecções por aumentar a produção de anticorpos protetores e inibe a multiplicação de diversos de micro-organismos (vírus e bactérias) invasores. Por isso não há necessidade dos pais terem medo da febre.
O antitérmico deverá ser administrado quando a temperatura atingir 37,8ºC e tem a capacidade de reduzir a temperatura em 1- 1,5ºC. Se a temperatura estiver acima de 39 ºC, um banho morno pode ajudar a diminuir a temperatura enquanto o medicamento esta sendo absorvido, o que demorará de 30 a 40 minutos.

Após a medicação ser dada, demora em média 20 minutos para iniciar a sua ação, portanto neste tempo você deve manter a calma, desagasalhar a criança, podendo dar um banho morno, ou fazer compressas com água na temperatura da torneira na testa, axilas e virilhas.

O Paracetamol e o Ibuprofeno gotas devem ser dados diluídos em um pouquinho de líquido (água ou suco), dependendo da idade da criança, pois o seu gosto pode, as vezes, causar vômitos.
Ofereça bastante água, pois o líquido auxiliará na regulação térmica do organismo e diminuirá o risco de desidratação.
Mais importante do que o grau em que a temperatura está, é observar o estado geral do seu filho, no momento da febre ele ficará prostrado, quieto e molinho, após abaixar à temperatura a criança deverá ficar esperta e reativa.

O risco de convulsão em decorrência da febre surge quando a temperatura sobe rapidamente, naquelas crianças de 6 meses a 5 anos e com histórico familiar de convulsão febril. Este costuma ser um quadro benigno, com duração de 1 a 2 minutos e de boa evolução.
As crianças que deverão ser avaliadas pelo médico são: os recém-nascidos e lactentes com até três meses de vida, por terem um sistema imunológico mais susceptível a infecções graves. A criança molinha, pálida e gemente, independente do grau da temperatura; e os quadros de febre que tiverem uma duração maior que três dias.


QUANDO SUSPEITAR DE INFECÇÃO URINÁRIA?

Trata-se de um quadro infeccioso, causado por bactérias, comum entre crianças e adolescentes. Quanto mais jovem a criança, maior o risco de evoluir para uma infecção mais séria. O que se deve considerar, além da idade, é se a infecção urinária aconteceu uma única vez (sem outras causas) ou se acontece várias vezes. Isso porque infecções de urina repetidas podem estar associadas a outras doenças e levar a prejuízo do funcionamento do rim em longo prazo.

Em relação aos sintomas, eles variam conforme a idade.

               
                               Em recém-nascidos: quadro mais sério que vai desde ganho de peso inadequado, vômitos, falta de apetite, irritabilidade, até uma infecção generalizada
               
                               Em lactentes: a febre é a principal manifestação. Não se espera observar nessa idade mudança do aspecto da urina e nem dor para urinar.
               
                               Em pré-escolares e escolares: comumente há febre associada à dor ao urinar, mudança da cor e odor da urina. Se houver febre e dor abdominal ou nas costas, pode-se pensar em um quadro infeccioso mais sérico, com comprometimento do rim.
               
                               Em adolescentes: febre é pouco freqüente, só aparece nos quadros mais avançados e o mais comum é se observar dor ao urinar, mudança do aspecto da urina, urgência para urinar e sangramento na urina.


Frente a suspeita de uma infecção urinária deve-se proceder a coleta de exames para análise da urina e cultura da mesma para se observar se cresce alguma bactéria. Dependendo dos resultados das características da urina e da presença de colônias de bactérias, pode-se confirmar o diagnóstico.
O exame de cultura da urina não apenas identifica se há, mas também consegue dizer qual o nome e sobrenome da bactéria que está causando o quadro, o que ajuda muito a escolher qual o antibiótico adequado para cada situação.
Se for confirmado o diagnóstico de infecção de urina, alguns exames podem ser feitos, dependendo da idade da criança podem ser mais simples ou mais complexos, para se procurar a causa da infecção urinária. É comum haver alterações da formação da bexiga, dos ureteres, do próprio rim como causa de infecção urinária.

O importante é evitar que ela aconteça outras vezes, para preservar o adequado funcionamento do sistema de produção, armazenamento e liberação da urina.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

O TESTE DO CORAÇÃOZINHO

  Cerca de 1 a 2 de cada 1000 recém-nascidos vivos apresentam cardiopatia congênita crítica. Em torno de 30% destes recebem alta hospitalar sem o diagnóstico, e podem evoluir para choque, hipóxia ou óbito precoce, antes de receber o tratamento adequado.

