domingo, 21 de janeiro de 2018

BULLYNG


A palavra Bullying é de origem inglesa que vem de Bully que significa valentão, brigão e não tem tradução exata para o português, mas, é um termo utilizado para qualificar comportamentos agressivos, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.
O Bullying é uma forma de violência gratuita e cruel e ocorre por meio de maus tratos intencionais e repetitivos de forma verbal, moral, sexual, social, físico, material e até mesmo virtual.
O alvo do Bullying costuma ser uma criança com baixa autoestima e retraída tanto na escola como em casa. A criança que sofre Bullying na escola  principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom para se integrar em um grupo e apresenta baixo rendimento escolar.

Nestes casos, a escola pode ajudar a evitar o Bullying tomando algumas atitudes como:

               -  Conversar com os alunos e escutar atentamente reclamações ou sugestões;
               -  Estimular os estudantes a informar os casos que acontecem na escola;
               -  Reconhecer e valorizar as atitudes dos alunos no combate ao problema;
               -  Criar com os alunos regras de disciplina para a classe em coerência com o regimento escolar;
               -  Estimular lideranças positivas entre alunos, prevenindo futuros casos;
               -  Interferir diretamente no grupo o quanto antes, para quebrar a dinâmica do Bullying;

Muitas pessoas acham que Bullying é só quando alguém ofende alguém de alguma forma, participando ativamente do ato, mas, especialistas alertam para um personagem que quase ninguém o reconhece como responsável tanto quanto quem pratica, é o espectador. Aquele que só assiste alguém cometendo Bullying com o outro e simplesmente não faz nada é tão responsável quanto aquele que pratica o Bullying.

Tipos de Bullying:

               - Chamar por apelidos ofensivos;
               - Lançar calúnia ou tirar barato da característica do outro ( Gordo, baleia, zaroio - vesgo, 4 olhos – usa óculos, vareta – por se muito magro);
               - Puxar, dar pontapés, bater, beliscar, ou outro tipo de violência física;
               - Atacar o emocional como excluir a pessoa do grupo, atormentar, ameaçar, manipular, amedrontar, chantagear, ridicularizar, ignorar;
               - Toda a ofensa que resulte na cor, étnicas e/ou religião;


Características de alguém que está sofrendo bullying:

               - Estar sempre assustada e se recusar ir para a escola ou para o lugar que esteja sofrendo o Bullying;
               - Apresentar notas baixas;
               - Isolar-se;
               - Começar a gaguejar;
               - Mostrar sentir angústia;
               - Deixar de comer;
               - Tornar-se agressivo;
               - Ter pesadelos constantemente;
               - Tentar fugir;
               - Tentar o suicídio;


O que não é Bullying?

 Discussões ou brigas pontuais não são Bullying. Conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor, mãe e filho, irmão com irmã também não é considerado Bullying se ocorrer de vez em quando. É necessário que a agressão ocorra em grupos, colegas de classe por exemplo. 
Todo Bullying é considerada uma agressão, mas, nem toda agressão é considerada Bullying.
Todos os pais, familiares e professores devem estar sempre atentos as suas crianças, pois uma mínima mudança de comportamento pode significar efeitos devastadores.

A escola não dever ser apenas um lugar de ensino formal que se ensina fórmulas e conceitos, mas, principalmente de formação de cidadãos, com direitos e deveres, de amizade, cooperação e solidariedade. Ter uma atitude contra o Bullying é uma forma eficiente de diminuir a violência entre alunos e a violência na sociedade.

