Na imensa maioria das vezes a constipação intestinal crônica é tida como um transtorno funcional, ou seja, não há uma doença orgânica detectável. Em muitos casos, tem início no primeiro ano de vida, ainda antes da fase de treinamento evacuatório e retirada das fraldas. Note-se que a constipação intestinal é uma entidade frequente na população pediátrica com prevalência estimada entre 4-30%, sendo que predomina em pré-escolares, sem predileção pelo sexo nessa idade.
A constipação intestinal compreende evacuações em frequência menor do que três vezes por semana, percebendo-se o aumento da consistência das fezes, que tornam-se ressecadas e duras.
Há casos em que a criança evacua diariamente de forma incompleta, fezes muito ressecadas, em cibalos (“bolinhas duras” como fezes de cabrito), com muito esforço e dor, que são igualmente classificados como constipação intestinal.
Algumas crianças permanecem muitos dias sem evacuar e eliminam fezes extremamente volumosas e calibrosas denominadas fecalomas, que, por vezes, determinam entupimento do vaso sanitário.
Quando os familiares detectam esse problema em fase inicial devem entrar em contato com o pediatra para que algumas medidas sejam implementadas. Quanto mais se retarda o início do tratamento da constipação, maior é o tempo necessário para restituir um hábito intestinal normal.
O aleitamento natural nos primeiros meses exerce papel preventivo quanto a ocorrência de constipação intestinal. De forma complementar, orienta-se para crianças pequenas a ingestão de fórmula láctea ou leite de vaca em quantidade limitada às necessidades diárias, evitando-se o excesso de mamadeiras. Dessa forma, as crianças ficam mais propensas a aceitar uma dieta mais diversificada, com maior teor de fibras, o que inclui frutas, grãos, leguminosas, hortaliças e cereais. Alguns farelos como de trigo ou aveia podem ser adicionados como auxiliares.
Para crianças maiores, sugere-se evitar a ingestão de sucos coados, refrigerantes, produtos com altos teores de açúcares e baixo teor de fibras, bem como de guloseimas e alguns tipos de bolachas. Já as crianças que já adquiriram o controle esfincteriano devem ser estimuladas a evacuar 1-2 vezes ao dia, após alguma refeição.
Quanto ao uso de medicamentos, a definição é de responsabilidade do médico. A critério do pediatra poderá ser necessário utilizar, por algum tempo, tratamento com laxantes com o objetivo de tornar as fezes mais macias e volumosas, produzindo estímulo adicional para evacuação. Tenta-se, dessa forma, evitar a instalação do ciclo “medo, dor e retenção”.
O que é importante destacar é que o sucesso do tratamento da constipação requer tempo, perseverança e contato afinado entre família e pediatra.
sábado, 19 de maio de 2018
segunda-feira, 9 de abril de 2018
O SONO DO ADOLESCENTE
É muito importante para
crianças e adolescentes organizarem seus horários fora da escola para melhorar
o seu aproveitamento. Atividades extras, esportes, lições de casa, refeições,
lazer, passeios, brincadeiras, jogos e tempo para descanso devem seguir também
rotinas adequadas para a saúde e bem-estar, bem como também o horário de
dormir. Muitas atividades extras acumulam cansaço e atrasam o horário de
dormir. A rotina para dormir bem inclui um período para descanso e desligamento
de pensamentos, principalmente problemas e preocupações.
Atividade esportiva à noite também deve ser evitada, pelo
menos até 3 horas antes da hora de dormir.
O adolescente além de precisar de mais horas de sono
noturno, fisiologicamente dorme mais tarde e acorda mais tarde. Na maioria das
vezes, o adolescente precisa acordar cedo para suas atividades escolares.
Nesses casos, deverá ir para a cama quando estiver sonolento e deverá acordar
cada vez mais cedo pela manhã. Isso fará com que sinta sono cada vez mais cedo
à noite. Essa rotina deve ser implementada paulatinamente até alcançar o
horário desejado com a quantidade de sono necessária.
Nos
fins de semana e feriados, o adolescente pode acordar no máximo duas horas mais
tarde do que o horário estipulado para os dias de semana, seja qual for o
horário em que ele for dormir. O adolescente deve evitar cochilos, mas se for
extremamente necessário, deve durar no máximo trinta minutos. Limitar horários
para televisão, computador, vídeo game, filmes violentos, atividades
esportivas, celular e lição de casa deverá ser encorajado. Não deverá manter no
quarto itens que cujo adolescente não consiga controlar em usar, os quais o
deixem acordado e despertem sua atenção. Atividades relaxantes antes de dormir
são importantes para o adolescente aprender a “desligar” seus pensamentos. Um
ambiente tranquilo e acolhedor é fundamental, além de leitura que, na maioria das
vezes, induz o sono. Não se deve deixar adormecer na sala vendo televisão ou
jogando. Bebidas com estimulantes como cafeína, refrigerante ou chocolate devem
ser ingeridas até quatro horas antes do horário de dormir. O uso de cigarro e
bebidas alcoólicas deve ser desencorajado. Deve-se estimular o adolescente com
ambientes com luz solar pela manhã e evitar luz intensa no final da tarde e à
noite.