São consideradas cardiopatias congênitas críticas aquelas onde a apresentação clínica decorre  do fechamento ou restrição do canal arterial (cardiopatias canal-dependentes), tais como:
- cardiopatias com fluxo pulmonar dependente do canal arterial: atresia pulmonar e similares;
- cardiopatias com fluxo pulmonar dependente do canal arterial: Síndrome de hipoplasia do coração esquerdo, coartação da aorta crítica e similares;
- cardiopatias com circulação em paralelo: transposição de grandes artérias.

Diagnóstico:
Na maioria das unidades neonatais, a alta hospitalar é realizada entre 36 e 48 horas de vida. Nesta fase, a manifestação clínica das cardiopatias críticas pode não ter ocorrido, principalmente nas com fluxo dependente do canal arterial. Além disso, a ausculta cardíaca pode ser aparentemente normal nesta fase.
O diagnóstico precoce é fundamental, pois pode evitar choque, acidose, parada cardíaca ou agravo neurológico antes do tratamento da cardiopatia. As cardiopatias congênitas representam cerca de 10% dos óbitos infantis e cerca de 20 a 40% dos óbitos decorrentes de malformações. Melhorar o diagnóstico destas cardiopatias poderá reduzir a taxa de mortalidade neonatal em nosso meio.
O método ideal para o diagnóstico de cardiopatia congênita é o ecocardiograma com mapeamento de fluxo em cores seja fetal ou pós-natal, porém a sua utilização como ferramenta de triagem é inviável.
No grupo das cardiopatias congênitas críticas, ocorre uma mistura de sangue entre as circulações sistêmica e pulmonar, o que acarreta uma redução da saturação periférica de O2. Neste sentido, a aferição da oximetria de pulso de forma rotineira em recém-nascidos aparentemente saudáveis com idade gestacional > 34 semanas, tem mostrado uma elevada sensibilidade e especificidade para detecção precoce destas cardiopatias.

O teste da oximetria de pulso consiste em um exame não invasivo realizado com um aparelho chamado oxìmetro, encostando-se o sensor, que mede a oxigenação do sangue, na mão direita e em um dos pés do recém-nascido. O resultado é normal se o aparelho registrar um nível de oxigenação maior ou igual a 95% nas duas extremidades e diferença menor que 3 % entre as medidas do membro superior direito e do membro inferior. Se o resultado for menor que 95% ou houver diferença maior ou igual a 3% entre as extremidades, o teste é repetido em 1 hora. Persistindo o resultado, a criança deve ser submetida a uma ecocardiografia dentro das 24h seguintes e passará a receber acompanhamento cardiológico.
Este teste apresenta sensibilidade de 75% e especificidade de 99%. Sendo assim, algumas cardiopatias críticas podem não ser detectadas através dele, principalmente as do tipo coartação de aorta. A realização deste teste não descarta a necessidade de realização de exame físico minucioso e detalhado em todo recém-nascido antes da alta hospitalar.
É incontestável a importância desta ferramenta de diagnóstico e seu impacto no decréscimo da mortalidade neonatal.

 **Nosso oxímetro é o Milli, que além de suas funções básicas, é dedicado especialmente ao teste do coraçãozinho, cadastrando os dados, mostrando os resultados  tudo automaticamente, e imprimindo os dados de perfusão, pulso e oximetria.

A AUDIÇÃO NOS TRÊS PRIMEIROS MESES

A audição no recém-nascido é muito mais desenvolvida do que a visão. 
Minutos após o seu nascimento ele já é capaz de reconhecer a voz materna com perfeição.
 A audição do bebê é testada ainda na maternidade, ou logo após a alte,  por meio do teste de emissões otoacústicas, ou teste da orelhinha. 
O teste da orelhinha é realizado por um equipamento que emite ondas sonoras no ouvido do recém-nascido e analisa a resposta do ouvido ao estímulo. Se a resposta for adequada, considera-se que a criança tem audição normal. Se não houver resposta ao estímulo, o exame deve ser repetido em um mês. 
A falha no primeiro teste pode ocorrer por líquido presente no conduto auditivo da criança. 
Se a perda auditiva for confirmada no segundo exame, a investigação deve prosseguir com mais testes para identificar a causa da perda auditiva.
Esse exame é realizado na Clínica Socorrito, pela fonoaudióloga, dra. Andressa Mayara Foletto.