domingo, 14 de janeiro de 2018

MEDIDAS QUE AJUDAM A DEIXAR O BEBÊ DE 7 A 9 MESES MAIS SEGURO

- Cortar os alimentos em pedaços bem pequenos na hora de alimentar a criança.
- Os bebês devem dormir em colchão firme, de barriga para cima, cobertos até a altura do peito com lençol ou manta que estejam presos embaixo do colchão.
 O colchão deve estar bem preso ao berço (não mais que dois dedos de espaço entre o berço e o colchão), sem nenhuma embalagem plástica.
- Procurar berços certificados conforme as normas de segurança do Inmetro. Ficar atento ao espaço entre as grades de proteção do berço, que não devem ter mais de 6 cm de distância entre uma e outra
- Remover todos os brinquedos e travesseiros do berço quando o bebê estiver dormindo para reduzir o risco de asfixia.
- Comprar somente brinquedos apropriados para o bebê. Brinquedos pequenos e partes de brinquedos podem engasgar as crianças; verificar as indicações de idade do selo do Inmetro. 
- Considerar a compra de cortinas ou persianas sem cordões para evitar que as crianças menores corram risco de estrangulamento.
- A maioria das queimaduras de bebês, especialmente entre 6 meses e 2 anos de idade, é causada por comida e líquidos quentes derramados na cozinha. 
A água quente da pia e da banheira é também responsável por muitas queimaduras em crianças; essas queimaduras tendem a ser mais graves e cobrem uma porção maior do corpo do que as ocasionadas por outros líquidos quentes.
- Evitar carregar comidas ou bebidas quentes perto do bebê.
- Não usar toalha comprida na mesa. O bebê pode puxá-la e derrubar utensílios e líquidos quentes
.
- Manter uma das mãos no bebê durante a troca de fraldas. Não deixar o bebê sozinho em mesas, camas nem outros móveis.
- Usar cadeirinhas adequadas para cada idade no transporte das crianças pequenas.

domingo, 26 de novembro de 2017

ATENDIMENTO EM SALA DE PARTO


No momento do parto, a mãe e o bebê devem receber o atendimento adequado, amparados por uma equipe médica formada por um obstetra, um anestesista e um pediatra.
O pediatra dará os primeiros cuidados ao recém-nascido, intervindo nas situações emergenciais e garantindo um nascimento sem complicações para o bebê. Para isso, ele deverá estar informado sobre a saúde da mãe, a evolução da gravidez e suas possíveis complicações.
Como se preparar para um parto legal

Existem algumas providências que os pais podem tomar para que o nascimento transcorra da melhor maneira possível. Veja quais são:
**comparecer a todas as consultas do pré-natal;
** Procurar conhecer o pediatra que participará do parto, fazendo uma consulta durante o pré-natal e se você tiver algum convênio, se esse atenderá seu filho após o parto e nas consultas de puericultura.
 A empatia com os profissionais que participarão do nascimento de seu filho pode lhe trazer maior confiança e tranquilidade no parto;
Caso não seja possível conhecer o pediatra que participará do parto, procure se informar a respeito do mesmo.

**Lembre-se que é você que escolhe o pediatra e não o hospital em que terá seu filho!

Em caso de partos múltiplos (gêmeos, trigêmeos, etc.), deverá haver um pediatra para atender cada bebê e um equipamento completo disponível para cada um deles.
Qual o atendimento que o pediatra dá ao bebê recém-nascido?
Durante a gravidez, o bebê é alimentado através dos vasos sanguíneos da placenta, que tem como função nutrir e promover a troca gasosa, enviando oxigênio para o feto e eliminando gás carbônico. Nessa fase, o pulmão do feto ainda está cheio de líquido e o coração também tem funcionamento bastante restrito.
Com o nascimento, o ar entra com intensidade nos pulmões, por meio do choro, expulsando o líquido que havia no seu interior e substituindo-o pelo oxigênio. Assim, inicia-se a troca gasosa nos pulmões. Os vasos pulmonares são dilatados e direcionam o sangue para o lado esquerdo do coração. O nascimento ocasiona o funcionamento do pulmão do bebê de forma independente de sua mãe. Por se tratar de um fenômeno complexo e que exige uma série de ajustes no organismo do bebê, o nascimento deve ser acompanhado pelo pediatra que avalie se ele está se comportando da forma esperada ou se é necessário intervir para auxiliá-lo nesses momentos iniciais e decisivos para a sua saúde.