O conhecimento do sono da criança e do adolescente, sua fisiologia, aléms de hábitos e costumes de cada família, é importante para se ter e se realizar uma boa higiene do sono em toda a família.
quinta-feira, 22 de março de 2018
LESÃO MÃO, BOCA, PÉ, - COMO DIAGNOSTICAR?
A doença mão-pé-boca (HFMD, sigla em inglês) é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade.
São sinais característicos da doença mão-pé-boca:
- febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
- aparecimento na boca, amídalas e faringe de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas;
- erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital.
A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas.
Não existe vacina contra a doença.
Sintomas
O período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum. Quando a sintomatologia típica da doença mão-pé-boca se instala, a erupção das lesões na orofaringe é antecedida por um período de febre alta e gânglios aumentados, seguido de mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia. Por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação. Por isso, é preciso redobrar os cuidados para mantê-la bem hidratada e recebendo alimentação adequada.
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, localização e aparência das lesões. Em alguns casos, os exames de fezes e a sorologia (exame de sangue) podem ajudar a identificar o tipo de vírus causador da infecção.
Tratamento
Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, o tratamento é sintomático com antitérmicos e anti-inflamatórios. Os medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves.
O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.
Recomendações
* Nem sempre a infecção pelo vírus Coxsackie provoca todos os sintomas clássicos da síndrome. Há casos em que surgem lesões parecidas com aftas na boca ou as erupções cutâneas; em outros, a febre e a dor de garganta são os sintomas predominantes. Fique atento, portanto;
* Alimentos pastosos, como purês e mingaus, assim como gelatina e sorvete, são mais fáceis de engolir; já os alimentos ácidos, muito quentes e condimentados são mais dificeis;
* Bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para manter a boa hidratação do organismo, uma vez que podem ser ingeridos em pequenos goles;
* Crianças devem ficar em casa, em repouso, enquanto durar a infecção;
* Lembre sempre de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
CHEGA DE MANHA!!!
Mamãe, você já percebeu que a manha faz parte da vida das crianças
e, com certeza, aprendeu a diferenciar esse dengo do seu filho de um “choro de
verdade”, certo?
Esse
chororô normalmente acontece após os seis meses de idade, quando o bebê percebe
que, ao chorar, atrai a atenção das pessoas ao seu redor, principalmente de
seus pais.
Para
encarar essa manha sem se descabelar ou estressar, enumeramos cinco dicas
infalíveis para você contornar a situação e ainda dividir momentos de alegria
com seu filhote. Confira.
1. Boas
e velhas cócegas. Faça uma palhaçadinha para seu filho e depois use a famosa
“técnica” que nossas avós usavam: o sopro na barriga seguido por cócegas, não
há criança que resista. As gargalhadas do seu filho vão arrancar grandes
sorrisos seus, pode apostar.
2.
Caras, bocas e sons. Fazer caretas engraçadas para seu pequeno irá, a
princípio, chamar a atenção dele e depois se tornar motivo de muitas risadas,
ainda mais se as caretas forem acompanhadas por sons inusitados.
3. Quem
canta... Isso mesmo, como diz o ditado: “Quem canta seus males espanta”! Então,
que tal interromper o momento manhoso do seu filhote convidando-o para cantar e
dançar com você? Isso vai terminar numa deliciosa brincadeira.
4.
Acredite no poder do banho. A água quente ajuda a relaxar e ainda proporcionará
um momento de diversão para vocês.
5.
Cafuné. Sejamos francas, quem resiste a um bom cafuné? Na hora que seu filho
começar com o dengo, faça um cafuné bem gostoso na cabecinha dele, você vai ver
o quão relaxado ele vai ficar.
domingo, 21 de janeiro de 2018
BULLYNG
A palavra Bullying é de origem inglesa que vem de Bully que
significa valentão, brigão e não tem tradução exata para o português, mas, é um
termo utilizado para qualificar comportamentos agressivos, tirania, opressão,
intimidação, humilhação e maltrato.
O Bullying é uma forma de violência gratuita e cruel e
ocorre por meio de maus tratos intencionais e repetitivos de forma verbal,
moral, sexual, social, físico, material e até mesmo virtual.
O alvo do Bullying costuma ser uma criança com baixa
autoestima e retraída tanto na escola como em casa. A criança que sofre
Bullying na escola principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e
vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom
para se integrar em um grupo e apresenta baixo rendimento escolar.