***Os primeiros cuidados ao recém-nascido

Imediatamente após o nascimento, o pediatra avalia com atenção o estado do bebê: se ele não é prematuro; se o líquido amniótico é claro, isto é, sem mecônio; se a respiração é regular, e se os braços e as pernas estão flexionados. Se isto acontecer, o nascimento ocorreu de forma ideal, sem complicações! Nesta situação não existe necessidade de intervenção e o bebê deve ser levado para junto da mãe.
Caso o bebê seja prematuro, ou apresente líquido amniótico meconial, ou não chore, ou mesmo na ausência de flexão dos membros, o pediatra deverá tomar algumas medidas como:
prover calor ao recém-nascido;
possibilitar que o bebê respire com facilidade, mantendo as vias aéreas desobstruídas;
secar todo o corpo com compressas, dando ênfase à cabeça
;
reposicionar a cabeça para avaliar as funções vitais
.
Naquelas situações emergenciais, o pediatra inicia uma sequência de procedimentos cada vez mais complexos, até que o recém-nascido apresente as funções vitais (respiração e frequência cardíaca) de acordo com os padrões esperados. Assim, o objetivo principal do atendimento pediátrico na sala de parto é atuar para que o bebê respire espontaneamente e tenha frequência cardíaca normal.
A avaliação da condição do bebê é feita pelo pediatra ou neonatologista, analisando alguns fatores como respiração, frequência cardíaca e tônus muscular. O teste é chamado de “Apgar” em homenagem à médica Virginia Apgar, criadora do índice.
O teste de Apgar é feito no primeiro e no quinto minuto após o nascimento, para verificar como o bebê está respondendo à vida fora do útero.
Tomados esses primeiros cuidados, inicia-se outra etapa extremamente importante: o contato entre os pais e o filho recém-nascido. A mãe finalmente receberá seu bebê no colo e pode iniciar a amamentação. Esse ato, sem dúvida, vai fortalecer o vínculo entre a mãe e seu filho. O pai também pode participar da amamentação, dando apoio, segurança e carinho à mãe.

domingo, 19 de novembro de 2017

MEU FILHO CAIU! E AGORA??

Quando se fala em quedas na infância pensa-se, na maioria das vezes, em traumas da cabeça. Sempre que acontece um acidente envolvendo trauma da cabeça, os pediatras devem tentar passar para os responsáveis a noção “nem de menos, nem demais”. Isto quer dizer que diante de um acidente desta natureza, deve- se tentar manter a calma, examinar e observar a criança. Os responsáveis já tem a noção de que um trauma na cabeça não é coisa boa. 
Os traumas da cabeça na infância são responsáveis por um grande número de consultas efetuadas nos pronto-socorros. Esta é a melhor opção para que se tranquilizem.

As estruturas ósseas da criança são mais frágeis. Os seios da face, cheios de ar, ajudam a amortecer os traumas. Eles estarão, no entanto, bem desenvolvidos depois dos oito anos de idade. À princípio as crianças devem ser observadas quanto ao local da lesão, desmaios, sonolência exagerada e vômitos que não param. Outros sintomas mais complexos podem ser: dificuldade para falar, para engolir e para lembrar informações. Uma avaliação pelo pediatra sempre vai deixar os responsáveis mais seguros nos primeiros 2 ou 3 dias, que é o período no qual podem surgir problemas e que devem ser observados estes sinais e sintomas. 
A radiografia do crânio limita-se a informação da presença ou não de fraturas. Alguns traumas podem provocar afundamentos visíveis. A partir desta avaliação, as coisas já são mais complicadas e devem ser decididas pelos Especialistas.


A necessidade de realizar uma tomografia computadorizada do crânio deve ser reservada para os casos mais graves. O famoso “galo” é uma lesão superficial e pode ser resolvido apenas com a colocação de gelo no local. 
**O clássico “não deixar dormir”, deve-se limitar a uma observação de que a criança reage a alguns estímulos que se faça. (a criança pode dormir, desde que, de vez em quando, se verifique que ela está se relacionando com o meio). 
Nos casos mais graves pode haver hemorragias que se instalam entre as diversas camadas do crânio. Algumas podem comprimir as estruturas do cérebro e causar sintomas mais importantes.
 A criança que caiu deve ser também avaliada quanto a outras possíveis lesões e fraturas.

sábado, 11 de novembro de 2017

O QUE SÃO PROBIÓTICOS??

São chamados de probióticos os produtos que contém micro-organismos (bactérias ou leveduras) viáveis e em quantidade suficiente para que uma vez ingeridos pelas pessoas, possam exercer efeitos benéficos ao nosso organismo. Ao conjunto de todas as bactérias existentes no nosso intestino chamamos de microbiota. Estas bactérias exercem efeito de proteção, melhorando as nossas defesas e estão presentes no leite materno. Nos últimos anos, os produtos infantis passaram a ter a presença de probióticos pelos seus inegáveis benefícios.


Quais os benefícios dos probióticos?

                 - Diminuem a capacidade de bactérias ruins se fixarem no intestino e provocarem doenças;
               
                 -  Auxiliam na atividade da enzima que faz a digestão do açúcar do leite (a lactase) diminuindo a intolerância à lactose;
               
                  - Melhoram mecanismos de defesa do organismo;
               
                  - Tem efeito anti-inflamatório;
               

                  -  Diminuição das diarreias bacterianas e virais.

sábado, 21 de outubro de 2017

COMO CUIDAR DOS ÓRGÃOS GENITAIS DOS BEBÊS??

Esta é uma tarefa que os pais e cuidadores vão ter de enfrentar nos primeiros dois anos de vida do bebê. Sem dúvida desperta uma grande preocupação os cuidados que devem ser efetuados quando da troca das fraldas, principalmente para os pais de primeira viagem.
                Apesar dos cuidados gerais serem parecidos para meninos e meninas, existem algumas particularidades próprias de cada um. De maneira geral devemos cuidar da higiene com atenção a eventuais alterações e delicadeza. A pele não deve ser esfregada em demasia.
                Quanto às meninas deve-se sempre limpar de frente para trás, evitando-se, assim, a contaminação da vagina com resíduos de fezes. Nas meninas pode ocorrer nos primeiros dias de vida um pequeno sangramento vaginal decorrente dos hormônios do parto (absolutamente normal). 
A separação entre os grandes e pequenos lábios pode eventualmente contaminar-se com fezes. Neste caso utilize um cotonete para retirar o resíduo. Basicamente, usa-se água morna e sabonete neutro com gaze ou algodão. A água pode ser guardada em garrafa térmica, já temperada. Secar por pressão, ou seja, sem esfregar. Podem-se utilizar lenços de papel próprios. (muitas pessoas tem certo preconceito, porém, são muito úteis). Ao final utilizar creme protetor à base de óxido de zinco. Nunca trocar simplesmente a fralda sem fazer a limpeza, pois, o que provoca assaduras são os resíduos de fezes e urina, muitas vezes invisíveis.
                Nos meninos, o procedimento é o mesmo, valendo ressaltar que o pênis deve ser lavado sem sabonete para não provocar o que se chama de uretrite química, ou seja, o sabonete penetra na uretra – o canal por onde sai a urina – provocando ardor ao urinar. A preocupação quanto à presença de fimose, naqueles que não foram submetidos à circuncisão é grande. Não é motivo, no entanto, para tanto. 
Não se deve forçar a abertura precoce, pois, pode haver formação de uma pele menos elástica que vai atrapalhar a redução da fimose no futuro.
 Existem no mercado pomadas específicas para facilitar a redução da fimose com massagens. A Academia Americana de Pediatria orienta para que se aguarde os primeiros anos para se tomar providências. Muitas vezes ocorre a redução quase que espontânea.
                Quanto à higiene, o procedimento é igual ao das meninas.

                As fraldas deverão ser trocadas sempre que se perceba presença de urina ou fezes. Não se deve dar ouvidos às pessoas que dizem que não há necessidade de trocar as fraldas à noite, para “não acostumar” a criança. Em algumas circunstâncias, como nos recém-nascidos ou quando se fez uso de antibióticos ou corticosteroides, pode aparecer uma assadura específica provocada por “sapinho”.  Esta é uma assadura que invade as dobras da pele do bebê e não costuma melhorar com as pomadas comuns, necessitando de avaliação pelo Pediatra.

domingo, 15 de outubro de 2017

O QUE É A HEPATITE B?

    A Hepatite B é uma infecção viral que ocorre no fígado  e que pode se desenvolver na forma doença aguda ou crônica.
É considerada uma ameaça potencial à vida.

" Todas as idades correm risco de contrair o vírus"

Os principais transmissores para um bebê ou criança são:

- mães  - irmãos    -  contatos domiciliares

As crianças infectadas antes dos 6 anos tem maior risco de desenvolvimento de um caso crônico de hepatite B.
                 **80 a 90% das crianças infectadas durante o primeiro ano de vida desenvolvem a forma crônica da doença.

O vírus pode ser contraído através de sangue ou líquidos corporais de uma pessoa infectada. Por exemplo,  por meio de:
- No nascimento, da mãe para o bebê
- Compartilhamento de ítens como escovas de dente (saliva)
- Transfusões de sangue
- Relações sexuais e compartilhamento de agulhas

*** O vírus da Hepatite B é 50 a 100 vezes mais infeccioso que o HIV e pode sobreviver fora do organismo por pelo menos 7 dias.

Quais são os sintomas??

- Amarelamento da pele e  dos olhos (icterícia)
- urina escura
- fadiga extrema
- náusea/vômitos
- febre
- dor abdominal

** Se a doença persistir podem incluir cirrose hepática e câncer de fígado
** Estima-se que quase um terço da população mundial foi infectada em algum momento sude suas vidas

A hepatite pode ser prevenida através da vacinação em quatro doses, sendo a primeira ao nascer.