Nestes casos, a escola pode ajudar a evitar o Bullying
tomando algumas atitudes como:
- Conversar
com os alunos e escutar atentamente reclamações ou sugestões;
- Estimular
os estudantes a informar os casos que acontecem na escola;
- Reconhecer
e valorizar as atitudes dos alunos no combate ao problema;
- Criar
com os alunos regras de disciplina para a classe em coerência com o regimento
escolar;
- Estimular
lideranças positivas entre alunos, prevenindo futuros casos;
- Interferir
diretamente no grupo o quanto antes, para quebrar a dinâmica do Bullying;
Muitas pessoas acham que Bullying é só quando alguém ofende
alguém de alguma forma, participando ativamente do ato, mas, especialistas
alertam para um personagem que quase ninguém o reconhece como responsável tanto
quanto quem pratica, é o espectador. Aquele que só assiste alguém cometendo
Bullying com o outro e simplesmente não faz nada é tão responsável quanto
aquele que pratica o Bullying.
Tipos de Bullying:
- Chamar
por apelidos ofensivos;
- Lançar
calúnia ou tirar barato da característica do outro ( Gordo, baleia, zaroio -
vesgo, 4 olhos – usa óculos, vareta – por se muito magro);
- Puxar,
dar pontapés, bater, beliscar, ou outro tipo de violência física;
- Atacar
o emocional como excluir a pessoa do grupo, atormentar, ameaçar, manipular,
amedrontar, chantagear, ridicularizar, ignorar;
- Toda
a ofensa que resulte na cor, étnicas e/ou religião;
Características de alguém que está sofrendo bullying:
- Estar
sempre assustada e se recusar ir para a escola ou para o lugar que esteja
sofrendo o Bullying;
- Apresentar
notas baixas;
- Isolar-se;
- Começar
a gaguejar;
- Mostrar
sentir angústia;
- Deixar
de comer;
- Tornar-se
agressivo;
- Ter
pesadelos constantemente;
- Tentar
fugir;
- Tentar
o suicídio;
O que não é Bullying?
Discussões ou brigas pontuais não são Bullying. Conflitos
entre professor e aluno ou aluno e gestor, mãe e filho, irmão com irmã também
não é considerado Bullying se ocorrer de vez em quando. É necessário que a
agressão ocorra em grupos, colegas de classe por exemplo.
Todo Bullying é
considerada uma agressão, mas, nem toda agressão é considerada Bullying.
Todos os pais, familiares e professores devem estar sempre
atentos as suas crianças, pois uma mínima mudança de comportamento pode significar
efeitos devastadores.
A escola não dever ser apenas um lugar de ensino formal que
se ensina fórmulas e conceitos, mas, principalmente de formação de cidadãos,
com direitos e deveres, de amizade, cooperação e solidariedade. Ter uma atitude
contra o Bullying é uma forma eficiente de diminuir a violência entre alunos e
a violência na sociedade.
domingo, 14 de janeiro de 2018
MEDIDAS QUE AJUDAM A DEIXAR O BEBÊ DE 7 A 9 MESES MAIS SEGURO
- Os bebês devem dormir em colchão firme, de barriga para
cima, cobertos até a altura do peito com lençol ou manta que estejam presos
embaixo do colchão.
O colchão deve estar bem preso ao berço (não mais que dois
dedos de espaço entre o berço e o colchão), sem nenhuma embalagem plástica.
-
Procurar berços certificados conforme as normas de segurança do Inmetro. Ficar
atento ao espaço entre as grades de proteção do berço, que não devem ter mais
de 6 cm de distância entre uma e outra
- Remover todos os brinquedos e
travesseiros do berço quando o bebê estiver dormindo para reduzir o risco de
asfixia.
- Comprar somente brinquedos apropriados para o bebê. Brinquedos
pequenos e partes de brinquedos podem engasgar as crianças; verificar as
indicações de idade do selo do Inmetro.
- Considerar a compra de cortinas
ou persianas sem cordões para evitar que as crianças menores corram risco de
estrangulamento.
- A maioria das queimaduras de bebês, especialmente entre 6
meses e 2 anos de idade, é causada por comida e líquidos quentes derramados na
cozinha.
A água quente da pia e da banheira é também responsável por muitas
queimaduras em crianças; essas queimaduras tendem a ser mais graves e cobrem
uma porção maior do corpo do que as ocasionadas por outros líquidos quentes.
-
Evitar carregar comidas ou bebidas quentes perto do bebê.
- Não usar toalha
comprida na mesa. O bebê pode puxá-la e derrubar utensílios e líquidos
quentes
.
- Manter uma das mãos no bebê durante a troca de fraldas. Não deixar o
bebê sozinho em mesas, camas nem outros móveis.
- Usar cadeirinhas adequadas
para cada idade no transporte das crianças pequenas.
domingo, 26 de novembro de 2017
ATENDIMENTO EM SALA DE PARTO
No momento do parto, a mãe e o bebê devem receber o atendimento adequado, amparados por uma equipe médica formada por um obstetra, um anestesista e um pediatra.
O pediatra dará os primeiros cuidados ao recém-nascido, intervindo nas situações emergenciais e garantindo um nascimento sem complicações para o bebê. Para isso, ele deverá estar informado sobre a saúde da mãe, a evolução da gravidez e suas possíveis complicações.
Como se preparar para um parto legal
Existem algumas providências que os pais podem tomar para que o nascimento transcorra da melhor maneira possível. Veja quais são:
**comparecer a todas as consultas do pré-natal;
** Procurar conhecer o pediatra que participará do parto, fazendo uma consulta durante o pré-natal e se você tiver algum convênio, se esse atenderá seu filho após o parto e nas consultas de puericultura.
A empatia com os profissionais que participarão do nascimento de seu filho pode lhe trazer maior confiança e tranquilidade no parto;
A empatia com os profissionais que participarão do nascimento de seu filho pode lhe trazer maior confiança e tranquilidade no parto;
Caso não seja possível conhecer o pediatra que participará do parto, procure se informar a respeito do mesmo.
**Lembre-se que é você que escolhe o pediatra e não o hospital em que terá seu filho!
**Lembre-se que é você que escolhe o pediatra e não o hospital em que terá seu filho!
Em caso de partos múltiplos (gêmeos, trigêmeos, etc.), deverá haver um pediatra para atender cada bebê e um equipamento completo disponível para cada um deles.
Qual o atendimento que o pediatra dá ao bebê recém-nascido?
Durante a gravidez, o bebê é alimentado através dos vasos sanguíneos da placenta, que tem como função nutrir e promover a troca gasosa, enviando oxigênio para o feto e eliminando gás carbônico. Nessa fase, o pulmão do feto ainda está cheio de líquido e o coração também tem funcionamento bastante restrito.
Com o nascimento, o ar entra com intensidade nos pulmões, por meio do choro, expulsando o líquido que havia no seu interior e substituindo-o pelo oxigênio. Assim, inicia-se a troca gasosa nos pulmões. Os vasos pulmonares são dilatados e direcionam o sangue para o lado esquerdo do coração. O nascimento ocasiona o funcionamento do pulmão do bebê de forma independente de sua mãe. Por se tratar de um fenômeno complexo e que exige uma série de ajustes no organismo do bebê, o nascimento deve ser acompanhado pelo pediatra que avalie se ele está se comportando da forma esperada ou se é necessário intervir para auxiliá-lo nesses momentos iniciais e decisivos para a sua saúde.
***Os primeiros cuidados ao recém-nascido
Imediatamente após o nascimento, o pediatra avalia com atenção o estado do bebê: se ele não é prematuro; se o líquido amniótico é claro, isto é, sem mecônio; se a respiração é regular, e se os braços e as pernas estão flexionados. Se isto acontecer, o nascimento ocorreu de forma ideal, sem complicações! Nesta situação não existe necessidade de intervenção e o bebê deve ser levado para junto da mãe.
Caso o bebê seja prematuro, ou apresente líquido amniótico meconial, ou não chore, ou mesmo na ausência de flexão dos membros, o pediatra deverá tomar algumas medidas como:
prover calor ao recém-nascido;
possibilitar que o bebê respire com facilidade, mantendo as vias aéreas desobstruídas;
secar todo o corpo com compressas, dando ênfase à cabeça
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reposicionar a cabeça para avaliar as funções vitais
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reposicionar a cabeça para avaliar as funções vitais
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Naquelas situações emergenciais, o pediatra inicia uma sequência de procedimentos cada vez mais complexos, até que o recém-nascido apresente as funções vitais (respiração e frequência cardíaca) de acordo com os padrões esperados. Assim, o objetivo principal do atendimento pediátrico na sala de parto é atuar para que o bebê respire espontaneamente e tenha frequência cardíaca normal.
A avaliação da condição do bebê é feita pelo pediatra ou neonatologista, analisando alguns fatores como respiração, frequência cardíaca e tônus muscular. O teste é chamado de “Apgar” em homenagem à médica Virginia Apgar, criadora do índice.
O teste de Apgar é feito no primeiro e no quinto minuto após o nascimento, para verificar como o bebê está respondendo à vida fora do útero.
Tomados esses primeiros cuidados, inicia-se outra etapa extremamente importante: o contato entre os pais e o filho recém-nascido. A mãe finalmente receberá seu bebê no colo e pode iniciar a amamentação. Esse ato, sem dúvida, vai fortalecer o vínculo entre a mãe e seu filho. O pai também pode participar da amamentação, dando apoio, segurança e carinho à mãe.
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